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RANKING NACIONAL

Quatro municípios atingem nota máxima de saneamento

Ranking aponta que apenas quatro municípios – todos em São Paulo – conseguiram universalizar os serviços de água, esgoto e coleta de resíduos sólidos

Quatro municípios atingem nota máxima de saneamento
Maioria dos municípios ficaram nas categorias mais baixas do ranking (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Apenas quatro municípios brasileiros atingiram a nota máxima do ranking de saneamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), divulgado nesta quarta-feira, 13. Todos os municípios ficam no estado de São Paulo.

As cidades de Santa Fé do Sul e Uchoa, consideradas de pequeno ou médio porte – com até 100 mil habitantes; e São Caetano do Sul e Piracicaba, consideradas de grande porte – com mais de 100 mil habitantes -, foram as únicas que alcançaram 100% da nota em todos os quesitos do ranking.

Para a classificação, são avaliados o abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e destinação adequada de resíduos sólidos de cada uma das cidades.

Se avaliadas as capitais dos estados, a única cidade a estar na classificação “rumo à universalização” – a mais alta do ranking – é Curitiba (PR), somando 499,99 de um total de 500 – o único quesito que o município não alcançou a nota máxima foi em coleta de esgoto, no qual alcançou 99,99.

Por outro lado, a cidade de Porto Velho (RO) foi a capital com a nota mais baixa do ranking, somando apenas 137,33, quase 100 pontos a menos do que a penúltima colocada Teresina (PI). Devido à baixa classificação, Porto Velho foi considerada a única capital a estar na categoria “primeiros passos para a universalização”, o mais baixo de quatro grupos.

Ao todo, foram avaliados 1.894 municípios de todo o território nacional, o que representa 34% de todas as cidades brasileiras e 67% de toda a população do país. Dos quase 2 mil municípios, apenas 80 ficaram na categoria “rumo à universalização”. Enquanto isso, nas categorias mais baixas – “primeiros passos para a universalização” e “empenho para a universalização” – estão 1.613 cidades.

O maior problema encontrado entre os municípios com mais de 100 mil habitantes que estão na categoria mais baixa do ranking diz respeito à falta de destinação adequada para resíduos sólidos. Das grandes cidades desta categoria, apenas 0,11% contam com destinação adequada.

Os dados para as avaliações são coletados pelo Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS). Ao todo, 66% dos municípios brasileiros não entraram no ranking. O principal motivo foi a falta de serviços de esgoto, já que mais da metade das cidades que ficaram de fora não apresentaram dados a respeito.

Problemas de saúde

“A sociedade brasileira precisa entender que saneamento é saúde. Somente com este entendimento a população poderá identificar políticos que estejam comprometidos com esta questão e cobrar das autoridades a melhoria dos serviços. O saneamento tem impacto direto na vida de todas as pessoas e precisa ser prioridade na agenda dos governantes, dos legisladores e da sociedade em geral”, afirmou o presidente nacional da Abes, Roberval Tavares de Souza.

Segundo o ranking, 88% das mortes por diarreia – a segunda maior causa de morte em crianças com menos de cinco anos – são causadas devido à falta de saneamento adequado e higiene. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 94% dos casos de diarreia no mundo são devido à falta de acesso à água potável e ao saneamento inadequado.

 

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