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Governo britânico quer incentivar morte confortável – e barata

Para induzir os pacientes a não morrerem no hospital, clínicos gerais têm sido encorajados a encontrar pacientes sem chances e aconselhá-los a planejar sua morte

Governo britânico quer incentivar morte confortável – e barata
Quando não há cura possível, planejar a própria morte pode ser terapêutico para pacientes (Reprodução/Internet)

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Pesquisas revelam que mais de dois terços dos britânicos gostariam de morrer em casa. Eles querem estar com suas famílias e livres da dor. No entanto os hospitais continuam a ser o lugar onde mais se morre.

O Serviço de Saúde Nacional (NHS, na sigla em inglês) calculou que, aproximadamente, se um paciente a mais por clínico geral morresse fora do hospital por ano, US$ 295 milhões seriam poupados. Em 2008 o NHS introduziu uma ampla estratégia para o fim da vida, a qual procurou aumentar a conscientização sobre como as pessoas morrem e ao mesmo tempo melhorar a assistências prestada nesses casos. Desde então a proporção de pessoas que morrem em suas próprias casas ou em asilos (grupos divididos meio a meio) aumentou de 38% para 44%.

Para induzir os pacientes a não morrerem no hospital, clínicos gerais têm sido encorajados a encontrar os seus 1%, isto é, os pacientes com grande probabilidade de morrer no ano seguinte, e começaram a conversar sobre assistência para o fim da vida. Quando não há cura possível, planejar a própria morte pode ser terapêutico para pacientes.

Um número crescente de pacientes conta com “sistemas de coordenação de cuidado paliativo” que permitem que os médicos registrem preferências, o que permite que outros fornecedores de assistência médica as sigam. Um estudo revelou que tais sistemas aumentam o número de pessoas que morrem em seus lares.

Mas economias para o governo podem significar custos para instituições filantrópicas e pessoas comuns. Uma lei que está tramitando no parlamento pretende estabelecer um teto aos custos dos cuidados sociais de um indivíduo. Ainda assim, alguns desejam que o serviço seja gratuito para aqueles que constam em registros de pacientes próximos à morte. Isso eliminaria as economias do governo – mas permitira que mais pessoas morressem como desejam.

Fontes:
The Economist-Home help

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2 Opiniões

  1. kalil Saliba disse:

    O sistema da exploração do homem pelo o homem é mesmo cruel e frio, somos números e estatiscas. Veja o caso do Japão um pais dito civilizado no caso da contaminação nuclear de utilizar os serviços de pessoas mendigas e pobres para recolher o lixo contaminado e objetos, com o agravante maior de esconder toda gravidade do poblema da contaminação nuclear para a população. Mas no caso da reportagem acima para a nossa realidade no Brasil é que o paciente morre é mesmo na porta dos hospitais e pronto socorros por descaso e falta atendimento.

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    Eu gostaria de saber quem se atreveria a escolher como deseja morrer? o país já vem nos matando, e como disse o Kall, para morrer é bastante chegar a frente do hospital pois morrem lá na frente mesmo sempre acontece de não haver vaga, portanto não escolha, deixa a vida lhe levar.

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