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SAÚDE

Estudos apontam redução do risco de desenvolver Alzheimer

Boa alimentação, atividade física e nível de escolaridade do paciente podem influenciar

Estudos apontam redução do risco de desenvolver Alzheimer
O cenário triste da doença ainda tem esperança (Foto: Pixabay)

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A doença geralmente ocorre em pessoas idosas. Suas vítimas começam a perder a memória, têm desorientação e apresentam dificuldade de compreender e se expressar, até que se tornam incapazes de cuidar de si mesmas. A estimativa é que o mal de Alzheimer acometa, atualmente, cerca de 1,34 milhão de brasileiros.

Mas o cenário triste da doença ainda tem esperança. Pelo menos é o que mostra o Estudo sobre Saúde e Aposentadoria (HRS, na abreviação em inglês), da Universidade de Michigan, em que 20 mil pessoas de 50 anos ou mais são monitoradas, a cada dois anos, desde 1992.

Segundo o estudo, o nível de escolaridade e outros fatores podem ajudar a diminuir o risco de desenvolvimento da doença.  O resultado da pesquisa foi apresentado no último sábado, 13, em uma sessão da reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS). Nos Estados Unidos, o recuo da doença entre 2000 e 2010 foi de mais de 20%.

Kenneth Langa, de Michigan, informou que a prevalência de Alzheimer em pessoas acima de 65 anos recuou de 11,7% para 9,2%. Uma retração de 21,4%. Contudo, o número absoluto de casos se estabiliza, porque o crescimento do número de idosos compensa a menor proporção deles que desenvolve a demência.

Os dados dos EUA coincidem com os do Reino Unido, apresentados na AAAS por Carol Brayne, do Instituto de Saúde Pública da Universidade de Cambridge.

Seu grupo repetiu entre 2008 e 2011 a metodologia aplicada em 1989 e 1994 no Estudo sobre Função Cognitiva e Envelhecimento (CFAS, na sigla em inglês) em três áreas (Cambridge, Newcastle e Nottingham). Ao todo, mais de 7.500 pessoas foram examinadas.

A prevalência recuou de esperados 8,3% para 6,5%, queda de 21,7%. Brayne ressalvou que diferentes padrões de diagnóstico podem distorcer um pouco essas estatísticas, em particular na comparação temporal.

Os estudos, portanto, reforçam a conclusão de que não se trata de um experimento errado. Além disso, todas as projeções anteriores previam que o risco de desenvolver Alzheimer iria aumentar com o tempo, e não diminuir.

Logo, aparentemente, a doença pode ser evitada ou pelo menos adiada segundo fatores como boa alimentação, atividade física e nível de escolaridade.

Fontes:
Folha de S.Paulo-Risco de desenvolver Alzheimer diminuiu, aponta estudo
ABRAz-O que é Alzheimer

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2 Opiniões

  1. olbe disse:

    Perdi uma prima, intelectual, fazia atividade física, lia muito e era muito feliz no casamento.
    Ficou 10 anos sofrendo com esta doença…Acho que esta doença é uma loteria; pode dar em jovem, em velhos, em ignorantes e em intelectuais…A medicina é que precisa fazer mais para evitar que esta doença encapacite tantas pessoas no mundo todo.

  2. Brandão disse:

    Se você tem casos de alzheimer na família pesquise sobre cúrcuma ,parece que é a unica prevenção!

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