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Saúde e bem-estar

O chocolate que faz bem para a saúde

A indicação para a Páscoa é de Mauro Scharf, endocrinologista do Bronstein Medicina Diagnóstica/ Dasa

O chocolate que faz bem para a saúde
Para o endocrinologista, a saída é o chocolate amargo (Fonte: Corbis Images)

Durante a Páscoa é praticamente impossível não cair na tentação de consumir pelo menos um chocolatinho. O excesso pode acabar prejudicando todos os esforços feitos para manter a boa forma no decorrer do ano. Mas será que existe algum chocolate bom para a saúde e que não engorde? Mauro Scharf, endocrinologista do Bronstein Medicina Diagnóstica/ Dasa, afirma que sim.

A saída para o endocrinologista é o chocolate amargo. Pesquisas científicas revelam que o alimento protege o coração, ajuda a prevenir o diabetes tipo 2, reforça as defesas do corpo e ainda auxilia no controle do apetite. Scharf explica que o chocolate amargo, por conter mais cacau, tem uma alta concentração de flavonóides encontrada no fruto. “Dentre todos os tipos, o chocolate amargo é o que mais contém esse tipo de substância. Por isso, ele é o único que pode ter um bom impacto na saúde”, afirma.

Os chocolates meio amargos, compostos pelas chamadas catequinas, agem nas artérias e produzem óxido nítrico, um vasodilatador natural. “Assim a camada interna das artérias fica mais flexível, gerando a queda da pressão”, afirma. Para isso acontecer é necessário que o consumo do alimento seja diário. A indicação do endocrinologista é de 30 a 40 gramas. “A queda de pressão também diminui o risco de morrer de AVC ou do coração”, explica.

A ação dos flavonóides também está ligada ao aumento da imunidade. Algumas avaliações indicaram que a ingestão diária do alimento aumenta a intensidade no timo. “Este órgão, situado no tórax, é o responsável pela maturação dos linfócitos T, nossos guardiões contra vírus e bactérias”, destaca.

Além disso, pesquisas divulgadas estudaram também outro componente do chocolate amargo no controle do diabetes tipo 2, a procianidina. Segundo tais estudos as procianidinas melhorariam a eficiência da insulina, o hormônio que bota a glicose dentro das células. Os resultados sugerem que ingestão de 100 gramas diários poderiam fazer os níveis de açúcar no sangue cair. Mas este resultado ainda exige mais pesquisas e comprovações. “Mas, para os diabéticos, ainda é cedo para consumir o alimento em demasia”, ressalta.

Devido à alta concentração de cacau o chocolate amargo também alimenta mais que os outros, saciando a fome. Tudo isso comprovadamente sem se ter alterações no peso, nas taxas de açúcar e gordura na circulação. Comprovada ainda é a sua ação no humor das pessoas. “Ele contém substâncias como a fenilalanina e tirosina, aminoácidos precursores da noradrenalina e da dopamina, estão envolvidas no estado de felicidade das pessoas”, finaliza Scharf.

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