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Novas utilidades para remédios antigos

Encontrar novo uso para medicamentos antigos é em média 40% mais barato do que desenvolver uma nova droga

Novas utilidades para remédios antigos
Adaptar medicamentos antigos pode abrir novos mercados para a indústria farmacêutica (Reprodução/Plainpicture)

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Alto investimento em pesquisas e vendas decepcionantes: não parece existir cura para as duas maiores aflições do setor farmacêutico. Porém, uma solução parece ter sido encontrada.

Adaptar drogas já utilizadas para o tratamento de uma doença ou reciclar aquelas que foram vetadas nos estágios finais de desenvolvimento pode ser um método de cortar custos e abrir novos mercados para o setor.

Encontrar novos usos para medicamentos antigos, ou vetados, é em média 40% mais barato do que desenvolver uma nova droga. Isso porque essa estratégia permite pular algumas etapas iniciais do processo. Já inventar um novo remédio pode custar mais de 1 bilhão. Isso não é tão fácil quanto parece, pois esbarra em questões jurídicas. Além disso, sempre há o risco de fracasso na adaptação de um medicamento.

Uma pesquisa feita por Grant Churchill, da Universidade de Oxford, mostrou que o medicamento Elbsen, inicialmente desenvolvido para tratar acidente vascular cerebral, também pode ser usado no tratamento do transtorno bipolar, doença que provoca mudanças de humor involuntárias. A pesquisa se baseou nos bons resultados obtidos em testes com animais.

Porém, é nesse ponto que a pesquisa atinge um obstáculo difícil de ultrapassar. As universidades não têm dinheiro suficiente para testar drogas em larga escala. Testes com humanos também são extremamente caros. A maioria deles é realizada por empresas farmacêuticas que têm a patente do medicamento, o que permite esperar o retorno do dinheiro investido.

De acordo com Benjamin Roin, professor de Direito na Universidade de Harvard, a solução seria dar garantias às empresas farmacêuticas de que os custos da pesquisa para a adaptação de um medicamento serão recuperados. Se os velhos medicamentos podem aprender novos truques, os reguladores também podem.

Fontes:
The Economist-Teaching old pills new tricks

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