Início » Vida » Ciência » Menos de 50% dos brasileiros são contra testes em animais
Ciência

Menos de 50% dos brasileiros são contra testes em animais

Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, mais da metade da população concorda total ou parcialmente com testes em animais

Menos de 50% dos brasileiros são contra testes em animais
Cães da raça beagle são frequentemente usados em testes de laboratório, assim como no caso do Instituto Royal (Foto: Reprodução/Mariana Figueroa)

Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, menos de metade da população brasileira é contra testes em animais para criação de novos medicamentos e cosméticos. O censo foi encomendado pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICQT) e apontou que 41% dos entrevistados são contra a prática.

Leia mais: Mais de 50% dos institutos que usam animais podem ser descredenciados

O instituto entrevistou 2.162 pessoas em todo o país;  36% concordaram totalmente com a realização de testes em animais, e 18% concordaram parcialmente.

A discussão sobre a realização de testes em animais ficou em evidência em 2013, quando ativistas defensores dos direitos dos animais invadiram o Instituto Royal, em São Roque (SP), para libertar cães da raça beagle, que eram usados em testes no local e supostamente sofriam maus-tratos.

Segundo o diretor de pesquisa do instituto que encomendou o  estudo, Marcus Vinicius Andrade, as empresas não querem vincular seu nome a testes em animais, pois passam a ser mau vistos pelos ativistas.

“As indústrias avaliam que, uma vez que abrem mão das pesquisas em animais aqui no país, as mesmas se tornam dependentes de tecnologias externas, o que consequentemente encarece o medicamento. Para não encarecer o produto, e também não associar suas marcas a um tema que sofre rejeição em termos de opinião pública, as indústrias terceirizam a pesquisa clínica para institutos e laboratórios especializados”, afirmou Andrade.

Alternativas de pesquisa

Em setembro, quase um ano após o caso do Instituto Royal, o governo federal, através do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, publicou no diário oficial 17 alternativas para pesquisas em animais.

Um dos métodos seria a criação de “pele artificial” para testar se o produto em questão causa algum tipo de irritação na derme de seres humanos. Outra tecnologia aprovada seria a criação de uma cultura de células in vitro, para testar se o produto causa alguma alteração no DNA.

A resolução estabelece um prazo de cinco anos para que as empresas de pesquisa substituam os animais pelas novas tecnologias.

Fontes:
G1-No Brasil, 41% da população é contra testes com animais, revela pesquisa

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    Por esse mundo fora, já existe muito método alternativo para testes laboratoriais, que não entendo esse tipo de pesquisa. Se os governantes quiserem impor-se contra os testes laboratoriais em animais, é dar um prazo para que laboratórios se adequem para tal e certamente que aparecerão os testes alternativos. Poderiam começar por não permitir a venda de cosméticos ou de higiene pessoal testados em animais. A União Europeia é um mercado mundial de cosméticos livres de testes em animais, e como tal, o Brasil é um potencial mercado livre de crueldade.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *