Início » Economia » Internacional » OMS pretende realizar reformas institucionais
OMS

OMS pretende realizar reformas institucionais

Depois de ações lentas contra o ebola, a ideia é agilizar o tratamento de surtos de doenças

OMS pretende realizar reformas institucionais
Margaret Chan, diretora-geral da OMS e pediatra de Hong Kong (Reprodução/Salvatore Di Nolfi/Associated Press)

O desempenho fraco da Organização Mundial da Saúde (OMS) no tratamento dos surtos de ebola na África Ocidental pode produzir um resultado positivo: realizar reformas institucionais para aprimorar a habilidade de responder mais rapidamente ao próximo surto de doença letal infecciosa. Lutando para responder a crescentes críticas, o conselho executivo da OMS aprovou recentemente alterações para melhorar a capacidade de resposta rápida da agência.

A resolução adotada pelo conselho executivo da OMS pretende criar um quadro global de trabalhadores de saúde pública treinados para lidar com crises, estabelecer um fundo de emergência de US$ 100 milhões, que poderia ser aproveitado rapidamente, sem esperar por doações de países avançados para ir driblando a situação de crise, além de um compromisso da diretora-executiva de assegurar que os membros regionais da equipe sejam selecionados por sua experiência. As propostas devem ser aprovadas pelo órgão de Administração da agência, a Assembleia Mundial da Saúde, em maio.

Desde 6 de fevereiro, o ebola infectou mais de 22.000 pessoas e matou mais de 9.000, principalmente nos três países da África Ocidental da Guiné, Libéria e Serra Leoa, além de casos em outros países. O número de novos casos de ebola vinha caindo de forma constante nesses três países, mas recentemente pararam de cair pela primeira vez nesses três lugares, segundo o último relatório semanal da OMS. Eram 124 novos casos confirmados, acima dos 99 na semana anterior.

Margaret Chan, diretora-geral e pediatra de Hong Kong, que conseguiu seu emprego graças a pressão do governo chinês, falhou na resposta rápida quando o ebola apareceu pela primeira vez no oeste da África. Só depois que uma organização não governamental, os Médicos Sem Fronteiras, avisou repetidamente que a epidemia estava fora do controle e que o vírus tinha se espalhado para o populoso país vizinho da Nigéria, que Chan declarou o surto como uma preocupação internacional de emergência de saúde pública.

Mas o problema a longo prazo de financiamento adequado para a OMS vai continuar. Os cortes no orçamento reduziram a capacidade da agência de monitorar os surtos de ebola, mesmo antes de chegar na África Ocidental. Como a epidemia parece estar diminuindo na África Ocidental, o perigo é que a reforma perca força também.

 

Fontes:
The New York Times-Reform After the Ebola Debacle

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *