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Meio Ambiente

Para Le Monde, soja é inimiga da Amazônia

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Uma reportagem do jornal Le Monde afirma que a soja é "um dos mais ferozes inimigos da floresta brasileira". O texto fala que os produtores da commoditie vivem em "guerra fria" contra ambientalistas, em especial com ativistas da ONG Greenpeace, e que desconfiam da presença de estrangeiros no Pará, chegando a afirmar que "a Amazônia pertence aos brasileiros".

O diretor da Cooper Amazon, empresa que distribui fertilizantes, não esconde sua raiva. "Aqui, agora, é a guerra. Uma guerra fria'", diz, em entrevista ao jornal.

A reportagem relembra os fatos de violência que assolam a região, como a violência entre grileiros e posseiros no campo, os assassinatos de ativistas sociais e de membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e as repetidas revelações de trabalho escravo em fazendas da área rural. O jornal afirma ainda que a "explosão dos biocombustíveis" pode piorar a situação.

Fontes:
BBC - Soja 'asfixia Amazônia', diz francês 'Le Monde'

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5 Opiniões

  1. Vítor Faria da Costa Pereira disse:

    Mais uma demonstração da mentalidade colonialista da mídia do primeiro mundo.Nega-se aos milhões de brasileiros que vivem na Amazônia o direito de se inserirem na sociedade de consumo, por meio da justa exploração da Amazônia, limitada obviamente pelos instrumentos legais.

  2. EDVALDOTAVARES disse:

    A REPORTAGEM DO LE MONDE TEM QUE SER INTERPRETADA COM CERTO CUIDADO. Uma análise histórica deve ser empregada nesse tipo de notícia do jornal francês. No tempo do BRASIL Colônia, por ocasião das invasões francesas no Rio de Janeiro, onde queriam fundar a França Antártica, eles foram expulsos duas vezes. Durante essas expulsões, um número representativo de franceses foram mortos impiedosamente. Fora do RJ, refugiaram-se no Maranhão e pretendiam criar a França Austral e mais uma vez foram expulsos. As mortes impiedosas dos invasores em terras cariocas despertaram rancor nos franceses. Quiseram também ficar com parte do Amapá quando estenderam a fronteira da Guaiana francessa até uma porção daquele território, hoje, estado brasileiro. Embora o BRASIL tenha um bom relacionamento atualmente com a França, ainda deve perdurar resquícios históricos não totalmente apagados, remoídos até hoje por aquele país. De antemão, vejo com desconfiança tal reportagem do jornal francês, uma vez ter vivido em algumas localidades da região amazônica. Para melhor entender esta notícia, creio ser necessário rever a história das invasões francesas e associá-las para melhor compreensão da preocupação do Le Monde. "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  3. Carlos Gabaglia Penna disse:

    A dispensável análise histórica não esconde a mais pura xenofobia. O foco de ambas as cartas é absolutamente errado. O que está acontecendo na Amazônia, entre outras coisas, é exatamente isso: boa parte da floresta está sendo devastada para o plantio de soja. O solo se esgotará em pouco tempo e os sojeiros irão repetir esse modelo predatório em outras áreas florestadas, eliminando um patrimônio muito mais importante, que é sua extraordinária (e ainda muito desconhecida) biodiversidade.
    Esse processo gera riqueza a muito poucos às custas da qualidade ambiental essencial ao bem-estar de todos. E não me venham falar da necessária produção de alimentos para os famintos… Essa não é a preocupação da indústria alimentícia, senão quase 80% da soja produzida no mundo não iria alimentar diretamente a pecuária.

  4. EDVALDOTAVARES disse:

    CORRELAÇÕES HISTÓRICAS COM A REPORTAGEM DO LE MONDE. Além das expulsões francesas resultantes de sangrentas batalhas no Rio de Janeiro, e, da frustração do sonho francês em fundar a França Austral no norte do BRASIL, a pretensão dos discípulos de Napoleão era estender a fronteira da Guiana Francesa até o Rio Araguarí, no Pará – até o início do século XX (1901-2000) não existia o Amapá. Depois de lutas e invasão da Guiana Francesa por tropas brasileiras que instalaram um governo em Caiena, o Barão do Rio Branco, amparado no Art. VIII do Tratado de Utrecht, conseguiu a vitória do BRASIL sobre a França na questão do Oiapoque ou Vicente Pinzón e, a fronteira, ao invés do Rio Araguarí, passou a ser o Rio Oiapoque, sendo então, o território contestado anexado ao Estado do Pará. Por ocasião do início da década de 1960, no governo do Presidente João Goulart, Charles De Gaulle, presidente francês, enviou o porta-aviões Clemanceau que ficou ancorado na altura do litoral nordeste como represália à proibição e repressão aos pesqueiros de lagostas franceses na plataforma marítima continental brasileira. Mais recentemente, um avião com militares franceses armados ficou detido em Manaus por ter pousado em território brasileiro sem conhecimento das autoridades nacionais. Tinham a finalidade secreta de negociar com a FARC a libertação da ex-candidata à vice-presidência da Colômbia seqüestrada há dez anos, que tem dupla cidadania. É do conhecimento do mundo todo que Pascal Lamy, francês, atual Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), prega ostensivamente a necessidade da internacionalização da Amazônia para o bem da humanidade. Diante desta resumida retrospectiva histórica, a interpretação da reportagem do jornal francês Le Monde exige apurada atenção e sensibilidade para desvendar a intenção subreptícia, isto é, insidiosa, que não está escrita. "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  5. mauricio disse:

    Esta na hora do Brasil reativar seu programa de armas nucleares.
    Não precisa muitas, meia dúzia de ogivas apontadas para a amazônia resolveria de vez a polêmica de quem é o dono.
    Não custaria também apontar uma ou duas para o poço de tupy…

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