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SAÚDE

Moderar o uso de internet traz benefícios à vida social

Passar muito tempo online prejudica a interação social, além de elevar o risco de depressão

Moderar o uso de internet traz benefícios à vida social
Falta de interação social e depressão estão entre os problemas gerados pela hiperconectividade (Foto: PxHere)

O excesso do uso de internet na adolescência pode causar problemas de interação social, depressão, prejudicar o sono, entre outros. O alerta é feito pela neuropsicóloga Thais Quaranta, em entrevista ao Globo.

“É o mesmo processo que envolve as drogas e o álcool. No entanto, a compulsão pela internet é mais difícil de dosar. Por isso é tão fundamental a presença dos pais, que são os grandes mediadores”, explicou Quaranta. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os adolescentes são os principais usuários de celulares e internet no Brasil.

Por isso, a neuropsicóloga explica que o diálogo familiar é sempre o melhor caminho para impedir que adolescentes tenham problemas relacionados ao uso exagerado da internet. Isso porque, a internet, principalmente as redes sociais, contribui para o surgimento de frustrações.

“Elas [redes sociais] fazem um recorte de uma parte da vida, retratam um pedacinho da grama. Mas acabam provocando comparações injustas. […] É bom lembrar que os responsáveis são modelos. Não adianta cobrar que os filhos saiam da internet e não largar o celular”, afirmou a médica em entrevista ao Globo.

A jornalista Brenda Fucuta, autora do livro “Hipnotizados – O que os nossos filhos fazem na internet e o que a internet faz com eles”, da editora Objetiva,  destaca ainda que, mais importante do que a desconexão, são programas fora de casa, ao ar livre.

É o caso de um adolescente de 15 anos, que preferiu não se identificar. Antes viciado em videogames, com suas notas escolares em queda, o jovem passou a fazer aulas de surfe depois da mãe intervir, restringindo os jogos eletrônicos aos finais de semana. “O exagero também afeta a vida social dele, já que é difícil tirá-lo de casa”, explicou a mãe.

Já o arquiteto Carlos Verdini Clare faz um paralelo de sua adolescência com a de sua filha Dafne, de 14 anos, que passa horas no celular assistindo séries na Netflix. Segundo Clare, ele evita a proibição e conversa com a filha para que ela faça outras coisas. Ademais, lembra que na sua adolescência também passava horas assistindo televisão ou ao telefone.

Por outro lado, a administradora Roberta Manuela Almeida impôs limites de conexão às filhas Eduarda, de 14 anos, e Betina, de 8 anos. Entre as regras estabelecidas, a mãe proibiu que sejam utilizados celulares à mesa e os aparelhos precisam ser desligados às 22h.

“Converso sempre sobre o risco da exposição exagerada, sobre o cuidado que se deve ter ao postar uma foto para não ofender ninguém e sobre o cyberbullying. São milhões de acessos por meio do WhatsApp e, principalmente, dos Stories [Instagram]”, explicou.

A psicóloga Carolina Serebrenick destaca que o equilíbrio entre o mundo real e o virtual deve ser almejado. Segundo ela, “os jovens estão cada vez mais sozinhos”. “Na vida, o sujeito se constrói através da relação com o outro. É importante o contato em que haja afeto direto”, apontou.

 

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Fontes:
O Globo-Hiperconectividade pode causar problemas na interação social e depressão na adolescência

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