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Saúde

A caixa-preta dos testes clínicos de medicamentos

Os resultados de metade dos experimentos clínicos nunca são publicados

A caixa-preta dos testes clínicos de medicamentos
Qualquer aprovação deveria, em teoria, ser segura e ter pelo menos algum efeito benéfico (Foto: Pixabay)

Tim Crater, um médico pesquisador da Clínica Hutchinson no Kansas, faz testes clínicos de medicamentos para as grandes empresas farmacêuticas. Os voluntários que participam dessas experiências muitas vezes acreditam que estão, de alguma forma, contribuindo para o avanço da medicina, e que o seu sofrimento vai ajudar os outros. Infelizmente, este não é sempre o caso. Apesar destes experimentos realizados por empresas terem de ser comunicados aos responsáveis pelo licenciamento dos medicamentos, não há nenhuma obrigação de as empresas tornarem estes comunicados públicos.

Isso significa que os resultados de tais experimentos não podem ser analisados por pessoas de fora. Portanto, os profissionais que passam a usá-los não sabem de todos os detalhes.

Algumas estimativas sugerem que os resultados de metade dos experimentos clínicos nunca são publicados. Esta falta de dados, ao longo de várias décadas, foi sistematicamente distorcida pela crença na eficácia de medicamentos, dispositivos e até mesmo procedimentos cirúrgicos. E essa percepção equivocada por vezes tem prejudicado pacientes.

Nos Estados Unidos, onde a maioria dos medicamentos do mundo recebe a aprovação primeiro, a lei foi alterada em 2007 para tentar lidar com este problema. Experimentos, com exceção das avaliações iniciais de segurança, devem ser registrados em um site (clinicaltrials.gov) e divulgados depois de um ano.

Fontes:
The Economist-Spilling the beans

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