Transtorno afetivo bipolar

Onde encontrar tratamento?

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Saiba onde procurar ajuda especializada em algumas cidades brasileiras:

Rio de Janeiro

Ambulatório de transtorno bipolar (no CIPE antigo)

Instituto de Psiquiatria da UFRJ
Av. Venceslau Brás, 71 – Fundos – Botafogo
(terça-feira à tarde)

Porto Alegre

Clínica de Temperamento e Humor
Av. Iguaçu, 451/201 – Bairro Petrópolis

São Paulo

Centros de Assistência Psicossocial – CAPS


De volta ao topo comentários: (33)

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  1. marcos scheffer disse:

    Peço ajuda preciso achar um bom medico para fazer o tratamento de minha filha. Não suporto mais ver minha filha sofrer tanto fico pensando tem que existir um tratamento que ela possa viver melhor. ajudem uma mãe desesperada.

  2. PAULO S DA SILVEIRA disse:

    Peço ajuda a quem puder me orientar sobre algum grupo de autoajuda em minha cidade, pois tenho um filho com 23 anos de idade, sofrendo há tempo de transtorno bipolar, que mesmo tendo sofrido diversos danos, como por exemplo automutilação, tentativa de suicídio, baixa estima, falta de colegas entre outros problemas, não quer se tratar.
    Minha preocupação é que meu filho venha a cometer suicídio, pois diariamente alega que como não possui colega, namorada, e ainda, sentindo que as pessoas o rejeita, reclama que não está conseguindo mais suportar esta situação e irá tirar sua própria vida
    Agradeço se alguém puder me orientar nesta situação.

  3. márcio disse:

    Fiz psicanálise 7 anos, depois tratamento por 1 anos com psiquiatra. Meus diagnósticos foram de depressão. aComo li, o tratamento antidepressivo fez exarcebar a fase maníaca e fiz apologia a Hitler e contra o estado na internet. Aliado a desentendimentos no trabalho, me levaram a demissão. No meu trabalho atual, fui indiciado em comissão de sindicância que concluiu que eu deveria passar por laudo de sanidade mental, onde fui diagnosticado como bipolar.

  4. Renata de castro disse:

    gostaria muito da ajuda de todos vcs amo de mais meu marido e a pouco tempo descobrimos que ele tem transtorno afetivo bipolar quero ajuda de vcs para poder ajudar meu marido pois quero ve-lo bem e curado estarei sempre do lado dele nesse momento dificil principalmente quando ele vencer td isso acredito muito que nós venceremos juntos eu ele e nosso filho Junior.

  5. Pandora disse:

    Galera precisod e ajuda,
    Aopnde posso achar um bom profissional em Curitiba

  6. DEYSON MATTOS OU PAULO disse:

    BOM SOU DO ESTADO DE ESPIRITO SANTOS VIM AO RIO PROCURAR AJUDA PATA MEU TRASTORNO ALIMENTAR ESTOU EMAGRECENO A CADA DIA FIZ EXAMES ONDE FICOU COMPROVADO ESTA DOENÇA JA PROCUREI VARIOS HOSPITAIS AQUI NO RIO SEMPRE ME RESPONDE TEMOS LISTA DE ESPERA OU ESTAMOS SUSPENÇO NO MOMENTO E NA REDE PARTICULAR A CONSULTA ESTA ENTRE 250 E 600 REAIS SE TIVER ALGUEM AFIM DE ME HORIENTAR MEUS CONTATOS TEL.26164378 OU 93344548 EMAIL.P.DE.FERREIRA@HOTMAIL.COM FALAR COM PAULO

  7. Ribeiro disse:

    Excelente matéria , minha esposa tem esse problema e gostaria de saber de filmes que abordam o assunto. Um livro bom é Transtorno bipolar o que é preciso saber.

  8. Meneleu Lins disse:

    Parabéns pela qualidade do matérias, sejam reportagem, entrevista ou artigo, e muito obrigado por divulgarem as questões de saúde, especialmente no caso do transtorno bipolar. Sou militante na divulgação de informações sobre o tema, pois sou portador, consigui me auto diagnosticar; hoje faço medicação de manutenção e levou uma vida, saudável, produtiva e feliz, por isso trabalho dioturnamente ajudando pessoas. O número de alcoólicos por causa do TBP é enorme e muitos estão cometendo suicídio consciete ao ingerir bebebidas sabendo lhes levará a óbito.

