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Marca-passo recarrega energia através do batimento cardíaco

Pesquisadores descobriram uma maneira de energizar um marca-passo por meio da utilização da energia gerada pelo coração que está sendo regulado

Marca-passo recarrega energia através do batimento cardíaco
Aparelho produz mais de 20 vezes a energia necessária para manter um marca-passo (Reprodução/Internet)

Em 1958, um padre chamado Gerardo Flórez, então com 70 anos, teve a sorte de ser o primeiro paciente do mundo a receber um marca-passo artificial. O dispositivo fez com que seu coração batesse normalmente por mais 18 anos. O aparelho, que se conectava externamente ao coração, pesava 45 quilos e era alimentado por uma bateria de 12 volts que precisava ser transportada em um carrinho e recarregada a cada 72 horas.

Desde os anos 50, os marca-passos, que usam impulsos elétricos para regular um coração pulsante,foram substancialmente encolhidos, assim como suas baterias. Agora, pesquisadores da Universidade de Michigan descobriram uma maneira de energizar um marca-passo por meio da utilização da energia gerada pelo coração que está sendo regulado.

Essa ideia não é nova. Tal abordagem, assim como tentativas anteriores, se baseia em materiais piezoelétricos, os quais produzem uma corrente ao serem submetidos à tensão mecânica – nesse caso, as vibrações geradas pela pulsação de um coração. As tentativas anteriores, no entanto, não vingaram porque os componentes piezoelétricos só conseguiam extrair energia o suficiente para alimentar um marca-passo se as vibrações estivessem dentro de uma faixa bastante limitada. Desse modo, eles funcionavam apenas para uma faixa limitada de frequências cardíacas. O novo “extrator não linear”, por outro lado, funciona mesmo em frequências cardíacas de 20 a 600 batimentos por minuto.

Ele consegue fazer isso através de combinação de um ímã e um material piezoelétrico, disposto de tal modo que o campo magnético amplifica e resposta do material piezoelétrico às vibrações.

O novo gerador piezoelétrico produz mais de 20 vezes a energia necessária para manter um marca-passo funcionando sob taxas de batimento cardíaco normais. Além de ter a vantagem de ser menor que um pacote de pilhas. Parte da energia produzida é armazenada em um capacitor embutido no dispositivo. Caso o paciente sofra um ataque cardíaco e o coração pare de bater totalmente, o capacitor é ativado. Seu objetivo é fazer com que o coração recupere seu ritmo normal.

Fontes:
The Economist-Let’s have a heart-to-heart

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