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O consentimento presumido para doação de órgãos

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No ano passado, mais de três mil pessoas receberam um transplante na Grã-Bretanha. No entanto, outras mil morreram sem achar um doador compatível e mais de oito mil permanecem em listas de espera, sendo que metade delas aguarda há uma década.

Cientes das poucas chances de receber um transplante, outras milhares de pessoas na Grã-Bretanha nem mesmo entram nas listas de espera. Em todo o mundo, mas principalmente em países ricos, a demanda por transplantes de órgãos vem aumentando à medida que a população envelhece e a hipertensão e a obesidade afetam mais a saúde das pessoas.

Apoiado pela Associação Médica Britânica, o primeiro-ministro Gordon Brown defende a adoção de um sistema de doação no qual o consentimento é presumido, a menos que os doadores potenciais registrem sua intenção em contrário. Esta abordagem é utilizada por grande parte dos outros países europeus. Atualmente, na Grã-Bretanha, quem quer ser um doador tem que expressar formalmente a sua vontade em vida.

A Economist ressalta que, mesmo sob o sistema de consentimento presumido, nem sempre há um grande aumento do número de doadores. Um relatório publicado nesta semana revelou que as taxas de doação de órgãos na Grã-Bretanha poderiam aumentar pelo menos 50% nos próximos cinco anos com investimentos em infra-estrutura e publicidade — assim como ocorreu na Espanha.

Fontes:
Economist - Organ transplants: Opting out of opting out

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1 Opinião

  1. Dorival Silva disse:

    O drama do transplante de órgãos é muito sério. Pensar que num país desse tamanho, com população de quase 70 milhões, apenas 3 mil doaram órgãos é incrível. Podemos estimar que pelo menos 1% da população morra por ano, portanto 700 mil, e apenas 3 mil doam? Cadê a solidariedade?

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