  9. Alexandre disse:

    Boa noite! minha esposa tem transtorno Bi polar e gostaria de saber onde há clinicas gratuitas para internação. Esta semana ela já tentou por 2 vezes o suicídio!
    obrigado Alexandre
    meu email é alexandre.mairro@hotmail.com

  10. gisele disse:

    otima reportagem ajudou a esclarecer minhas duvidas

  11. Glória Drummond disse:

    Tudo indica que uma depessão endógena faz parte da carga genética da minha família. Sofri moderadamente com isto ao entrar na adolescência e depois de forma terrível ao sair das prisões políticas da ditadura e suas consequências.
    Ao lidar com os meus documentos e lembranças sepultadas no inconsciente, em 2003, para requerer meus direitos junto à Comissão de Anistia, entrei em crise – depressão, ansiedade, pânico – até 2008, quando venci a minha particular descida aos porões das lembranças.

    Hoje estou melhor, após tratamento com psiquiatra e terapeuta. Também procurei banir, com todas as forças, o tal "charme" que a depressão confere aos diferenciados que vão desaguar num dos deltas da Arte. Entendi que , como a tuberculose matou muitos gênios no fim do séc. XIX e início do XX, agora é a vez da depressão.

    Ela tem a ver com esta obrigação de ser poderoso(a), ter sucesso, consum ir e consumir, a estrutura da vida urbana, o excesso de informação,participação virtual , de estar sendo espionado,dirigido, tudo isto age como acionadores do gatilho das doenças mentais mais em voga.

    UM retorno à espiritualidade ( não àquela religiosidade falida ), ao contato com o próprio corpo,natureza, técnicas de meditação, respiração, exercícios,alimentação ajudam muito.

    Cheguei quase ao transtorno bipolar. Hoje enfrento raras crises de pânico e tenho absoluta certeza que, num,futuro muito próximo, enfrentarei apenas depressões circunstanciais.

    Sobretudo é preciso desprogramar-se, conhecer os gatilhos que acionam as crises e querer livrar-se deste doloroso "charme". Uma boa dose de autoconhecimento ajuda muito, assim como mudanças de paradigmas, perda de expectativas exageradas etc..

  12. Rose disse:

    Tenho Transtorno Bipolar, agora estou ótima, faço tratamento à mais de um ano.Considero muito importante o acompanhamento de um médico.Levo uma vida normal,cuido de minha mãe com 83 anos,estou fazendo um curso de especialização na área que sou formada,e pratico esportes que é essencial para saúde física e mental,líbera serotonina, isto foi indicação médica.
    Tenho acompanhado as informações deste site são ótimas.Tenho a mesma dúvida da questão levantada pela Guida em 27/12/2008.Se portadores do transtorno bipolar tem direito a receber pensão dos pais em caso de falecimento dos mesmos.

  13. GUIDA disse:

    sOU BIPOLAR E AGRADEÇO AS INFORMAÇÕES QUE LI AQUI, MAS PRECISO SABER SE O BIPOLAR TEM DIREITO A RECEBER PENSÃO DOS PAIS EM CASO DE FALECIMENTO DOS MESMOS.

  14. Heloisa disse:

    Oi, eu descobri faz duas semanas que sou bipolar. Durante toda a minha adolescencia sempre me disseram que eu era uma pessoa muito exagerada, mas nunca levei a sério, pois é dificil uma adolescente não ser…. Sempre tive dificuldade em manter o peso e isso me abalava muito. No final do ano passado fiz um tratamento pra emagrecer, me senti linda mas tudo foi muito além do normal, me sentia melhor do que qualquer pessoa, comecei a ir em uma igreja evangélica, porque queria mudar de vida, mas a minha entrega foi exagerada também, em uma semana eu só falava nisso, comprei dezenas de livros, me aprofundei, e depois de um mês eu comecei a fazer planos de trabalhos muito além do que eu poderia devido a minha experiência, me arrisquei demais, oferecia propostas de trabalhos absurdas… Fiz uma arceria com uma pessoa da igreja que nunca teve experiência com isso e que foi no meu embalo.

    Depois de um tempo eu comecei a perceber que eu não tinha esses "poderes divinos" de conseguir qualquer coisa, que eu tinha limitações sim, e que eu estava extremamente ingênua em acreditar em tudo isso e me deixar levar. E aos poucos as consequências de toda essa empolgação foram aparecendo, e eu fui percebendo e murchando, eu dormia bastante, mas chegava na faculdade com cara de sono, cabelo desarrumado, todo mundo me perguntava o que eu tinha…. Foi quando eu não conseguia mais ter força nem pra falar direito, só chorava que eu fui procurar um médico.

    Agora estou fazendo terapia e está sendo ótimo, estou conseguindo me controlar, e estou descobrindo muita coisa de mim, no entanto ainda me sinto perdida e com medo do futuro, será que vou ter uma vida normal? Casar, ser uma boa mãe, uma boa profissional?

    É difícil…..

  15. margarida maria disse:

    Estou extremamente triste. Acabo de saber que meu filho de 28 anos é bipolar saí do consultorio da psicologa, completamente arrasada.Ele esta no estado crítico da doença.e eu estou com medo de perde-lo.Estou com sentimento de culpa e nao sei o que faser. Estou começando agora a me enformar sobre o problema atraves deste site.Meu coraçao esta apertado.Se alguem quiser me ad, guidadeoliveira@hotmail.com Deus nos ajude.

  16. Paula disse:

    Nara,

    Compartilho consigo essa mesma patologia, porém procurei tratamento em todos os lugares possíveis e impossíveis, mesmo escutando de minha família que tudo isso era preguiça e frescura.
    Tenho 34 anos, e sou bipolar desde os 18 anos. Sempre me tratando com psiquiatras e psicólogos.
    Em minha internação no Instituto Américo Bairral, meu caso foi enviado para estudo na UNICAMP, onde entre diversas patologias, possuo Síndrome de pânico, T. Bipolar, Depressão aguda, comorbidade mórbida, etc…
    Tomava o Cloridrato de Sertralina para a depresão e o Trileptal para o T. Bipolar entre outros medicamentos. Foi constatado em estudo que o efeito do anti-depressivo (Cloridrato de Sertralina) anulava o efeito do (Trileptal) para T. Bipolar e vice-versa.
    Descobriram então que eu não possuía depressão. Ela era somente confundida com a fase ruim do T. Bipolar. Após a retirada do anti-depressivo, minha vida mudou completamente.
    Sou grata ao Dr. Sérgio A. M. dos Santos de Itapira que tão atenciosamente cuidou de meu caso e hoje me sinto curada, apesar de possuir ainda o T. bipolar.
    Também já tentei o suicídio, fiquei três anos deitada em uma cama, e tudo o que se possa imaginar.
    O que é funamental é o acompanhamento quinzenal (se possível) de um psiquiatra, e semanal (2x) por um psicólogo. Sou privilegiada pois conto ainda com psicólogo de plantão 24 horas por dia pela empresa em que me encontro afastada há 4 anos e 6 meses.
    Acredite acima de tudo em Deus, e depois somente em VOCÊ!!!
    SOMENTE ASSIM ENCONTREI A PAZ.
    DESEJO-LHE UMA PRONTA RECUPERAÇÃO.
    BEIJOS,
    PAULA.

  17. Cristiane R. Miranda disse:

    Eu desde os meus 13 anos de idade sofria com transtorno bipolar.Só que naquela época minha mãe levava no posto de saúde e a piscóloga dizia que não tinha nada.Naquela época a medicina não tinha o avanço que tem hoje.
    Depois com 20 anos de idade tive de novo. O médico dizia que era maníaca depressão me passou lítio,mas como eu engravidei dei uma melhorada larguei os medicamentos,quando a minha filha fez 10 anos ,caí numa depressão que eu tive que tomar targia preta.Fui ao pisquiatra além de passar calmante ele me passou anti-depressivo,só que eu não sentia melhora,foi quando ele descobriu que tinha bipolar.Hoje não deixo de tomar lítio,sei que vou ter que tomar a vida inteira.
    Cuido de meus pais que são doentes e levo uma vida totalmente normal,graças a Deus e a meu médico.

