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Saúde internacional

Pesquisadores estudam novamente risco de transmissão sexual do ebola

A partir de agora, os cientistas estão avisando aos sobreviventes do ebola para fazer sexo seguro indefinidamente

Pesquisadores estudam novamente risco de transmissão sexual do ebola
Mesmo que essa transmissão nunca seja confirmada e seja considerada rara, ela tem levantado preocupações devido ao impacto potencial em declarar que a epidemia acabou (Reprodução/CDC Flickr/Athalia Christie)

Preocupados com a transmissão sexual potencial do ebola, representantes da saúde internacional estão investigando novos relatos de casos suspeitos e começando um estudo para determinar com que frequência e por quanto tempo o vírus se mantém ativo no sêmen. E, a partir de agora, eles estão avisando aos sobreviventes do ebola para fazer sexo seguro indefinidamente.

Poucos casos possíveis de transmissão sexual vieram à tona durante o pico da epidemia na África Ocidental, mas pouco acompanhamento ocorreu em seguida. Agora, com as novas infecções diminuindo para cerca de três dúzias por semana nos três países afetados, os investigadores médicos estão focados em duas mulheres que morreram da doença no mês passado – uma na Libéria e outra em Serra Leoa.

As mulheres não tinham fatores de risco, mas elas tinham parceiros sexuais que sobreviveram ao ebola no ano passado, sugerindo que o vírus pode ficar ativo no sêmen por mais tempo do que os pesquisadores tinham detectado antes e que ele pode ser espalhado pela atividade sexual.

Nos últimos dias, os pesquisadores disseram que cientistas americanos e liberianos começaram a encontrar evidências genômicas que apoiam a tese da trasmissão sexual como a causa do caso da Libéria. Mesmo que essa transmissão nunca seja confirmada e seja considerada rara, ela tem levantado preocupações devido ao impacto potencial em declarar que a epidemia acabou.

Especialistas têm profundas preocupações sobre como proceder em pesquisa sem provocar uma reação contra os seus esforços ou sobre uma possível estigmatização dos sobreviventes.

“Há todos os problemas que temos visto durante HIV, no início, incluindo a confidencialidade, a dúvida sobre a família saber ou não”, disse Pierre Formenty, especialista em ebola na Organização Mundial de Saúde. “Nós subestimamos todo o esforço que vamos ter que fazer para este tipo de transmissão”.

Fontes:
The New York Times-Ebola Researchers Take New Look at Risk of Sexual Transmission

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