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Amamentação reduz risco de eczema

Estudo mostra que a prática da amamentação pode reduzir o risco da eczema em até 54%

Amamentação reduz risco de eczema
OMS orienta que mães amamentem seus filhos com leite materno durante os primeiros meses (Foto: Flickr/Flávio Correia Lima)

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Um assunto que ainda é tratado como tabu é a amamentação. No entanto, a prática tem se mostrado bastante eficiente no que diz respeito à redução de risco de eczema em crianças. Ao alimentar os recém-nascidos com apenas leite materno durante os seis primeiros meses de vida, o risco de eczema é reduzido em 54%, segundo novos estudos.

As pesquisas reforçam a orientação que a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz há anos, sugerindo que as mães alimentem seus filhos exclusivamente com leite materno durante os seis primeiros meses de vida. Isso porque o alimento é fonte de nutrientes e previne contra alergias e infecções.

No entanto, devido à vergonha em amamentar em público, falta de tempo e por se sentirem assediadas com determinados olhares, muitas mães abandonam a amamentação ainda cedo, substituindo por outro tipo de alimentação. No Reino Unido, por exemplo, apenas 1% de lactantes alimentam seus filhos exclusivamente com leite materno pelos primeiros seis meses.

Um estudo aponta que as crianças as quais as mães frequentavam hospitais com programas que incentivavam a amamentação tiveram uma redução de risco de eczema em 54% durante a adolescência.

O coautor da pesquisa, Carsten Flohr, do King’s College London, explicou que os estudos começaram na década de 1990, na Bielorrússia, em 31 maternidades, cada uma com um ambulatório. Os hospitais foram separados aleatoriamente entre os que continuariam da forma habitual, enquanto outros participariam de programas de amamentação, treinando enfermeiros, parteiros e médicos para apoiar e encorajar as mães a amamentarem.

A partir daí, os recém-nascidos foram acompanhados ao longo dos anos em vários aspectos, observando o efeito da amamentação na função pulmonar, asma e desenvolvimento de eczema. Dessa forma, além do relatório preenchido, eram feitos exames de pele e um teste de respiração para verificar a saúde pulmonar.

Os resultados, que foram coletados de 13.557 jovens de 16 anos, mostraram que apenas 0,3% das pessoas as quais as mães frequentaram hospitais e clínicas que participaram da iniciativa de amamentação foram encontrados com sinais de eczema, enquanto 0,7% das crianças das mães que receberam cuidado padrão demonstraram os mesmos sinais.

Mais análises sobre os resultados coletados mostraram que a amamentação exclusiva por mais de três meses não causou benefícios adicionais para a prevenção da eczema. Porém, os autores do estudo notaram que a eczema é menos comum na Bielorrússia do que em outros países da Europa Ocidental ou América do norte.

Presidente da ala de pediatria e saúde e infantil do Royal College, a professora Neena Modi afirmou que o novo estudo demonstrou que a amamentação traz benefícios à saúde, mas destacou que as mães que não assumirem a prática não devem ser demonizadas pelas suas atitudes.

Porém, o professor de pediatria Hans Bisgaard, da Universidade de Copenhage, na Dinamarca, diminuiu a importância da amamentação na prevenção da eczema, afirmando que a prática não pareceu demonstrar grande papel, lembrando que as crianças que não desenvolveram eczema podiam não ter a condição.

Já a especialista em nutrição infantil da Universidade de Swansea, no País de Gales, Dr. Amy Brown, destacou a importância e o detalhamento do estudo sobre a amamentação para prevenir a eczema. “É particularmente interessante que este estudo tenha analisado a saúde na adolescência, o que significa que o aleitamento materno protege as crianças a longo prazo, em vez de simplesmente quando estão sendo amamentados”, afirmou Brown.

Fontes:
The Guardian - Breastfeeding could reduce eczema risk in children, new research suggests

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