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Ciência

Pesquisadores descobrem novo método de combate ao Mal de Alzheimer

Testes com o uso de ondas de ultrassom mostraram-se eficientes em camundongos. A próxima fase é testar em ovelhas

Pesquisadores descobrem novo método de combate ao Mal de Alzheimer
Imagem de um cérebro afetado pela doença. A pesquisa é a primeira a mostrar os resultado benéficos do uso de ultrassom (Foto: Reprodução/Guardian)

Cientistas acreditam ter encontrado uma nova forma de combate ao Mal de Alzheimer, não através de remédios, mas de feixes de ultrassom. O método foi testado somente em camundongos e mostrou-se bastante efetivo na regeneração de partes do cérebro dos animais afetadas pela doença, ajudando a melhorar sua memória.

No passado, ultrassom de alta energia foi combinado com injeções de micro-bolhas, para levar drogas através da chamada barreira hemato-encefálica. Porém, a nova pesquisa, publicada no jornal Science Translational Medicine, é a primeira demonstração de que o ultrassom, sozinho, pode gerar benefícios a quem sofre com a condição de perda de memória.

“Nossa pesquisa foi muito exploratória e nós não esperávamos ver um resultado tão efetivo. Estou realmente animado com isso”, disse Juergen Goetz, um dos autores do estudo da Universidade de Queensland.

Depois de muitas semanas de tratamento em camundongos, geneticamente modificados para produzir placas que causam perda de memória, os cientistas descobriram que o ultrassom eliminou essas placas em 75% dos animais sem causar dano aparente ao cérebro.

Os feixes de ultrassom estimulam o sistema imunológico do sistema nervoso a absorver essas placas, o que ajuda a regenerar as células do órgão. O próximo passo é realizar testes em ovelhas. Os resultados desse experimento são aguardados ainda este ano.

Filme sobre a doença estreia nesta semana

O filme sobre a professora Alice Howland, que foi diagnosticada com Mal de Alzheimer, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 12. O papel de Alice rendeu a Julianne Moore o Oscar de melhor atriz.

O diretor do longa, Richard Glatzer, 63 anos, morreu na última terça-feira, 10. Ele sofria de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença que causa degeneração nos neurônios e atrofia da musculatura, levando a morte dos pacientes em curto espaço de tempo. Glatzer foi diagnosticado em 2011.

Fontes:
The Guardian-Alzheimer's breakthrough as ultrasound successfully treats disease in mice
G1-Morre aos 63 anos Richard Glatzer, diretor de 'Para sempre Alice'

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