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SAÚDE

OMS aponta fatores que reduzem o risco de demência

OMS sugere comer melhor, fazer exercícios, reduzir cigarros e bebidas alcoólicas para diminuir o risco de desenvolvimento de demência

OMS aponta fatores que reduzem o risco de demência
Diretrizes são sensatas, mas não surpreendentes, segundo psicólogo (Foto: Dênio Simões/ Agência Brasília)

Cuidar melhor de nós mesmos pode ser a melhor estratégia de longo prazo para enfrentar o crescente problema da demência, de acordo com um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisa da OMS descobriu que a demência afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo, custa US$ 818 bilhões ao ano para tratar, e os diagnósticos devem triplicar até 2050.

Em uma tentativa de combater a demência e o declínio cognitivo geral, a OMS estabeleceu diretrizes ligadas à saúde geral e ao bem-estar. Uma enorme revisão das evidências existentes encontrou a idade como o fator de risco mais forte, mas a demência não é uma consequência inevitável do envelhecimento. A pesquisa encontrou fatores de estilo de vida, como inatividade física, tabagismo, dieta pouco saudável e consumo excessivo de álcool aumentam significativamente a ameaça da doença.

Condições médicas como diabetes, pressão alta, colesterol alto, obesidade e depressão também desempenharam um papel no declínio cognitivo e no desenvolvimento de demência. Uma revisão de estudos anteriores também identificou que o isolamento social, a inatividade cognitiva e a perda auditiva estavam ligados à condição.

As diretrizes analisam o nível de risco representado por 12 fatores contributivos possíveis e também o benefício potencial em tratá-los. Enquanto alguns fatores indicaram uma forte ligação com a demência, por exemplo, depressão ou perda auditiva, não havia provas suficientes para provar que o tratamento iria prevenir ou retardar a doença.

Nesses casos, os autores recomendaram o tratamento com base nas diretrizes da OMS existentes para melhorar a qualidade de vida do indivíduo. Uma dieta saudável também estava ligada a uma melhor saúde cognitiva, com uma adesão estrita à dieta mediterrânea que demonstrou ter o elo mais forte.

Mas não houve relação positiva aparente entre os suplementos comuns e um risco reduzido de demência e, em alguns casos, como suplementos de proteína, eles podem ter efeitos colaterais negativos. Os autores do relatório afirmam: “A visão do plano de ação é um mundo em que a demência é evitada e as pessoas com demência e seus cuidadores vivem bem e recebem o cuidado e o apoio de que necessitam para realizar seu potencial com dignidade, respeito, autonomia e igualdade”.

Robert Howard, professor de psiquiatria na Universidade de Londres, disse: “As diretrizes são baseadas em uma revisão abrangente e cuidadosamente conduzida da literatura publicada e são sensatas, mas não surpreendentes. Continue fazendo as coisas que sabemos que beneficiam a saúde física e mental, a cessação do tabagismo, reduza o consumo de álcool, trate a hipertensão, faça uma dieta saudável e perca peso se for obeso, mas entenda que as evidências de que essas medidas reduzirão o risco de demência não é forte”

Fontes:
The Guardian-Dementia: eat better, exercise, and reduce smoking and drinking to cut risk

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