  18. gisele lopes disse:

    Eu tenho muita tristeza em falar dese problema. Minha Mãe é Bipolar, desde que eu vim ao mundo. cuido dele e até hoje sinto falta dos conselhos que toda Filha gostaria de receber de uma Mãe. Hoje tenho 38 anos ,e ao longo desses anos eu vi minha Mãe várias vezes internada em centro Psiquiatricos , pois as vezes ela perde total noçaõ doque é certo e errado. Eu A Amo muito e sofro por ela.Mas nunca a deixarei, cuidarei dela até o fim dos meus dias. Peço a Deus por todos que tem esse problema em sua casa. Pois sei que é muito triste.

  19. gisele lopes disse:

    Eu tenho muita tristeza em falar dese problema. Minha Mãe é Bipolar, desde que eu vim ao mundo. cuido dele e até hoje sinto falta dos conselhos que toda Filha gostaria de receber de uma Mãe. Hoje tenho 38 anos ,e ao longo desses anos eu vi minha Mãe várias vezes internada em centro Psiquiatricos , pois as vezes ela perde total noçaõ doque é certo e errado. Eu A Amo muito e sofro por ela.Mas nunca a deixarei, cuidarei dela até o fim dos meus dias. Peço a Deus por todos que tem esse problema em sua casa. Pois sei que é muito triste.

  20. kelen disse:

    Sou filha de uma bipolar. É difícil conviver com a doença pois ela nos confudi com a normalidade e acabamos fazendo julgamentos errõneos. Não sei quando minha mãe está boa ou não, é muito confuso, agora penso que pode estar na fase depressiva e ao mesmo tempo pode ser uma indisposição pela rotina da vida dela. Minha mae faz tratamento apenas com medicação, melhorou muito mesmo, mas ainda sinto que não é a minha mae de antes, animada, disposta, com iniciativa de fazer as atividades do dia a dia. Minha dúvida é saber se a pessoa bipolar pode voltar ao normal um dia!

  21. kelen disse:

    Sou filha de uma bipolar. É difícil conviver com a doença pois ela nos confudi com a normalidade e acabamos fazendo julgamentos errõneos. Não sei quando minha mãe está boa ou não, é muito confuso, agora penso que pode estar na fase depressiva e ao mesmo tempo pode ser uma indisposição pela rotina da vida dela. Minha mae faz tratamento apenas com medicação, melhorou muito mesmo, mas ainda sinto que não é a minha mae de antes, animada, disposta, com iniciativa de fazer as atividades do dia a dia. Minha dúvida é saber se a pessoa bipolar pode voltar ao normal um dia!

  22. Maria Júlia disse:

    "Parece que toda pessoa que tem o transtorno acha que aqueles que estão ao redor têm que entender e conviver pacificamente.

