Início » Vida » Ciência » Animação suspensa: da ficção científica às salas de operação
Medicina

Animação suspensa: da ficção científica às salas de operação

Técnica de desaceleração dos processos fisiológicos promete prolongar a vida de pacientes gravemente feridos

Animação suspensa: da ficção científica às salas de operação
Pessoas reais podem utilizar o procedimento médico dos filmes de ficção científica (Reprodução/Internet)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Começaram nos EUA os primeiros testes em humanos de uma nova técnica de “animação suspensa” inventada por Samuel Tisherman e seus colegas. O procedimento inovador envolve o esfriamento do corpo humano para prolongar a vida de pacientes com ferimentos graves. A ideia, que mais parece pertencer à ficção científica, é ganhar tempo até que cirurgiões possam tentar salvar pacientes em estado crítico.

Tisherman evita o termo “animação suspensa”, preferindo chamar seu procedimento de “preservação e reanimação de emergência”. Os primeiros testes do método estão acontecendo no Hospital Presbiteriano da Universidade de Pittsburgh. No início do próximo ano, mais testes serão realizados no Centro de Trauma da Universidade de Maryland.

Durante o procedimento a temperatura corporal do paciente é reduzida quando seu sangue é retirado e substituído por uma solução salina fria. A hipotermia já é induzida em pacientes para ajudar a reduzir hemorragias durante alguns procedimentos cirúrgicos, mas o resfriamento do corpo de modo que ele entre em um estado de suspensão nunca foi tentado antes.

A ideia surgiu a partir de observações de pessoas que foram trazidas de volta à vida até meia hora depois de caírem em água gelada e sofrerem paradas respiratórias.

Uma coisa é realizar este procedimento em um laboratório controlado, outra totalmente diferente é fazê-lo em uma sala de emergência. Primeiro os médicos precisam inserir um cateter na artéria do paciente para drenar todo o seu sangue.

Em seguida o paciente recebe de dois a três litros por minuto de uma solução salina na temperatura de 10 ° C. O procedimento deve ser concluído dentro de 20 a 30 minutos. Assim que o paciente entra em estado suspenso um cirurgião tem uma hora para tentar reparar suas feridas.

 

 

Fontes:
The Economist-The big sleep

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *