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SAÚDE

EUA estão mais vulneráveis a doenças tropicais como o zika vírus

Mudanças climáticas estão fazendo o número de mosquitos transmissores de doenças tropicais aumentar nos EUA

EUA estão mais vulneráveis a doenças tropicais como o zika vírus
Mosquito Aedes aegypti (Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

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As mudanças climáticas estão fazendo doenças tropicais transmitidas por mosquitos avançarem em direção aos países do continente norte-americano. O número de insetos em países em que eles não eram comuns, como os Estados Unidos, aumentou nos últimos anos.

Leia mais: Casos de dengue no país chegaram a 1,58 milhão em 2015

A cada ano, a lista de doenças causadas por insetos parece estar maior: chagas, dengue, chikungunya e, agora, zika vírus. De acordo com cientistas, alguns fatores para a disseminação das doenças são incontroláveis. O clima está mais quente, as pessoas viajam mais do que na década passada, cidades em países tropicais estão mais cheias, formando criadouros para cada doença.

No entanto, alguns fatores podem ser manipulados para controlar o surto: os insetos podem ser mortos, os pacientes podem ser curados antes de serem picados novamente, vacinas podem ser desenvolvidas, e medidas simples como repelente contra mosquito podem desempenhar um papel importante.

O Brasil está em pânico por causa do zika vírus, que está causando o surto de microcefalia, uma condição neurológica, que faz com que bebês nasçam com a cabeça e o cérebro pequenos. Agora, o zika vírus está circulando em 14 países da América Latina e do Caribe, além de Porto Rico.

No início do mês passado, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA fez uma previsão de que o zika vírus iria seguir o padrão da dengue: muitos casos em Porto Rico, seguido de surtos na Flórida, nos estados da Costa do Golfo e talvez, no Havaí. A rapidez com que a doença pode se espalhar nos EUA vai depender se o mosquito Aedes albopictus, comum no país e que pode ser um novo vetor do zika vírus, vai transmiti-lo de forma tão eficiente quanto o Aedes aegypti.

Apesar do alerta, cientistas dizem que isso não significa que epidemias vão acontecer, pois os surtos são influenciados por outros fatores além do clima. Por ano, quase 2 mil americanos retornam de viagens a países com malária. Mas epidemias não ocorrem, porque as vítimas, geralmente, são tratadas rapidamente, matando os parasitas presentes no sangue. Além disso, a maioria das casas americanas tem janelas de vidro e ar-condicionado, então, seus habitantes quase não são picados, diferentemente das áreas pobres do Rio de Janeiro ou da Cidade do México, por exemplo. Portanto, a passagem do zika vírus pelos Estados Unidos, se ocorrer, deve ser mais rápida do que no Brasil.

Fontes:
The New York Times-U.S. Becomes More Vulnerable to Tropical Diseases Like Zika

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