    Foi esse trecho, extraído de um dos depoimentos anteriores, que me levou a escrever o seguinte relato:
    Tenho 47 anos, comecei a sentir uma mistura de medo e tristeza repentina e, também, dificuldade para dormir aos 15 anos. Passava por esses episódios calada e minha família nunca percebeu nada. Aos 18, em decorrência da aprovação em um concurso público, mudei-me para longe (cerca de 3.000 km de distância)e passei a viver afastada dos familiares. Meus sintomas aumentaram e eu passei a sentir uma angústia muito forte e com muita freqüência. Na época, tinha um excelente plano de saúde, mas, sozinha, eu não conseguia entender que precisava de ajuda médica . Passei, então a me automedicar com remédios vendidos, naquele tempo, sem receita: existia até propaganda de alguns deles na TV. Mas nada resolvia. Sentia uma tristeza muito grande, um vazio enorme que parecia ir além do meu físico, era como se alcançasse minha alma também. Aos 22 anos, grávida, comecei a ter pensamentos negativos em relação à vida. Viver doía muito. Pensava em suicídio e, ao mesmo tempo, achava que Deus havia me enviado a criança que estava gerando para me segurar aqui. Continuava sofrendo calada. Pensava demais, mas não falava sobre o que sentia e pensava com ninguém. Aos 23, após o parto, os sintomas se agravaram e eu continuei sem dizer nada e, ainda, a não perceber que eu precisava de tratamento médico. Por volta dos 25, consultei-me uma única vez com um neurologista, queixando-me de extrema irritabilidade com o excesso de barulho no local de trabalho. Sem me dizer uma única palavra, ele rabiscou o nome de um remédio e me entregou a receita, falando ao telefone. Comprei, tomei, percebi que era forte demais, parti o comprimido e ajustei a dosagem sozinha. Nunca mais consegui ficar sem esse medicamento, tomo-o até hoje, aumentando a dosagem de tempos em tempos. Aos 27, grávida pela segunda vez, fui a um psiquiatra pela primeira vez. Havia, finalmente, entendido que necessitava de acompanhamento médico. Essa conclusão também foi solitária. Apesar de os sintomas terem se agravado e se tornado perceptíveis, nem marido nem família deu conta da gravidade do meu problema.
    Bem, meu diagnóstico foi depressão. Daí em diante, além do ansiolítico, passei
    a me tratar com antidepressivos e alguns períodos de psicoterapia também. Ao longo dos anos, fui mudando de médico e de antidepressívos, apenas o ansiolítico permanece o mesmo há mais de 20 anos.
    Uma vez diagnosticada, passei a ler muito sobre depressão e a repassar tudo o que lia para meu marido e meus filhos. Sabia que o sofrimento não era apenas meu. Sentia-me muito culpada pelo transtorno que causava e tinha uma necessidade enorme de que eles entendessem que eu não era daquele jeito por vontade própria.
    O fato é que até hoje, aos 47 anos, percebo que, embora se esforcem, nenhum deles consegue entender de fato essa doença fantasma que não aparece em nenhum tipo de exame.
    Pesquisando e refletindo sobre meu comportamento, desconfiei de que era bipolar. Falei dessa desconfiança para o psiquiatra que me acompanha há mais de 6 anos e, só então, ele concluiu que minha desconfiança era verdadeira: sou realmente bipolar. Nas fases de mania não apresento sintomas de euforia exacerbada como o artigo menciona, meu descontrole é voltado para a impaciência, o estresse, a irritabilidade que vão aumentando até culminar numa explosão nervosa que é imediatamente seguida de uma fase depressiva.
    Tentei suicídio uma única vez, já depois dos 40 anos, e, embora continue tendo assaltos de pensamentos que levam a crer que a morte é a melhor solução tanto para mim quanto para os que comigo convivem, espero não passar por uma segunda tentativa.
    Com o tempo, a gente entende que sofre de uma doença muito estranha e incurável, mas jamais nos acostumamos e passamos a gostar de sermos assim.

    Por isso, vou transcrever novamente o trecho que tanto me chocou, na esperança de que haja uma reflexão mais profunda que resulte em uma reavaliação de ambas as partes, ou seja, de quem é bipolar e de todos os que convivem com bipolares.

    "Enquanto eles sofrem, fazem sofrer, roubam do outro a paz, a alegria. Mas eu aprendi muito com tudo que passei, agora sei que posso ser feliz apesar de tudo e aprendi a me proteger, a me cuidar."

    Que todos os sofredores possam ser protegidos e cuidados pelo Criador de todos nós.

  23. heloneida disse:

    Quero saber sobre essa doença, pois tenho um irmão bipolar e eu q cuido dele.

