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Nanotecnologia

Tatuagem ‘eletrônica’ permite monitorar pacientes

Ainda em fase de testes, o dispositivo pode substituir os atuais equipamentos de grande porte utilizados em hospitais — como os incômodos cabos, fios e monitores

Tatuagem ‘eletrônica’ permite monitorar pacientes
Dispositivo eletrônico é mais fino do que um fio de cabelo (Reprodução/BBC Brasil)

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Cientistas norte-americanos criaram um novo dispositivo para facilitar o monitoramento de pacientes, revelou a revista Science. Trata-se de uma espécie de tatuagem eletrônica, mais fina que um fio de cabelo humano, que é incorporada a pele.

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O sensor foi usado para monitorar o coração e o cérebro de pacientes com relativo sucesso. Os cientistas dizem que as “medições coincidem bastante” com aquelas tomadas por técnicas tradicionais.

Ainda em fase de testes, o dispositivo pode substituir os atuais equipamentos de grande porte utilizados em hospitais — como os incômodos cabos, fios e monitores. De acordo com estudiosos, o acompanhamento pode ser estressante em situações em que o médico tem que perceber eventos cardíacos anormais e raros — pois é necessário a utilização de um grande monitor durante um mês para captá-los.

O aparelho tem uma espessura menor que 50 micrômetros, ou seja, inferior a um fio de cabelo humano. Ele é montado em uma lâmina de plástico solúvel em água, por isso sua aplicação se dá exatamente da mesma forma que uma tatuagem temporária: com água. O sensor consegue grudar na pele devido a fracas forças de atração entre a pele e uma camada de poliéster na base do sensor, que é a mesma força que mantém as lagartixas grudadas nas paredes.

Os componentes da tatuagem são ondulados, o que permite que ela seja movida, dobrada e esticada sem se quebrar. Também existem minúsculas células solares que podem gerar ou captar energia a partir de radiação eletromagnética.

“Se nós quisermos entender as funções cerebrais em um ambiente natural, isso é completamente incompatível com os estudos em laboratório”, diz Todd Coleman, professor da Universidade de Illinois (EUA).

Outras utilidades para o dispositivo são o monitoramento de bebês prematuros e o acompanhamento de pacientes com apneia do sono, além de ser possível trazer um avanço nos jogos de computador. Os pesquisadores usaram a tatuagem grudada na garganta para dar comandos simples em um jogo, como “acima”, “esquerda” e “parar”.

A tatuagem foi usada por até 24 horas sem perda de sua função e sem causar irritação na pele. No entanto, a longo prazo, ela apresentou problemas, já que a pele produz novas células, eliminado as antigas. Por conta disso, um novo sensor teria que ser grudado a cada duas semanas.

Fontes:
BBC Brasil - 'Tatuagem eletrônica' monitora sinais vitais de pacientes, diz estudo

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