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Capitalismo

Quando os trabalhadores são patrões

O incentivo à participação acionária ou nos lucros e resultados dos funcionários nas empresas é uma tendência que está se difundido com sucesso

Quando os trabalhadores são patrões
32 milhões de americanos têm ações das empresas que os empregam por meio de fundos de pensão

É um lugar-comum lamentar a diferença crescente entre os capitalistas e trabalhadores. Mas, em certo sentido, essa diferença está diminuindo na medida em que o número de trabalhadores que têm ações das empresas onde trabalham nunca foi tão alto. Os Estados Unidos lideram essa tendência: 32 milhões de americanos têm ações das empresas que os empregam por meio de fundos de pensão, participação nos lucros e no capital, além do direito de comprar ações a um preço fixo depois de um determinado prazo. A ideia continua a ganhar impulso. Os discursos recentes de Hillary Clinton sugerem que essa opção possa ser uma estratégia importante para reformular o capitalismo em seu governo. E os trabalhadores capitalistas também estão conquistando espaço na Europa e na Ásia.

Os conservadores gostam da política empresarial de incentivo à participação acionária ou nos lucros e resultados dos funcionários, porque é uma possibilidade de inseri-los no sistema capitalista. Grupos de esquerda veem nessa tendência uma chance de aproveitarem os benefícios do regime capitalista. Por sua vez, os que não têm uma posição definida defendem a ideia por ser uma forma de ajudar a fechar a lacuna potencialmente perigosa entre capital e trabalho.

Uma série de estudos mostrou que as empresas onde os funcionários têm uma participação significativa nos negócios tendem a ser mais produtivas e inovadoras, e com menos rotatividade de pessoal.

Fontes:
Economist-When workers are owners

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