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Biologia

Os perigos e os benefícios dos laboratórios de pesquisa avançada

Nos EUA, após o episódio das cartas enviadas a políticos com Anthrax, o Congresso aprovou o Projeto Bioshield, que autorizava a multiplicação de laboratórios de contraterrorismo biológico

Os perigos e os benefícios dos laboratórios de pesquisa avançada
O bioterrorismo se mostrou menos eficiente do que se temia, mas o medo não diminuiu e os laboratórios são tratados como ferramentas de segurança nacional (Reprodução/Internet)

Após a ocorrência de dois casos perigosos, mas que não houve contaminação, como a bactéria de anthrax que se espalhou em um laboratório e uma caixa de papelão contendo frascos com amostras de varíola abandonada no edifício do Instituto Nacional da Saúde, em Maryland, uma questão veio à tona: por que laboratórios manipulam vírus e bactérias que causam anthrax e varíola?

Os centros de pesquisa de agentes patogênicos existem desde o século 19 e se intensificaram na segunda metade do 20. Na Guerra Fria, a corrida nuclear era acompanhada de perto pela busca de armas biológicas.  Hoje em dia, os países desenvolvidos fazem as pesquisas nessa área de forma defensiva.

Os laboratórios estão concentrados em países como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França, Rússia, Japão e China. Entre os norte-americanos, esse tipo de laboratório se multiplicou desde os atentados de 11 de setembro de 2001 e, principalmente, desde os ataques com anthrax que vieram na sequência.

Nos EUA, após o episódio das cartas enviadas a políticos com Anthrax, o Congresso aprovou o Projeto Bioshield, que autorizava a multiplicação de laboratórios de contraterrorismo biológico e permitia que eles atuassem sem respeitar todos os prazos e procedimentos da FDA, o órgão de controle de alimentos e medicamentos.

Desde então, o bioterrorismo se mostrou menos eficiente do que se temia, mas o medo não diminuiu e os laboratórios são tratados como ferramentas de segurança nacional.  Atualmente, os centros de pesquisa têm seus benefícios. Nos EUA, os laboratórios têm vacinas o suficiente para medicar toda a sua população contra varíola e o equivalente a três metrópoles contra anthrax. A questão é se o perigo compensa o benefício.

As alternativas para esses laboratórios são os centros universitários de estudos e os centros de controle de risco que não manipulam agentes patogênicos. Para a médica Gigi Kwik Gronvall, do Centro pela Segurança da Saúde, da Universidade de Pittsburgh, os laboratórios de pesquisa avançada precisam existir, mas em menor número e com uma maior rigidez na fiscalização.  “Eles só são fiscalizados a fundo quando já aconteceram vazamentos. Em algum momento isso pode ser tarde demais”.

Fontes:
Revista Galileu-Perigo (quase) invisível

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