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O uso da ‘tecnologia vestível’ pode eliminar a necessidade do uso de senhas

Gadgets como o relógio inteligente da Apple e os óculos do Google podem ser uma solução para o excesso de senhas

O uso da ‘tecnologia vestível’ pode eliminar a necessidade do uso de senhas
É possível que os acelerômetros dos relógios inteligentes possam detectar mudanças balistocardiográficas e, assim, gerar um novo tipo de biometria (Foto: Flickr)

Os relógios e óculos eram “tecnologias vestíveis” muito antes que os especialistas em marketing que criaram o termo tivessem nascido. Mas agora que alguns dessesdispositivos estão equipados com gadgets, que controlam e registram as vidas de seus usuários em milionésimos de segundos, muitos tecnólogos estão questionando o uso que poderia ser dado a essas informações. Javier Hernandez do Massachusetts Institute of Technology (MIT), por exemplo, acha que o relógio da Apple, os óculos do Google e gadgets semelhantes podem ser uma solução para o excesso de senhas.

Cada vez mais longas, mais numerosas e complicadas as senhas são um pesadelo na vida moderna. A menos que sejam usadas com frequência, lembrar de todas elas é uma tarefa quase impossível. Então seus usuários precisam escrevê-las, o que comprova sua complexidade. O uso da biometria, um método de reconhecimento individual baseado em medidas biológicas e características comportamentais, é uma maneira de contornar esse problema. As impressões digitais e o escaneamento da íris já foram usados no processo de identificação individual, mas os dois recursos biométricos exigem equipamentos especiais. Porém a balistocardiografia, o resultado do trabalho de pesquisa de Hernandez, oferece uma alternativa mais simples.

A balistocardiografia é o estudo das alterações do corpo em reação à atividade do coração. Em cada pulsação do coração, o corpo sofre uma pequena mudança. Os detalhes dessas mudanças são específicos a cada pessoa. Na opinião de Hernandez, é possível que os acelerômetros dos relógios inteligentes possam detectar as mudanças balistocardiográficas e, assim, gerar um novo tipo de biometria. E, segundo uma palestra proferida em uma conferência realizada em um local próximo ao MIT, os acelerômetros têm essa capacidade.

Fontes:
The Economist - Shifting Identity

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