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Saúde

Relação entre consumo de adoçantes e doenças não é consenso entre cientistas

Em 1996, um estudo científico sugeriu que o aumento de casos de tumores cerebrais no mundo estaria ligado ao crescente consumo do aspartame

Relação entre consumo de adoçantes e doenças não é consenso entre cientistas
A grande novidade é a estévia, planta nativa do Brasil e do Paraguai que é usada como planta medicinal há séculos (Reprodução/Science Photo Library)

Os alimentos diet e adoçantes são uma opção para pessoas que querem reduzir a ingestão de açúcar. Mas a segurança desses produtos vem sendo questionada e testada há anos por cientistas. Algumas pesquisas apontam relações entre o consumo dessas substâncias e o surgimento de doenças mas o único consenso entre os pesquisadores é que ainda é muito cedo para condenar ou não essas substâncias.

O aspartame é um adoçante artificial muito conhecido e alvo constante de críticas. Em 1996, um estudo científico sugeriu que o aumento nos casos de tumores cerebrais no mundo estaria ligado ao crescente consumo do aspartame. Outros tipos de câncer também já foram relacionados ao consumo do adoçante.

O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos conduziu um teste com quase 500 mil voluntários. Os resultados, publicados em 2006, não encontraram nenhum aumento no risco de câncer no cérebro, leucemia ou linfoma em pessoas que consumiam aspartame regularmente. Segundo cientistas, o consumo diário de 40 mg por cada quilo do peso corporal da pessoa é seguro.

Outro adoçante, o xilitol, presente em balas sem açúcar, é um tipo de carboidrato que, se consumido em excesso, pode provocar diarreia. Mas também existem indícios que esse adoçante neutraliza a acidez da placa bacteriana sobre os dentes, ajudando na prevenção à cárie.

A grande novidade é a estévia, planta nativa do Brasil e do Paraguai que é usada como planta medicinal há séculos. Sem calorias e 300 vezes mais doce que o açúcar, ela é misturada por alguns fabricantes de alimentos a adoçantes artificiais. O motivo seria o leve gosto de anis que não agrada alguns consumidores.

Um estudo realizado pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos concluiu que a estévia não provoca câncer e não é tóxica. Por outro lado, a agência europeia não encontrou provas de que a planta ajude na perda ou manutenção de peso.

Outra dúvida que ainda está sem resposta é se o consumo de adoçantes pode estimular o corpo a liberar insulina em excesso. Isso aconteceria porque o cérebro registra o sabor doce, mas não recebe a dose de açúcar esperada.

Fontes:
BBC-Adoçantes fazem realmente mal à saúde?

2 Opiniões

  1. Hugo Leonardo Filho disse:

    Há pessoas que fumam e não tem cancer no pulmão, bebem e não tem cirrose, tem aids e não morrem; e há os que morrem de gripes e resfriados. A doença é algo difícil de explicar.

  2. olbe disse:

    E os diabéticos que necessitam deste ” açúcar” como ficam?

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