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Livro questiona mitos sobre saúde passados de geração em geração

Muitos ensinamentos inquestionáveis usados para educar não passam de pura bobagem

Livro questiona mitos sobre saúde passados de geração em geração
Alguns ensinamentos ditos por avós e repetidos por pais são uma espécie de telefone sem fio (Reprodução/Internet)

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A verdade impressiona: vovó não estava certa. É o que diz o divertido livro Because I Said So! The Truth Behind the Miths, Tales & Warnings Every Generation Passes Down to its Kids (algo como “Porque sim! A verdade por trás dos mitos, histórias e advertências que cada geração transmite a suas crianças”, em tradução livre), de Ken Jennings.

Passados de geração em geração muitos ensinamentos inquestionáveis são usados para educar os pequenos. Porém, quando examinados cientificamente, não passam de pura bobagem, nada mais do que um mito.

Curiosamente, o autor não é nenhum especialista em pedagogia. Engenheiro de software, Jennings se inspirou em seu filho para escrever o livro. Certa tarde, ao ver o menino correndo pela casa com um picolé na boca, Jennings gritou “Pare, você vai acabar cravando o palito na boca!”. Paralisado com a visão sanguinolenta, o menino perguntou “É mesmo?”. Jennings não sabia a resposta e resolveu perguntar a sua mãe, que também não sabia. O autor concluiu que a educação infantil não passava de um “gigantesco telefone sem fio que se arrasta pelas décadas”.

Jennings compilou 125 desses ensinamentos e buscou provas científicas de sua validade. É possível que o leitor se espante ao encontrar frases ditas por seus pais e, talvez, repetidas pos si próprio, que não passam de pura bobagem. Confira abaixo alguns dos mitos passados adiante por gerações.

“Não estoure essa bolha!”: Verdadeiro. Bolhas saram mais facilmente se deixadas à própria sorte. E, para furar, é preciso antes esterelizar a agulha e a água, pois há risco de infecção.

“Pisou num prego enferrujado? Vai pegar tétano”: Falso. A ferrugem não causa tétano, mas pregos sujos (enferrujados ou não) podem estar cheios de bactérias que provocam a doença.

“Se você estalar os dedos vai ficar com artrite”: Falso. Estudos já demosntraram que não. O pesquisador Donald Unger chegou a estalar os dedos das mãos pelo menos duas vezes por dia, por 50 anos, sem nenhuma consequência. Seu trabalho lhe valeu o prêmio Ig Nobel de 2009.

“Vou soprar seu machucado. Vai passar logo”: Falso. Talvez a criança se sinta melhor, mas os médicos não recomendam. “Não respire sobre um ferida aberta”, diz o site da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA. O motivo: a boca é cheia de bactérias que podem ser transmitidas para o machucado.

“Está muito escuro para ler, você vai estragar a vista”: Falso. A boa iluminação facilita a leitura, mas ler em ambiente pouco iluminado não prejudica os olhos.

“Não engula chiclete porque ele fica no estômago por sete anos”: Falso. A goma de mascar não é digerida, mas é expelida normalmente pelo corpo, em geral em até 24 horas, como os outros elementos que não são totalmente digeridos (milho, por exemplo)

“Açúcar estraga os dentes”: Falso. O açúcar não prejudica os dentes, o problema são as bactérias, que se alimentam não só de açúcar, mas de qualquer resto de carboidrato que estiver nos dentes (batata, por exemplo).

Fontes:
Folha-Livro questiona mitos sobre saúde passados de pai para filho

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1 Opinião

  1. Carlos U. Pozzobon disse:

    Algumas superstições foram abandonadas. Outras persistem, mas tem os dias contados.

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