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SAÚDE

Os efeitos da alimentação ao longo dos anos

Os hábitos alimentares adquiridos na infância determinam o desenvolvimento físico e psíquico das pessoas ao longo da vida

Os efeitos da alimentação ao longo dos anos
Os hábitos alimentares na infância podem se estender à idade adulta (Foto: PxHere)

As pessoas têm uma relação complexa com a comida influenciada pelo custo, disponibilidade e pressão dos amigos. Mas a fome, a sensação que expressa o desejo ou a necessidade de comer, é inerente aos seres humanos. Uma pesquisa recente mostrou que os diferentes sinais que atraem a atenção para a comida, como cheiros, sons e publicidade, são uns dos principais estímulos ao consumo de alimentos.

O apetite também muda ao longo da vida. De acordo com as diversas fases da vida, a relação com a comida se altera. Os hábitos alimentares adquiridos nessas etapas são fundamentais para a saúde futura.

Os hábitos alimentares na infância podem se estender à idade adulta e uma criança gorda será, provavelmente, um adulto gordo.

A rejeição a determinados alimentos em geral causam tensão durante as refeições, mas os pais devem incentivar as crianças a experimentar comidas diferentes e saudáveis, como legumes e verduras. Os pais também precisam controlar a quantidade de comida oferecida às crianças para que, mais tarde, tenham uma dieta equilibrada.

Na adolescência, o desenvolvimento físico e os hormônios aumentam o apetite. A relação que um adolescente estabelece com a alimentação nesse período crítico da puberdade influencia seu estilo de vida nos anos seguintes.

Em geral, as adolescentes, em razão de seu sistema reprodutivo, são mais propensas a terem deficiências nutricionais do que os jovens da mesma faixa etária e, por isso, precisam comer alimentos mais ricos em vitaminas, sais minerais e proteínas.

Na fase adulta, a vida profissional muitas vezes estressante provoca mudanças nos hábitos alimentares em 80% da população, com perda de apetite ou consumo excessivo de alimentos muitas vezes calóricos, o que causa um desequilíbrio no organismo. Mas os seres humanos apegam-se a hábitos e, com frequência, resistem a mudanças, mesmo que sejam necessárias para ter um corpo e uma mente saudáveis.

A Organização Mundial da Saúde destaca o tabagismo, a dieta pouco saudável, a falta de exercício físico e o consumo em excesso de bebidas alcoólicas como responsáveis por problemas de saúde e altas taxas de mortalidade.

Após os 50 anos, há uma perda gradual de massa muscular, de cerca de 0,5 a 1% ao ano. O sedentarismo, o consumo de poucos alimentos proteicos e a menopausa nas mulheres aceleram o processo de perda de massa muscular. Uma dieta saudável, com a ingestão de alimentos ricos em proteína, assim como a atividade física, é importante para reduzir os efeitos do envelhecimento.

A alimentação, que fornece os nutrientes necessários à renovação celular e aos processos químicos que transformam os alimentos em energia, é essencial para pessoas idosas que devido à perda de apetite emagrecem e ficam mais frágeis.

As refeições representam momentos de prazer em que a boa comida associa-se à companhia da família e de amigos. Porém, as pessoas idosas têm vidas mais solitárias e perdem essa sensação de prazer que a comida proporciona. Além disso, outros problemas relacionados à velhice, como deglutição, paladar e olfato reduzidos também interferem na alimentação de pessoas mais idosas. Por isso, os idosos precisam de cuidados especiais de orientação nutricional.

No entanto, não só na velhice, mas também em cada fase da vida a alimentação saudável é fundamental para que as pessoas desenvolvam todo o seu potencial físico e psíquico.

 

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Fontes:
BBC-How you age affects your appetite

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