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A erradicação da pólio indica maneiras de enfrentar outras doenças

Uma bem sucedida campanha de erradicação da pólio indica como tratar outras doenças e busca vacinas para doenças básicas

A erradicação da pólio indica maneiras de enfrentar outras doenças
A campanha antipólio recebeu mais de US$ 3 bilhões, a maior parte da Índia em si, e distribuiu 2,4 milhões de vacinas (Reprodução/Internet)

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Há três anos, em 13 de janeiro, Rukshar Khatun, então com 15 meses de idade, foi diagnosticado com pólio. Essa garotinha, de uma vila de Bengali Ocidental, é de certo modo famosa: ela é, se tudo correr bem, a última pessoa indiana a ser infectada pelo vírus da pólio.

Trata-se de um grande sucesso. O programa antipólio da Índia começou em 1995 com desvantagens graves. O país gasta pouco com saúde pública, pouco menos de 1% do PIB, e faz um péssimo trabalho de vacinar suas crianças. Poucos pais conhecem o básico de higiene e nutrição – sem falar dos benefícios da vacinação. A Índia conta com más condições de saneamento básico, grande população espalhadas pelo território e grandes ondas migratórios de vilas rurais para favelas.

No entanto muita coisa deu certo. A campanha antipólio recebeu mais de US$ 3 bilhões, a maior parte da Índia em si, e distribuiu 2,4 milhões de vacinas. A Unicef, a Organização Mundial da Saúde, a Rotary International e a Gates Foundation prestaram auxílio técnico.

No pico da cobertura, 99,7% da população-alvo engoliu gotinhas antipólio, afirma Anuradha Gupta, do ministério da saúde do país. Um monitoramento bem feito também foi crucial.

A Índia agora parece mais capaz de lutar contra outras doenças mais letais. O país pretende erradicar o sarampo até 2020. A cobertura universal da vacinação também está aumentando.

O próximo passo é atribuir mais tarefas ao exército de vacinadores. Uma vacina contra a diarreia está sendo desenvolvida. Os vacinadores também poderiam liderar uma campanha voltada para disseminar hábitos de higiene e nutrição. Tornar a educação mais acessível, assim como a assistência médica, também traria ainda mais sucesso.

 

Fontes:
The Economist- End of a scourge

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