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SAÚDE

Sociedades médicas se unem por vacinação

Cobertura vacinal contra sarampo e poliomielite está baixa. Em agosto, será lançada a Campanha Nacional de Vacinação contra as doenças

Sociedades médicas se unem por vacinação
Já foram registrados mais de 800 casos de sarampo no Brasil (Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil)

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As sociedades médicas estão se unindo para alavancar a cobertura vacinal em todo o Brasil – que está em baixa e ameaça a saúde nacional. Na última quinta-feira, 26, as Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP), de Imunizações (SBIm) e Infectologia (SBI) fizeram um manifesto para alertar a população sobre a importância da vacinação.

A principal ação vai acontecer entre os dias 6 e 31 de agosto, período da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo. A iniciativa vai ocorrer em todos os estados do Brasil com o objetivo de reforçar a imunização. De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, a vacinação é “a melhor ferramenta na promoção e manutenção da saúde da população brasileira”.

Atualmente, doenças que antes estavam extintas no Brasil ameaçam voltar. A poliomielite, por enquanto, é apenas uma ameaça, mas o sarampo já se tornou uma realidade. Até o último dia 17 de julho, o Ministério da Saúde confirmou 519 casos no Amazonas, 272 em Roraima, 14 no Rio de Janeiro, 13 no Rio Grande do Sul, dois no Pará e um em São Paulo e Rondônia. Quase 4 mil casos ainda estão sob análise.

Até o momento, os surtos de sarampo são todos de casos “importados”, ou seja, vieram de outros países. Segundo o Ministério da Saúde, em todos os que contraíram a doença foi notado o genótipo D8, que é o mesmo que circula na Venezuela.

No entanto, caso a adesão da população à cobertura vacinal não seja aprimorada, a doença pode se tornar mais forte no Brasil – em 2016, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu o certificado de eliminação do vírus para o país. Agora, o Brasil emprega esforços para manter o certificado.

“As coberturas vacinais são heterogêneas no Brasil, podendo levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando, assim, a reintrodução do poliovírus e do sarampo. O recente surto no país, em Roraima e Manaus, evidencia nossas inadequadas coberturas vacinais e a urgente necessidade de melhoria dessas taxas”, explicou Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

A cobertura vacinal contra o sarampo está abaixo da meta em todo o território nacional. Já em 312 municípios, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite, fazendo com que o Ministério da Saúde ligasse o sinal de alerta.

O Brasil ainda está livre da poliomielite – o país recebeu a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem, da Opas, em 1994. Atualmente, a doença é endêmica na Nigéria, no Afeganistão e no Paquistão, mas a baixa cobertura vacinal pode fazer com que o problema retorne ao território brasileiro, assim como aconteceu com o sarampo.

O Ministério da Saúde disponibiliza em sua rede todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, são 19 vacinas que combatem mais de 20 doenças em diferentes idades. O calendário vacinal, com as principais vacinas por idades, está disponível no site do órgão.

 

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