  24. helena disse:

    Eu sou bipolar, já sofri muito, principalmente quando desconhecia o meu problema,fiz tratamento e parei por duas vezes por achar que era besteira, que os profissionais não tinham capacidade para me ajudar. Então quase cheguei no fundo do poço. Ai quando vi meu casamento afundando olhei nos olhos de minha filha e desejei que a vida dela fosse melhor do que a minha, e que meu esposo que é um dom de Deus não merecia sofrer por algo que ele mesmo sabe o que é.Busquei numa atitude quase desesperada ajuda." mais uma vez". Eu atualmente, participo de um grupo de auto ajuda, faço tratamento, e leio bastante sobre meu problema, me informo e converso com pessoas que podem me ajudar. Procuro não me isolar.Não é necessário que todos saibam do meu problema, mas é vital termos pessoas amigas que possam nos escutar quando precisamos. Acreditar em profissionais competentes, e principalmente partilhar com outros que sofrem como nós nossas vitórias.Choro quando estou triste… rio quando estou feliz, procuro viver com meu problema com coragem,sem culpa, lutando… como muitos que lutam por sobrevivência… sou no fundo feliz…Quero viver uns 100 anos.

  25. Edilene disse:

    Desejo que a minha história ajude outras pessoas e possa mostrar o lado de quem convive com um "bipolar". Me casei há 13 anos atrás e não sabíamos da doença, ele já apresentava os sintomas há 10 anos. Nunca buscou se conhecer e nem procurou ajuda profissional para saber o que tinha e o que fazer na época. Só depois de 5 anos de casamento é que foi diagnosticado. Além de bipolar sofre de compulsão alimentar e se tornou obeso mórbido, fez uma cirurgia bariátrica. Junto com a doença, veio uma série de problemas em conseqüência da auto-medicação, e de não se cuidar. Hoje com 41 anos, ele desenvolveu a fibromialgia, continua com complusão alimentar, não tem controle com dinheiro e se tornou hipocôndríaco. Não consigo ajudar, já me machuquei demais e preciso cuidar de mim e de nossos 2 filhos. Parece que toda pessoa que tem o transtorno acha que aqueles que estão ao redor têm que entender e conviver pacificamente. Enquanto eles sofrem, fazem sofrer, roubam do outro a paz, a alegria. Mas eu aprendi muito com tudo que passei, agora sei que posso ser feliz apesar de tudo e aprendi a me proteger, a me cuidar.

  26. emilio disse:

    Esse transtorno bipolar é um rótulo ingrato que a ciência ainda engatinha pra compreender e pra piorar as coisas tem gente que ainda acrescenta um “afetivo” que definitivamente é discriminatório. Virão décadas e as doenças psíquicas tendem a se ampliar e se diversificar e acho que não haverá “normal” que não tenha sua fase de perturbação, o que hj chamamos de doença e discriminamos mesmo sem querer.

  27. Antonio da CRUZ disse:

    Normalidade?
    O que é ser normal?

    O que é estar normal?

    Será que é aceitar tudo o que a maioria aceita sem reclamar, sem agir?

    Será que é ser comportado, limitado, rotineiro, dopado, padronizado?

    Será que é viver sem incomodar os "normais"?

    Será que é falar o que os normais gostam de ouvir?

    Será que é ser certinho e pagar o PSIQUIATRA pontualmente?

    Já que não sou NORMAL, sou essa metamorfose ambulante, aprendiz de maluco beleza, vivo ouvindo as vozes que flutuam no ar…
    Escrevendo o que poucos entendem e fazendo o que gosto de fazer e sei fazer bem feito… Prefiro tirar a gravata, andar descalço, cheirar uma flor, escrever poemas, ouvir os pássaros livres, ver o que poucos veem, sentir o que poucos sentem, viver minha vida NATURALMENTE, sendo quem sou… Desta forma sou FELIZ.

    "Só um louco compreende o outro"

