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SAÚDE

Doenças infecciosas estão diminuindo nos países em desenvolvimento

Até os quenianos pobres estão começando a ter doenças típicas dos países desenvolvidos

Doenças infecciosas estão diminuindo nos países em desenvolvimento
O aumento das doenças crônicas nos países em desenvolvimento é resultado da prosperidade crescente e da urbanização (Foto: Pixabay)

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Historicamente, as doenças não infecciosas como diabetes, câncer ou asma têm uma incidência maior nos países desenvolvidos. Porém agora as doenças infecciosas, embora ainda sejam um problema grave, estão diminuindo. Na África, a taxa de mortalidade por casos de malária teve uma redução de mais da metade a partir do ano 2000.

Essa é uma conquista extraordinária, mas, por sua vez, as doenças crônicas estão ficando mais comuns. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, das 16 milhões de pessoas com menos de 70 anos que morrem todos os anos em decorrência dessas doenças, 82% moram em países desenvolvidos. No Quênia as doenças crônicas são responsáveis por 27% das mortes prematuras.

O aumento dessas doenças nos países em desenvolvimento é resultado da prosperidade crescente e da urbanização. Enquanto agricultores de culturas de subsistência fazem muito exercício e se alimentam em geral frugalmente, os moradores das favelas urbanas têm hábitos alimentares pouco saudáveis. E os cuidados com a saúde não acompanharam as mudanças causadas pela urbanização.

Os moradores das favelas têm acesso gratuito a antirretrovirais se forem soropositivos e recebem tratamento para doenças como cólera e tuberculose. Mas as doenças crônicas raramente são diagnosticadas. Segundo a International Diabetes Federation, existem cerca de 775 mil diabéticos no Quênia e só um quarto deles sabe que tem a doença. Emconsequência, as complicações decorrentes da diabetes como cegueira, pedras nos rins, entre outras, são mais comuns do que no Ocidente, disse Daphne Ngunjiri, a médica chefe da ONG Access Afya. Doenças como câncer de mama na África significam uma sentença de morte.

No entanto, apesar das condições de vida difíceis, os africanos estão descobrindo meios de pagar seus tratamentos de saúde. Em Nairobi os moradores de favelas são membros de clubes informais, que administram uma poupança ou depósitos de dinheiro para cobrir os custos inesperados com tratamentos médicos. A questão é se o progresso conseguirá influenciar a mudança do estilo de vida. A urbanização, apesar dos inúmeros benefícios, significa mais moradores de favelas comendo batatas fritas e fazendo menos exercício.

Fontes:
The Economist-Even poor Kenyans are starting to get developed-world diseases

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