Início » Vida » Saúde » Diagnosticando o câncer: Indolente ou agressivo?
The Economist

Diagnosticando o câncer: Indolente ou agressivo?

Novo programa poderia substituir patologistas humanos na identificação de tipos de tumores

Diagnosticando o câncer: Indolente ou agressivo?
Programa poderia medir traços que caracterizam tipo de tumor (Reprodução/Getty Images)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Ficar procurando agulhas no palheiro é cansativo. Mas computadores não ficam cansados. Delegar às maquinas a execução da tediosa tarefa de avaliar o nível de perigo de células cancerosas em microscópicas lâminas histológicas pode, portanto, ser uma coisa óbvia a ser feita. Testes de câncer cervical de lado, contudo, essas intrusões eletrônicas dentro do laboratório de patologias são limitadas.

Classificar células cancerosas em “indolentes” e “agressivas”, e emitir uma opinião quanto a elas indicarem uma condição tratável ou intratável, permanece parte do reino de especialidades humanas. Mas não por muito mais tempo, se Daphne Koller, uma cientista de computadores da universidade de Stanford, e seus colegas conseguirem o que estão querendo. Eles relatam na Science Translational Medicine dessa semana que criaram um programa que é capaz de distinguir entre diferentes categorias de células de câncer de mama – e podem fazê-lo de uma forma que garante um prognóstico mais preciso do que um patologista humano seria capaz de fazer.

Tentativas anteriores de criar um patologista computadorizado desde tipo envolviam os programadores tendo que especificar cuidadosamente quais características das amostras sendo examinadas eram as mais importantes. Por exemplo, eles fariam o computador medir os três traços que patologistas humanos usam para determinar o tipo de um tumor: a porcentagem de suas células com formato de tubo; a diversidade da aparência do núcleo da célula; e a proporção de células cancerosas se dividindo.

No entanto, pessoas são ótimas para reconhecer padrões e patologistas habilidosos se baseiam não apenas nessas características relativamente fáceis de se descrever, mas também em traços menos claramente definidos que os anos de experiência lhes ensinaram também serem importantes. Restringir os patologistas computadorizados apenas às partes melhor caracterizadas do processo, portanto, inevitavelmente resulta em uma performance pior do que a demonstrada por humanos.

O Patologista Computacional da Dra. Koller (C-Path), em contraste, deixa que o próprio sistema resolva sozinho quais são as características importantes de um tumor. Ela e seus colegas começaram listando 6.642 características que o programa podia escolher quando acessasse imagens de biópsias de pacientes de câncer de mama, mas não especificavam a quais ele devia dar preferência.

A equipe inicialmente treinou e testou o programa em 248 amostras de câncer de mama do Instituto Holandês de Câncer. Foram inseridas imagens de amostras destes pacientes, e também informação sobre o tempo que o paciente tinha sobrevivido depois que a amostra sendo examinada foi retirada. Eles descobriram que o programa era capaz tanto de classificar as amostras quando de prever – de uma forma que patologistas humanos não podiam – se o paciente sobreviveria por cinco anos depois do tratamento.

Fontes:
The Economist - Indolent or aggressive?

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *