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A extração da pedra da loucura -- Hieronymus Bosch
Saúde mental

Esquizofrenia: vivendo dentro e fora da realidade

Por Emanuelle Bezerra

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“Nunca soube diferenciar muito bem o que eu vivia de verdade e o que eu inventava”. Diva O. teve que conviver com esta vida dividida entre o real e o imaginário até o casamento, quando seu marido percebeu algumas características incomuns e a levou ao psicólogo. Ela logo foi encaminhada a um psiquiatra que finalmente a diagnosticou como portadora de esquizofrenia. A doença, que acomete cerca de 1% da população mundial, não é tão facilmente identificada. Diva passou toda a juventude apresentando os indícios, mas sua família nunca desconfiou que a menina que queria morar em um submarino acreditava mesmo que fazia parte da “Força Secreta de Inteligência do Brasil”.

A perda de contato com a realidade é um dos principais sintomas para o diagnóstico, traçado a partir do histórico do paciente. Não há causas exatas e nem ao menos um exame laboratorial específico. O que se sabe é que a esquizofrenia é uma doença relativamente comum e que seus portadores podem experimentar mudanças na sua forma de pensar e sentir. Com isso, suas relações afetivas e sua capacidade de viver em sociedade podem ser prejudicadas.

Para muitos pesquisadores a esquizofrenia é resultado de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. O Dr. Miguel Jorge, professor associado do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, acredita que a hereditariedade é um fator importante, mas que o ambiente deve ser de igual forma observado. Ele exemplifica com gêmeos univitelinos, que caso um deles apresente a doença, a probabilidade de o outro também apresentar é de 60 a 70%. “Como eles têm exatamente a mesma carga genética, se a esquizofrenia fosse determinada apenas por fatores genéticos, esta probabilidade deveria ser de 100%. Isto demonstra que fatores psicossociais também contribuem para a determinação da esquizofrenia”.

Diva foi a primeira em sua família a apresentar o transtorno, mas para sua surpresa seus três filhos, todos homens, com idades de 22, 19 e 18 anos, também desenvolveram a doença na adolescência. Apesar de já ter sido tranquilizada inúmeras vezes pelos médicos e terapeutas que acompanham a família, ela se culpa pela condição dos meninos. “Em mim a doença apareceu mais tarde. Eu já tinha meus 27 anos. Já meus filhos desde muito novos foram diagnosticados. Eu sei que é por conta de alguém como eu tê-los educado”. Quanto à idade para o surgimento da doença ela está enganada, pois segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria a esquizofrenia se manifesta mais tarde nas mulheres, entre os 20 e 30 anos, e nos homens o aparecimento ocorre no início da adolescência, por volta dos 15 anos.

Wagner Gattaz, psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, acredita que a esquizofrenia é uma doença própria da condição humana. Ele baseia-se no fato do transtorno se manifestar universalmente, em todas as etnias, culturas e classes. Em entrevista ao portal do médico Drauzio Varella, ele diz que nem tudo pode ser explicado pela genética, mas usa o mesmo exemplo do Dr. Miguel Jorge, o caso dos gêmeos, para dar maior destaque à hereditariedade. Os dois médicos concordam, entretanto, que os fatores ambientais são muito mais profundos do que, por exemplo, a criação dada à pessoa, como pensa Diva. Eles variam das condições obstétricas, período do ano em que a pessoa nasce — há um número maior de portadores da doença nascidos nos meses mais frios –, a dieta e até mesmo o uso de drogas na adolescência. Dr. Gattaz completa dizendo que a doença é realmente muito comum. Em cada 100 mil habitantes, surgem de 30 a 50 novos casos por ano. Atualmente, 5% da população mundial têm esquizofrenia. No Brasil, segundo o psiquiatra, há 800 mil habitantes portadores da doença.

Confusão de pensamentos

Existem vários níveis de manifestação da esquizofrenia. Na fase inicial, os transtornos do pensamento, os delírios e as alucinações são os sintomas mais comuns. Os delírios são gerados a partir de um julgamento errado a respeito da realidade. Mesmo que haja provas contrárias à crença do indivíduo, ele fica tão convicto que não aceita a argumentação lógica. Além disso, o portador tem a sensação de que os seus pensamentos estão sendo influenciados, controlados ou até mesmo transmitidos para fora da cabeça. Há ainda os que acreditam ter poderes especiais ou funções excessivamente importantes para o mundo.

Em outro momento podem ocorrer alucinações, que são percepções falsas, mas que para o doente são extremamente reais. As mais comuns são as auditivas, que fazem o paciente pensar que está ouvindo barulhos, músicas e vozes. Elas podem ser claras ou apenas sussurradas. Muitos pacientes relatam ouvir ordens e comentários a respeito das outras pessoas. Um portador de esquizofrenia pode também ver objetos e até mesmo pessoas, com as quais passa a interagir. Em um momento mais avançado há alucinações olfativas e gustativas, que em geral ocorrem juntas, quando o indivíduo sente cheiros e gostos ruins. Também há alucinações táteis, que são sensações de toque, picadas, insetos rastejando sobre a pele e choques elétricos.

Outro sintoma da esquizofrenia são os distúrbios formais do pensamento. A pessoa tem dificuldade de fazer conexão entre um tópico e outro, na falta de palavras para se expressar ela cria novas, repete sílabas e passa a emitir sons ao invés de dizer o vocábulo completo. Além disso, ela pode sofrer bloqueios de pensamentos e assim deixar a fala desorganizada ou fragmentada. A comunicação verbal pode se tornar impossível para os pacientes. Nesta primeira fase já é possível identificar o tipo de esquizofrenia que o indivíduo apresenta. Entre os mais comuns estão a paranóide, catatônica, simples e depressiva, ainda que não se faça mais nenhuma categorização da doença.

Esquizofrenia

De acordo com o Dr. Miguel Jorge, o delírio paranóide e as alucinações são os mais prejudiciais, pois eles comprometem a vida cotidiana do paciente. O delírio paranóide geralmente acontece na fase aguda da doença e pode desaparecer na fase crônica, dando espaço para outros tipos de manifestação. O professor explica ainda que a esquizofrenia é um quadro essencialmente psicótico e assim pode não existir diferença alguma entre os sintomas característicos da fase aguda da doença e os de outras psicoses. O comprometimento da afetividade – o chamado “embotamento afetivo”, que se dá neste primeiro momento, pode ser um diferencial para outros quadros de natureza psicótica, tornando o diagnóstico mais claro.

Vida social prejudicada

A esquizofrenia pode causar a deterioração do comportamento social. O paciente começa a se isolar no mundo que constrói com seus delírios e alucinações e fica inacessível ao mundo exterior. Ele começa a ter menos iniciativa e pode ainda transgredir regras sociais, como despir-se em público. Podem ser surpreendidos falando sozinhos, gesticulando e tendo expressões faciais impróprias. Há aqueles que passam a ser descuidados com sua higiene pessoal ou a se vestir de forma inapropriada. Diva conta que seu filho mais velho, Marcelo, não tirava o uniforme da escola de futebol que frequentou até os 16 anos, quando começou a apresentar os sintomas. Até que na comemoração de seu décimo sétimo aniversário ele apareceu no playground com a roupa completa, meia até o joelho e chuteiras, mas a festa não era temática. O rapaz não ficou para cortar o bolo, não suportou as risadas dos convidados e passou a noite trancado no quarto. Esta foi a primeira vez que Diva viu o filho isolar-se, e desde então a comunicação com Marcelo foi ficando cada vez mais prejudicada.

Dos seus três filhos, ele é o que tem menos controle sobre a doença. Durante algum tempo Marcelo rejeitou os medicamentos e tornou-se bastante agressivo com a família. Hoje, com mais domínio sobre suas emoções, o rapaz já aceita ser medicado e faz terapias alternativas ao tratamento com remédios. Ele está na fase crônica da doença e, como demorou a ser tratado corretamente, tem uma recuperação mais lenta que a dos irmãos. Ele ainda apresenta o chamado estupor catatônico, que é a situação na qual o paciente fica imóvel por um período longo de tempo e perde os controles motores. “Da última vez estávamos em uma loja de departamento olhando os celulares novos. Nem iríamos comprar nenhum. Estávamos só olhando os novos modelos. Mas enquanto a vendedora explicava para ele como usava o aparelho que estava em sua mão, Marcelo perdeu o controle do braço que ficou estendido imóvel e deixou o celular cair. A vendedora, muito gentil não reclamou de o celular ter caído no chão, mas assim que voltou ao estado normal ele quis comprar o aparelho, que estava arranhado atrás”.

