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Saúde e Bem-estar

Novas propostas da Anvisa no combate ao tabagismo

Exames preventivos devem fazer parte da rotina dos fumantes e auxiliam na qualidade de vida dessa parcela da população

Novas propostas da Anvisa no combate ao tabagismo
O tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou em 30 de dezembro de 2010 uma nova proposta sobre os alertas à saúde nas embalagens dos maços de cigarro. Em consulta pública, até 31 de março de 2011, se as regras forem aprovadas, os rótulos deverão ser reformulados e os pontos de venda precisarão rever a exposição dos produtos.

Segundo o Dr. Roberto Rodrigues Junior, pneumologista do Bronstein Medicina Diagnóstica/DASA, as novas medidas são somadas aos esforços contínuos de autoridades e da comunidade médica no combate ao tabagismo, que acarreta inúmeros males à saúde dos fumantes ativos e também dos reativos. “Quando um fumante se determina a abandonar o vício, as reações positivas do organismo são imediatas”, comenta Dr. Roberto.

Ao parar de fumar, em apenas 20 minutos seu pulso volta ao normal. Após oito horas, o nível de oxigênio no sangue aumenta consideravelmente. Em 24 horas, o pulmão fica mais limpo. Depois de dois dias, o paladar e o olfato aprimoram sensivelmente. A respiração e o nível de energia também assumem uma melhora considerável. A fertilidade volta a normalidade. Com o passar dos anos, o risco de câncer volta a ser parecido com o de um indivíduo que não fuma.

O hábito de fumar prejudica a saúde de maneira agressiva

O tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer e 90% dos casos de câncer de pulmão, além de altos índices de doenças coronarianas, cerebrovasculares e pulmonares obstrutivas crônicas provocadas pelo vício.

“Os fumantes devem acompanhar a saúde periodicamente. Ao procurar um médico de confiança, há alguns exames importantes que devem ser realizados como testes da função pulmonar, medições do nível de monóxido de carbono no pulmão, alem de testes para avaliação de doenças cardiovasculares”, comenta o especialista.

As iniciativas e campanhas contra o tabagismo são importantes, porém a consciência de cada fumante é fundamental na busca do abandono definitivo do vício. Abdicar definitivamente do cigarro é a melhor alternativa para a conquista de uma vida mais saudável e com mais qualidade. “Aqueles que não desejam ou não conseguem deixar de lado o hábito de fumar precisam acompanhar a saúde constantemente por meio de consultas e exames periódicos”, conclui Dr. Roberto.

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5 Opiniões

  1. John Webster disse:

    Não sou fumante, mas acho que o dirigismo de Estado está chegando às raias da loucura com a supressão do direito individual.
    Tenho certeza absoluta que apenas uma baforada da fumaça infecta dos ônibus que circulam no Rio de Janeiro, equivalem a uns dez maços de cigarros e não vejo políticas públicas à respeito e se elas existem, não são respeitadas.
    Não sou a favor do tabagismo, sou a favor do livre arbítrio e contra a praga do politicamente correto.

  2. Wederson F. Pereira disse:

    Deveria ser banido do meio em que vivemos mas tem pessoas que jogam fumaça em nosso rosto,isso equivale a fumar sem querer.
    Quantos doentes tem em estado terminal por causa do tabaco,quanto se tem gasto com doentes
    por causa do tabaco.
    Esses dias atrás morreu um primo com consequência cardiovascular é pulmonar,morreu instantaneamente ou seja acabou-se por causa do cigarro.

  3. Amadeu Pereira dos Santos disse:

    O cigarro é um veneno. Soltar baforadas de fumaça de cigarro é soltar baforadas de veneno. Envenenar a mim próprio e envenenar os demais semelhantes que comigo convivem não pode ser considerado direito individual. Já fui fumante e sei como é difícil combater esse maldito vício. Acredito que se livrar do cigarro é tão difícil quanto libertar-se dessas outras drogas, como a maconha, o craque, a cocaína, etc. Com a queda dos valores tradicionais, os jovens dos dias de hoje têm se mostrado cada vez menos resistentes às novas tentações. Veja-se, por exemplo, a personagem de novela que não sossegou enquanto não perdeu a virgindade. É essa falta de domínio sobre as nossas vontades que nos impede de abandonar os vícios por mais maléficos que sejam. Mesmo assim, a impressão que tenho é de que as campanhas contra o tabagismo, embora sejam poucas, e as leis que restringem a aceitação de fumantes em locais públicos têm contribuído, sim, pelo menos, para evitar que se propague tanto o tabagismo. Por outro lado, se se contém o uso do cigarro, parece que nada se tem feito para inibir a grande escalada do craque.

  4. mestry badahra disse:

    No meu ponto de vista, como EX tabagista, e vitima deste maldito habito, acredito que as campanhas contra o fumo no Brasil, dariam muito certo lá pela SUIÇA e outros paises menores e de alto nivel cultural.
    Aqui estas campanhas favorecem muito aos meus colegas publicitarios, que vão faturar alto, do depto de propaganda do Governo Federal.
    As propagandas de notoria policromia e arte,se transformam em quadros decorativos .
    Precisaria-mos de um chamamamento mais agrecivo, cujo alcance chegasse a todas as classes sociais, evidenciando na area da infancia, para evitar que a nova geração abrace este maldito habito.
    E que os impostos fosse 10 vezes maiores, e não existisem marcas de cigarros Baratos que permitem a aquisição principalmente das classe menos favorecidas etc

  5. Graça disse:

    O viciado em cigarro deve ser tratado como dependente químico, da mesma forma que os alcoolatras endinheirados que se embebedam com uísque 12 ou 20 anos “apenas socialmente”.
    Observemos que no Brasil, não existe politicas públicas para combater tão famigerado vicio. Cobra-se um imposto extorsivo das indústrias fumageiras e reclamam das despesas médicas para tratamento dos fumantes.
    Na realidade,a sociedade já está consciente dos males adquiridos pelo consumo do tabaco, o que desconhece é que os fumantes tem direito constitucional e livre arbitrio.
    Devemos acabar como toda essa hipocrisia, e manter mais campanhas educativas midiáticas em favor da vida e menos jornalismo de sanguinário ou preconceituoso para tratar de assunto tão sério.

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