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A biologia por trás do altruísmo

O amor ao próximo, assim como a psicopatia, podem ter raízes nas amígdalas cerebrais, diz estudo

A biologia por trás do altruísmo
A ressonância magnética estrutural mostrou que as amígdalas direitas dos altruístas eram 8,1% maiores, em média, do que aquelas de pessoas no grupo de controle (Reprodução/Internet)

Biólogos têm se esforçado para entender o conceito de altruísmo. O comportamento serve, em parte,  para agradar familiares com quem se compartilha genes, mas também para permitir a troca de favores. Em um artigo publicado na semana passada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences,Abigail Marsh, da Universidade de Georgetown, questionou se os cérebros dos altruístas apresentam alguma característica diferente ​​de outros cérebros e, em particular, se tais diferenças podem ser o inverso do que já foi observado nos cérebros de psicopatas.

Marsh e sua equipe usaram duas técnicas de ressonância magnética (estrutural e funcional) para estudar as amígdalas de 39 voluntários, 19 dos quais “altruístas extremos” (todos haviam doado um rim para um estranho). As amígdalas – o cérebro humano tem duas, um em cada hemisfério –, são áreas de tecido centrais no desenvolvimento de emoções e empatia.

A ressonância magnética estrutural mostrou que as amígdalas direitas dos altruístas eram 8,1% maiores, em média, do que aquelas de pessoas no grupo de controle, embora a amígdala esquerda de todos tinham o mesmo tamanho. Isto é, de fato, o inverso do que se observa em psicopatas, cujas amígdalas direitas são menores do que a média, segundo estudos anteriores.

A ressonância magnética funcional mostrou muito mais atividade nas amígdalas direitas dos altruístas diante de imagens de pessoas com expressões de medo ou de raiva do que no grupo de controle, enquanto as amígdalas esquerdas não apresentaram alterações. Isso, novamente, é o inverso do que estudos anteriores mostraram em psicopatas, embora em nenhum dos casos tenha ficado claro por que só a amígdala direita é afetada.

Fontes:
The Economist-Right on!

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