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Hábitos alimentares

Os britânicos à mesa

A Grã-Bretanha se tornou uma nação que se alimenta de fast food e comidas de micro-ondas, embora seja surpreendentemente sociável

Os britânicos à mesa
Atualmente, os britânicos comem fora muito mais do que costumavam (Reprodução/Economist)

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A crença de que os britânicos sobrevivem cada vez mais com base em comidas processadas, que não  cozinham e não comem à mesa é metade dolorosamente precisa e metade estranhamente equivocada.

O contraste entre as dietas domésticas de hoje em dia e de 1942, quando os registros confiáveis começaram, é certamente chocante. Em tempos de guerra as famílias comiam muito mais legumes e peixes e a metade da quantidade de biscoitos que é consumida hoje. Desde os anos 70 os britânicos reduziram drasticamente o seu consumo de legumes e passaram a recorrer a refeições prontas – especialmente aquelas compostas por carne – e lanches salgados. O consumo de frutas entre o quintil mais pobre dos domicílios caiu 12% desde 2001.

Os britânicos comem fora muito mais do que costumavam – o que quer dizer que suas dietas são ainda piores do que os dados sugerem. O britânico médio come apenas três gramas de legumes em restaurantes a cada semana. Quando janta fora, consome 44 gramas de batatas-fritas e 75 gramas de carne.

Mas se as preocupações em relação às mudanças nas dietas das pessoas são justificadas, o mesmo não pode ser dito do medo em relação ao declínio das refeições feitas na companhia de parentes. Uma pesquisa recente constatou que somente 20% daqueles que moram com outras pessoas haviam comido o seu jantar mais recente sozinho em casa, um dado que mudou pouco nas últimas duas décadas.

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia

Tradução: Eduardo Sá

Fontes:
The Economist-The British at table

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