  28. Gunter Eduardo Stefan disse:

    Vejo o transtorno como uma doença como qualquer outra. É causada por deficiência de produção de uma substância química no cérebro. Me corrijam se eu estiver errado. Se estiver, prefiro pensar que estou certo, porque não me vejo como um louco. Acho que com a medicação que tomo sou uma pessoa normal. Às vezes acontece de eu ter pensamentos que me causam receio, por causa de acontecimentos que eu não consigo entender porquê acontecem, é difícil de explicar. Procuro então mudar a linha de pensamento. Passei por algumas crises, em algumas estava bem "fora da casinha", não conseguia dormir, com idéias fixas em coisas irreais, vendo coisas que hoje compreendo que não tem fundamento, agindo de forma totalmente irracional. Se não tivesse acompanhamento médico não sei o que poderia acontecer. Acho que não conseguiria sozinho superar o problema. Tive apoio total da minha família, isso também foi muito importante.
    Hoje tomo a medicação, me sinto perfeitamente bem, consigo fazer meu trabalho e confio plenamente no meu psiquiatra, se tiver algum problema relacionado com a doença recorro a ele. Acho que é por aí. Até ajustar a minha medicação levei muito tempo. Estava durante cinco anos tomando remédios para depressão antes de ter o diagnóstico do transtorno bipolar. Acho que estava meio dopado durante esse tempo. Depois que descobri que era tbh me senti muito melhor. A partir daí li muito sobre o problema, frequentei uma associação no hospital de clínicas de Porto Alegre (Stabilitas) e compreendi que é um problema de muitas outras pessoas também. Passei a me sentir um pouco mais "normal". Fui na prefeitura e pedi auxílio do estado, ganho hoje meus remédios e sei que terei que usá-los provavelmente para sempre. Não uso mais álcool, não fumo. Fora isso minha vida é como havia sido antes da doença se manifestar. Espero que isso seja possível para todos que tem o transtorno. Aconselho a procurar um psiquiatra, os hospitais públicos também tem serviços gratuitos. E sempre tomar a medicação certinho, sem usar de auto-medicação, porque o que pode ser bom para uma pessoa pode não ser para outra, cada caso é um caso, e só um profissional que poderá determinar isso. Procurar ter uma vida mais regrada, dormir bastante, sempre nos mesmos horários, na medida do possível. Um abraço, agradeço a oportunidade de poder dar minha opinião e espero que seja útil para mais alguém.

  29. Adriana Regueira disse:

    Foi muito bom conhecer este site,pois estou tirando dúvidas e conhecendo mais sobre esta doença que é quase q totalmente desconhecida da maioria das pessoa. Vivi uma grande luta para sobrevive-la, pois já tentei suicídio, mais agora ainda estou me sentindo muito vulnerável porém estou tendo uma força que vem de Deus (independente de religião) que me motiva a seguir o meu tratamento com o meu psiquiatra q é o Dr. Cícero (meu anjo da guarda) e com e essa força interior.
    Obrigada, e mantenham contato e para todos q pasam pelo mesmo q eu acreditem o 1° paso da melhora ou ¨cura¨é aceita que esta com problema e procurar ajuda e asim superar o preconceito.
    Fiquem na PAZ.

  30. eraldo machado disse:

    no final das contas eu acabei sozinho ,,tendo q enfrentar os 2 eraldos q vivem dentro de mim .,,felismente para a familia a fase depressiva e melhor de lidar pois nos tornamos plantas vegetativas ,q so comemos e bebemos ,independente de nossa vonade de estar assim ,para as pessoas proximas a preocupa~çao aumenta ,quando nos tornamos euforicos ,pois mudadamos completemente,de uma pessoa semi morta ,passamos a ser um ser altamente incomodo ,pela nossa capacidade de reaçao.,tomamamos atitudes que a maiores das pessoas que se dizem normais ,,precisam de algo mais em sua mente ,,como por exemplo uma droga fatal que se chama alcool ,,mas que e conhecida apenas como uma cervejinha ,,uma dose ,,,bem eu apos 18 nos de casmento minha ex nao suportou minhas variaçoes de humor e por vontade propria acbei saindo de casa,,e e logico que nao fiu parar na casa de nenhum parente ,,irmao ou coisa parecida,,foi uma pessoa amiga que me acolheu..isso faz apenas 3 semanas …estou totamente perdido,,meu mundo desabou,,,sei que meu casamento nao ia bem ,e tambem tenho certeza qe nao havia mais amor entre nos ,mas esperava dela um pouco mais de compreeçao…infelizmente nao houve ,,ela foi curte e grossa ,,,nao te quero mais por causa deste teu tmperamento explosivo…nada foi levado em conta ,,todo passado de boas açoes que eu fiz foi esquecido…apesar deste meu temperamento ..eu sou um homem que nao deseja o mal ..tenho meus principios,,que sao desde trabalho ,caridade,,e perdao,,nesse momento apenas o que se sobresaiu foi a questao de eu ter uma doença …que apesar de nao ser tao seria ,,mas que atrapalha muito o convivel social,nao me acho uma vitima e ne gosto que sintampena de mim ,,pois o verdadeiro amigo nao sente pena ele ajudaaaaa…tomo medicaçoes receitadas por um psiquiatra que me atende no C.A .P .S [centro de atençao psico social]faço aculputura e massoterapia,,mesmo assim sou muito agitado,,estou sempre com pressa,me emtriteço facil e brnco com as poessoas ,,tem um dom de levar a alegria onde o ambiente as vezes esta m pouco tenso….bem acho q ja falei demais ,,estou as ordens,,