Transtornos motores como o de Marcelo também são sintomas comuns nesta fase da doença. O indivíduo pode ficar paralisado, como o filho de Diva, ou ter uma atividade motora sem objetivo e incontrolável, que é o excitamento catatônico. Também é comum que o paciente apresente maneirismos, que são atividades normais, mas exercidas fora de contexto. A estranheza que causam nas pessoas ao apresentar estes sintomas também colabora para o isolamento social, pois o paciente se sente desconfortável com a reação dos que estão ao seu redor. O passo seguinte a isso é a diminuição na resposta afetiva. Muitos se sentem “vazios de emoção” e por não conseguirem transmitir o que estão sentindo ou o entendimento que têm a respeito do mundo, tornam-se indiferentes ou apáticos.

A melhor maneira de tratar

Não é possível tratar um portador de esquizofrenia sem medicação, ainda que as doses possam ser paulatinamente diminuídas. No entanto, existem dispositivos que podem ser agregados ao tratamento que possibilitarão a reintegração mais rápida do paciente na sociedade. O Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro (CPRJ) é um dos pioneiros em agrupar dispositivos ao tratamento de transtornos mentais. Os pacientes conseguem ter lá dentro uma vida produtiva e bem normal.

Um exemplo é a oficina de culinária, onde há toda uma dinâmica médica por trás do ato de cozinhar. Existe ainda no hospital oficina de artes, biblioteca, na qual os monitores são os próprios pacientes, além de uma lavanderia. Por meio destas oficinas é possível gerar renda para os pacientes, uma vez que o que eles produzem pode ser vendido na cantina e no bazar do hospital.

O psicólogo Sidney Dantas, que também é musicoterapeuta do CPRJ, conta que esses dispositivos no tratamento, seriam inimagináveis nas décadas passadas, antes da Reforma Psiquiátrica, que teve início em 1970. “A partir desta data o que acontecia nos ‘porões’ dos sanatórios começou a vir à tona. Era uma falta de humanidade da própria classe médica, tratamentos violentos, que quando foram expostos, obrigaram as autoridades reformar o sistema”, conta. Quando ele chegou ao CPRJ ele foi para integrar o quadro de psicólogos, mas logo foi indicado para começar o tratamento com a música. “A aproximação com a arte, com a música é natural. O sujeito vem porque gosta de música, gosta de tocar, de cantar e isso já permite o tratamento. É claro que este dispositivo terapêutico não substitui os outros”.

O tratamento do portador de esquizofrenia em sua maioria era baseado no isolamento. A rotina não permitia que ele tivesse uma vida normal. Com a arte, vista inicialmente como um complemento, isso mudou. Segundo Dantas, o isolamento não permitia a melhora no quadro clínico, existiam atividades, mas eram impostas pelo Hospital. As oficinas de arte não funcionam assim, a iniciativa é do paciente. O psicólogo afirma que este dispositivo atende a uma necessidade real. “Desta maneira o paciente pode se expressar, interagir com o mundo, se sentir útil e aceito. Há algo que ele sabe fazer bem. Então escolhe as atividades com as quais tem mais afinidade e descobre e mostra seus talentos”.

Banda integrada por médicos e pacientes do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro

Banda integrada por médicos e pacientes do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro

A partir destas oficinas nasceu dentro do CPRJ o grupo Harmonia Enlouquece, que conta com a participação de médicos, funcionários e principalmente dos pacientes. O grupo é um espaço aberto, que funciona como terapia desde 2001. Nestes oito anos, 40 pessoas já passaram pelo grupo que visa, antes de tudo, a saúde mental dos participantes.

A estrela do grupo, como apontam os outros integrantes, é Hamilton Assunção, músico e compositor. Ele recebeu o diagnóstico da doença há 25 anos e diz que só conseguiu melhorar de suas crises após integrar o grupo. O compositor se sentia muito privado do convívio social. E descobriu com a música que tudo é uma questão de querer se tratar. “A sociedade não tem respeito pela fragmentação do indivíduo. Sofri muito com as piadas de maluco. Sofri por querer interagir com as pessoas ao meu redor e não saber como. Aqui eu interajo não só com os amigos mas com os especialistas que sabem como tratar o doente. É uma melhora e tanto. Aqui existe um amor, uma identificação de ser humano. Eles dizem que se curam a interagir com a gente. Antes de vir me tratar aqui eu brigava à toa e era descontrolado, hoje sou muito mais tranqüilo”.

Hamilton conta que tudo o que escreve tem um “porquê” e “um para quem”. São recados para a sociedade. Ele é procurado por pesquisadores e produtores para compor músicas sobre os problemas sociais, como a luta contra o estigma da esquizofrenia. Uma de suas músicas, a Sufoco da Vida, estará na novela das oito e sua voz será dublada por um dos atores. Ele já está trabalhando no tema da próxima novela do horário nobre, retratará os problemas enfrentados por portadores de HIV.

O diretor do CPRJ Francisco Sayão, conhecido como Kiko, também integra o Harmonia Enlouquece e conta que o quadro de funcionários do Hospital já contou com uma bailarina e uma atriz. Profissionais que não estão diretamente relacionados à medicina mas que são de vital importância para o tratamento. “Quando a Secretaria de Saúde passou ‘um pente fino’ para tirar dos cargos administrativos pessoas que estavam irregulares também houve a necessidade de dispensar estas profissionais, o que foi muito prejudicial. Existe esta dificuldade, pois há a necessidade destes profissionais nos hospitais, mas não há a categoria profissional. O Serviço é muito beneficente. Então eu vejo a necessidade de se resgatar este profissional. Tem de haver uma maneira de suprir este espaço”. Kiko conta que os pacientes chegaram a fazer um abaixo-assinado para um trazê-los de volta, “eles sentem muita falta”.

O Harmonia Enlouquece pode ser encontrado todas as quartas e sextas, no auditório do CPRJ, com exceção dos dias de show. Os ensaios são abertos.

Luta contra o estigma

Referir-se a pessoas com este e outros transtornos mentais como loucos, esquizofrênicos, lesos ou malucos é rotular e estigmatizar um indivíduo que é portador de uma doença, que pode ser controlada. Para os médicos, estes adjetivos trazem sofrimento e desqualificam o paciente. Estas rotulações geralmente acontecem pela desinformação e o preconceito e geram a exclusão social. O Dr. Miguel Jorge é consultor do programa brasileiro do Open the Doors que no Brasil é chamado de S.O.eSq. Ele conta que a rejeição, a incompreensão e a negligência exercem um efeito negativo na pessoa, acarretando ou aumentando o auto-estigma, ou seja, o próprio paciente desenvolve uma imagem negativa de si mesmo. Na maioria dos casos isso é provocado porque as pessoas próximas aos pacientes não entendem a doença.

Alguns ainda têm idéias erradas a respeito das pessoas com esquizofrenia. Muitos pensam que elas têm “dupla personalidade” e que são perigosos por apresentarem um comportamento agressivo na fase aguda da doença. “As pessoas não sabem o que falam. Meus filhos nem podiam mais andar com os primos, porque suas tias tinham medo de que eles pudessem bater ou fazer mal para os outros. Mas o mal maior era o que elas provocavam neles”, desabafa Diva.

O “Schizophrenia: Open the Doors” é desenvolvido em 20 países em todo o mundo desde 1996. Quando o programa chegou ao Brasil, em 2001, ele também deu origem à Associação de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia, o ABRE. A associação e o S.O.eSq. desenvolvem atividades para os pacientes, para as pessoas próximas a eles, profissionais de saúde e de imprensa com a finalidade de que este quadro negativo seja revertido.

Jorge conta que ao longo dos últimos anos o programa tem ajudado a diminuir o estigma relacionado a alguns transtornos mentais, como a depressão e o pânico, mas ainda não se notou melhora efetiva em relação à esquizofrenia. Ele acredita, no entanto, que a sociedade está mais aberta a receber informações sobre as doenças mentais e cita como um ponto positivo a TV brasileira abordar o tema, como acontece na atual novela das oito. Ele aconselha ainda a todos os familiares e amigos de portadores de esquizofrenia a se associarem ao ABRE, aprender mais sobre a doença e participar de ações que combatem o estigma.

Esquizofrenia e inteligência

Em 1994 o Prêmio Nobel de Economia foi dado ao matemático e economista John Forbes Nash. Ele viveu dividido entre a sua genialidade e a esquizofrenia, que o levou ao internamento inúmeras vezes. A história de Nash tornou-se mundialmente conhecida por ter sido contada no filme “Uma mente brilhante” e ajudou a difundir mais conhecimento sobre a doença e quebrar alguns paradigmas. Desde então, a inteligência e a esquizofrenia passaram a ser associadas no imaginário coletivo. Em 2007, um estudo feito por pesquisadores americanos mostrou que as duas podem sim estar ligadas por um gene que aumenta a habilidade do cérebro de pensar.

A pesquisa feita pelo Instituto Nacional para Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH, na sigla em inglês) sugere que o desenvolvimento além do normal de capacidades intelectuais pode fazer com que determinadas pessoas corram o risco de desenvolver a doença. O trabalho revela que alguns dos fatores genéticos ligados a capacidades cognitivas podem apresentar problemas tornando alguns indivíduos propícios a desenvolverem transtornos mentais. Uma variação comum do gene DARPP-32, que faz com o processo de transmissão de informação seja mais eficiente, também foi ligada às funções cerebrais constatadas em portadores de esquizofrenia, em uma avaliação com 257 famílias com históricos da doença.

Na ocasião da publicação do estudo o coordenador da pesquisa disse que há a possibilidade de um “efeito colateral” com este ganho. Há outros genes e condições de vida que não favoreçam que o cérebro administre o processamento muito veloz de informações, por isso, o efeito pode se tornar um problema e “congestionar” o cérebro, o que poderia provocar os transtornos mentais.

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  1. cristiane disse:

    nos ajude por favor a arrumar internação para meu irmao ,,ele é esquizofrênico ,e mora com minha mae uma senhora de 67 anos,,,,,ele vive falando sozinho,,chama minha mae de demonio,,,quero saber onde interna-lo somente para acalma-lo,,pois ele nao quer tomar remédio sozinho.

  2. Lucia Regina cruz dos santos disse:

    Meu filho tem esquizofrenia desde pequeno com 8 meses começou a ter comvolusâo e tomou diazepan ate os 14 ano e sempre foi muito agressivo e custei para entender o que ele tinha nâo tinha os recursos de agora teve varias vezes hospitalizado em clinica hoje esta numa clinica nâo tenho mais como cuidar dele pois estou com uma doença muito grave ele sò respeita as emfermeras mais e muito esperto sabe tudo esta agora com 33 ano gostaria de ter um bom tratamento para ele num lugar especial para esta doença porque aqui nâo tem

  3. Lucano disse:

    Gostei muito desta reportagem, é bem auto explicativa creio que ajuda as pessoas que assim como eu que possuem familiares com estes sintomas, possam identificar a esquizofrenia como uma doença comum.
    Possuo dois irmãos homens com essa doença e agora a irmã caçula vem apresentando esses sintomas de perturbação, como dizer coisas fora da realidade, alucinações, não cuida da higiene. É difícil aceitar o porque disso acontecer com seus familiares mas, é a pura realidade e temos que encarar isso de frente, quanto mais fugirmos deste problema, mais ele vem atrás de nós. A melhor alternativa é inicialmente acertar a dosagem dos remédios, e integra-los na sociedade, ou pelo menos tentar. É triste a realidade mas é real, temos que pedir ajuda pra quem puder médicos, familiares, amigos, sozinho não é possível dar conta disso tudo, e ainda mais temos que viver nossa vida e cuidar da nossa saúde mental pra não adoecer também. boa sorte a nós …

  4. terezinha bueno disse:

    e muito ler tudo sobre a doença tenho uma filha com esquizofrenia desde os 15 anos e muito difícil aceitar a doença ela e um terror eu já nem ligo mais já acostumei eu e meu filho de 13 anos cuidamos dela com muito carinho .

  5. SILVIO CELSO disse:

    O Estudo é, de fato, muito útil como informação a todos que desejam colaborar para um mundo melhor, sem isolamento do indivíduo, e alijando a idéia de que não temos nada a ver com os problemas dos semelhantes. Seria ideal que o poder público tomasse consciência de sua responsabilidade, pois alguns pacientes desse gênero inclusive podem ingressar nos quadros do serviço público e gerar problemas que devem ser tratados adequadamente.

  6. Maria Cristina Carvalho disse:

    meu filho Gustavo tem 22 anos,foi diagnosticado isquizofrenia,tentei vários tratamentos já internei.Mas não continua o tratamento porque bebe.Não sei o q fazer para ajudar o meu filho sofro demais de ver o sofrimento dele.Por favor peço q me ajude me oriente qual o melhor caminho.Aguardo uma resposta.Desde já obrigada!!

  7. paula disse:

    meu marido ja foi enternado com transtorno picicotico, e terrivel, um dia ele acorda um amor ,e depois em questoes de segundo se torna um monstro, ja estou no meu limite e pretendo ir embora com minhas duas filhas. tenho medo que numa dessas crise ele venha me agredir. ele toma somente um remedio pois o medico foi tirando em espaço muito curto os outros medicamentos.agora quem precisa de psicologo sou eu pq me sinto totalmente desiquilibrada com a situaçao .. se puderem me ajudar.

  8. Cristiane Maria de Jesus disse:

    Bom dia ! Achei ótima a matéria , pois viver com um esquizofrênico não é fácil pois requer muito amor , paciência e aceitar e entender que essa pessoa depende de vc , também. Tem que ler buscar informaçao , pois sozinho não consegue ajuda-lo , meu filho começou com 13 anos hj tem 15 anos leva a vida normal , pois quando as crises vem ela fica e parece que nunca vai embora , parece um mostro adormecido que sempre vai chegar .
    Enfim se eu posso ajudar é dizendo que primeiro quando temos pessoas com essa doença , temos que aceita e ama lha como ela fosse mais do que especial , pois Deus confiou deixa lha em sua vida por que sabe que vc especial quanto o portador da doença .

  9. LUANA disse:

    Tenho um Amigo que está Louquinho , não fla nada com nada , e fico com muita dó e querendo ajudar ele , mais nao sei de que maneira , o que posso fazer para ajudar , já faz 5 anos que ele tem esquisofrenia , e esta perdendo sua vida , pois tem 24 anos apenas . toma os remedios que os medicos passam , mais nao melhora nada , parece que piora mais . mee ajudeemmmm

  10. Nirava gulabo beth disse:

    muito interessante. Fiquei condoída de saber como sae sentem com as piadas e falta de sensibilidade social. As piadas de loucos são as mais divertidas pq todo mundo esconde o louco q carrega em Si. A sociedade me parece muito mais doente que os loucos que revelam talento sensibilidade e sabedoria. Namaste!

  11. fabricio teixeira da silva disse:

    estou muito triste pq tenho um filho com esquizofrenia mais o pc nao me fala nada

  12. lidianhi bonfim disse:

    Gostei muito da materia, meu filho de 15 anos esta apresentando sitomas da doença, o psiquiatra dle ainda nao fechou o dignostico tendo em vista que esta muito cedo para tal, estou muit triste e desesperada gostaria de mais informaçoes bre o assunto e de como vou poder ajudadr meu filho.

  13. pedro henrique garces disse:

    adorei a matéria temos que parar de preconceito e olhar a vida como ela é

  14. janaina angelica da silva disse:

    Eu tenho um caso na minha familia de esquizofrenia o ALEX , ESTA EM FRIBURGO SANTA LUCIA e a minha mae, nao sabe o que fazer estou querendo ajuda!

  15. virginia disse:

    gostei de saber sobre o exemplo da diva, sou portadora depressao bipolar , mimhafilha em2011 apresentou problema, falou que ouvia vozes evia e conversava com uma pessoa .leveia aopsiquiatra e este disse que provalvemente seria depressao profunda com transtornos psicoticos? hoje ;em2012 ,setembro, foi diagnosticada com esquisofrenia ; confesso que fiquei desalentada sera que aminha filha vai ter uma vida normal ? ou vai entrar em demencia? estou sofrendo muito por ela!

  16. Samira disse:

    Eu realmente sou muito grata a todas essas instituições que lutam em favor de pessoas com dificuldades mentais. Minha Tia é esquizofrênica e eu espero pode leva-la logo a um desses “centros de reabilitações”. Amei mesmo a matéria, parabéns!

  17. Gabriel disse:

    Pelo amor de Deus, alguém me ajude!!! Meu pai foi diagnosticado recentemente e não aceita tratamento. Tentamos de tudo, mas ele não quer ajuda. O que fazer???

  18. Mônica Corália disse:

    MUITO BOA E VERDADEIRA ESSA MATÉRIA.
    GOSTARIA DE SABER ONDE BUSCAR SEMPRE AS ATUALIZAÇÕES DESSA ÁREA , POIS
    TENHO UMA FILHA QUE É UM AMOR DE PESSOA E É PORTADORA DA ESCRISOFENIA.
    FOI DETECTADO QUANDO EAL TINHA 13 ANOS, HJ TÁ COM VINTE. AINDA TENHO MUITO A APRENDER
    PARA AJUDÁ-LA.

    FICO NO AGUARDO E AGRADEÇO!

  19. Cardoso disse:

    Convivo com a esquisofrenia dez do começo da adolescencia. ja vivi diversas fazes.
    A poior coisa é quando vc perde o controle do cérebro. fica refem de si mesmo. Num canto dentro de você tem uma luz acesa, o resto não é mais do seu controle. Mas mesmo em quase estado vegetativo consegui um novo e caro tratamento que me tirou do fundo do que seria pior que o poço. Hoje vivo a vida de forma as vezes melhor que muita gente saldavel .Por acaso achei essa noticia.

  20. Viviane disse:

    Ótima reportagem. Minha mãe é esquizofrênica paranoide, e os sintomas foram ficando mais evidentes a cerca de 14 anos. Ela tem uma vida normal, sai sozinha, organiza suas contas, se veste super bem e conversa de forma articulada. Porém a doença é perceptível para quem convive com ela dia a dia. Ela se sente perseguida por todos, e segundo ela é devido a inveja que as pessoas têm de sua inteligência. No mundo dela os vizinhos extraviam suas correspondências, colocaram câmeras para filmá-la, na rua tem sempre alguém segundo ela, sente que emitem raios que dão choque para tortura-la, assim como sempre pergunta se não estamos sentindo o cheiro de um gás. O caso de minha doce mãe é muito parecido com a do Dr. Nash do filme “Uma mente brilhante”, recordo-me que certa vez encontrei um caderno de capa vermelha escrito ‘confidencial’ neste caderno haviam diversas descrições de planos horripilantes para matá-la, coisas oriundas dos delírios auditivos que ela eventualmente tem. Acho que no fundo ela sabe que algo está errado com ela, pois após sua aposentadoria, ela disse: não posso ficar em casa parada, isso não vai ser bom para mim, ai ela começou a fazer cursos de bijuteria, participar de grupos musicais, ler mais e o tempo livre sempre está fazendo palavras cruzadas, mas apesar disso tudo e após uma internação ela não aceita que a esquizofrenia e também reage de forma agressiva verbalmente quando ficamos contra suas suposições e relatos. Amo muito minha mãe e gostaria de encontrar um modo de ajudá-la sem deixá-la ofendida ou fazê-la sofrer. Definitivamente esquizofrênicos são pessoas especiais, que precisam de nosso carinho, paciência e respeito.

  21. Lucy disse:

    Agradeço todas as publicações sobre este tema, pois tenho uma sobrinha muito amada com este problema, e tudo o que pudermos conhecer sobre a doença nos ajuda a lidar melhor com ela. Precisamos dar muito amor a essas pessoas, não discriminá-las e aceitá-las como são. Torço pela medicina e outras ciências avançarem cada vez mais nos tratamentos e haver interesse por parte de órgãos competentes.

  22. narlene disse:

    Fui excluida da vida de alguem . Era chamada de louca por ter contado que já tive depressão.

  23. narlene disse:

    Gostei muito do que li, só lamento pela sociedade que não pensa.Simplismente exclui com a maior naturalidade . Gracas a Deus existe pessoas que nem voce que apoia divulgando que todos são capazes.