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Saúde

O estigma da doença mental está aos poucos desaparecendo

Mas ainda demorará algum tempo até que as pessoas que sofrem de disfunções psíquicas recebam um tratamento adequado

O estigma da doença mental está aos poucos desaparecendo
Uma em cada cinco pessoas em idade produtiva em países desenvolvidos sofre de alguma perturbação mental todos os anos (Reprodução/Pixabay)

Em geral, as pessoas com problemas mentais escondem seus sintomas por medo do preconceito e, em consequência, não procuram ajuda. Embora saibam que nem todos os distúrbios mentais são incuráveis ou que nem sempre os doentes vivem em um estado de alucinação, temem a rejeição de amigos ou de empregadores. Muitos pensam que os doentes mentais não têm condições de trabalhar, mas, na realidade, a restrição ao trabalho aplica-se apenas aos casos mais graves.

Hoje, pessoas das mais diversas posições sociais conversam sem preconceito sobre disfunções psíquicas, disse Sophie Corlett da MIND, um grupo de apoio à saúde mental britânico. As campanhas promovidas pelos governos e organizações sem fins lucrativos para eliminar o estigma fazem parte de um movimento imparcial e solidário, no qual as pessoas que se manifestam livremente diminuem o desconhecimento e a incompreensão que cercam os distúrbios psíquicos ou psicológicos, além de incentivarem outras a falarem também sobre seus sintomas. Só 13% dos ingleses entrevistados em 2013 disseram que o histórico de doença mental impediria alguém de exercer um cargo público, em comparação com 21% há cinco anos. E o número dos que não fariam objeção a ter um colega de trabalho ou um vizinho com problemas psíquicos aumentou.

Essa abertura maior de diálogo resulta em uma compreensão mais profunda das disfunções psíquicas ou psicológicas, que afetam um grande número de pessoas. Uma em cada cinco pessoas em idade produtiva em países desenvolvidos sofre de alguma perturbação mental todos os anos. Cerca de um quarto dessas pessoas sofre de psicoses graves, como esquizofrenia ou distúrbios maníaco-depressivos, e as demais têm sintomas menos debilitantes, como depressão leve ou ansiedade. Mas os distúrbios mentais são bem menos propensos a receberem tratamento médico do que as doenças físicas. Mais de três quartos das pessoas com psicopatias graves e mais de 90% das que sofrem de transtornos mais leves, não são tratadas por especialistas como psiquiatras e psicólogos, ou não recebem nenhum tratamento.

 

Fontes:
The Economist-Out of the shadows

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