  31. Ana Paula Ferreira disse:

    A bipolaridade surgi a partir dos 18 anos , comigo surgiu nessa faixa etaria ,desde os 15 me medicava com um estabilizador de humor, mas não sabia a doença.Com 18 anos passei por muitas coisas:perca de emprego, namoro,familia e outros.Fiquei muito agitada,falava demais e nao dormia , foi quando minha tia resolveu me levar ao psiquiatra dela.Foi diagnosticado o transtorno bipolar,fui medicada e quase hospitalizada por causa das crises depressivas seguidas de euforia sem explicação.Continuo me tratando, é dificil pois sou muito eletrica e a fase depressiva é o pior momento da vida de um bipolar,é qdo vc basicamente esta sem pilha ou bateria descarregada, sem forças pra lutar e viver.Graças a Deus estou lidando com esse problema , minha familia sempre esteve comigo e confio muito em Deus, o q me ajuda a enfrentar a doença é a força q vem deles.E sem contar do meu psiquiatra e amigos.Os medicamentos é essencial na recuperaçao e estabilidade minha, mas lutarei sempre e quem passa por isso também conseguirá lutar e vencer!

  32. sandra marcia silva disse:

    sofri muitos anos com isso ,indo a medicos mas so me diziam que era depressao ate que a um ano realmente descobri o que eu tenho .que e transtorno bipolar de humor.e fibromialgia,tomei varias medicaçoes ate acertar .atualmente tomo dois tipos de antidepressivos, e uso carbolitium,mas mesmo assim as vezes ele quer voltar
    ,mas vou ao psiquiatra a cada 15 dias,e estou bem melhor o ruim da doença e que as pessoas a tua volta nao entendem ,acham que e falta de vontade da gente de melhorar. so quem tem a doença ou os medicos pra nos ajudar.mas ainda bem que tem controle senao estariamos perdidos
    .ate hoje muito dos meus parentes e amigos acham bobagem.que a pessoa tem que se ajudar,mas infelismente nao e so isso.Erealmente uma doença e como tal tem que ser tratada.

  33. Daniel Moura Mattos disse:

    O transtorno afetivo bipolar, também chamado de transtorno bipolar do humor, gera sérios problemas na estabilidade emocional do indivíduo. Geralmente o paciente decide se tratar pelo advento de surtos maníacos- psicóticos. Tais surtos se dão pela incapacidade do indivíduo na adequação social o que em muitos casos os leva a internações. Muitas das vezes existe um estopim para o surto, através de questões onde não existe uma saída racional para lidar com a situação. Paixões em desengano, Idéias que não encontram um interlocutor com argumentações satisfatórias, sim nós nos apaixonamos por idéias. O homem é um ser social, que busca na interação se integrar socialmente. Mas quando essa interação se torna comprometida, o indivíduo vira uma ilha, se isola. A solidão faz com que o mundo exterior tenha menos atrativos que o mundo interior. Mas a viagem para esse mundo, que é um mundo ideal, mas não o mundo real, torna as atitudes do indivíduo anti-sociais. Idéias fixas costumam permear os surtos, idéias que não conseguem encontrar no mundo real reverberação. E isso gera angústia, gera tormento, gera alienação. E para aliviar essa dor o suicídio as vezes parece a única saída. É um momento intenso na vida de um indivíduo com escolhas cruciais. Ou tudo ou nada, o transtorno afetivo bipolar é feito de radicalismos, é extremo e intenso, e quem se trata busca adquirir na vida uma maior flexibilidade