Início » Vida » Ciência » O uso de células-tronco: um remédio potente
Células-tronco

O uso de células-tronco: um remédio potente

Células-tronco podem transformar o desenvolvimento de novos medicamentos

O uso de células-tronco: um remédio potente
Empresas farmacêuticas utilizam célula-tronco pluripotente induzidas de maneiras inovadoras.

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

“Pluripotente” é uma palavra longa que significa “capaz de fazer muitas coisas”. Trata-se de um termo técnico aplicado a células-tronco que podem gerar muitos tipos diferentes de tecidos corporais, em vez de apenas um tipo, que é tudo que células-tronco inferiores conseguem fazer. Mas muitos pesquisadores esperam que essas células também serão pluripotentes de outro modo. Elas não apenas podem ser usadas para a produção de tecidos e órgãos substitutos para o uso em transplantes para aqueles cujas partes existentes do corpo não mais funcionam adequadamente (uma abordagem conhecida como medicina regenerativa), como também podem ser usadas para produzir células de cultura puras para os testes preliminares de medicamentos.

Leia também: 2013 – O ano das células-tronco

O uso e cultivo de células-tronco humanas pluripotentes é controverso porque a fonte natural de tais células é o embrião, os quais são destruídos pelo processo de extração. No entanto, em 2007 dois grupos de pesquisadores, um no Japão e outro nos EUA, anunciaram que haviam descoberto como fazer com que células da pele de humanos se comportassem como células pluripotentes naturais, mediante a adição de quatro genes ativados a elas. O resultado é conhecido como célula-tronco pluripotente induzida (iPS, na sigla em inglês).

No dia 3 de janeiro, a AstraZeneca, uma empresa farmacêutica britânica, afirmou que compraria músculos cardíacos humanos, vasos sanguíneos, células nervosa e do fígado produzidos a partir de células iPS da Cellular Dynamics, uma empresa fundada por James Thomson, biólogo da Universidade de Wisconsin.

E a AstraZeneca não é a única empresa que está usando células iPS de maneiras inovadoras. Em dezembro, a GlaxoSmithKline, outra empresa britânica, descreveu um experimento no qual atacou neurônios criados a partir de células iPS com beta-amiloide, uma molécula ligada ao Mal de Alzheimer, e em seguida testou se o beta-amiloide respondia centenas de remédios existentes. As descobertas deste experimento serão publicadas no periódico Stem Cell Research em março.

Outro truque que se tornou possível devido às células iPS é obtê-las a partir de pacientes com problemas de saúde específicos – particularmente problemas com um componente genético – e em seguida fazer com que as células induzidas se tornem o tipo de célula atingida por tal problema. Diversos grupos de pesquisadores usaram células com tendências a doenças criadas desse modo para explorar como a doença em questão se desenvolve, e se estas são derrotadas por este problema.

Fontes:
The Economist-Potent medicine

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *