Nos depoimentos de mães, pais e especialistas no assunto, as semelhanças são marcantes. Os portadores do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) são impulsivos, agitados, irrequietos, ansiosos e tão inteligentes e carinhosos quanto mal compreendidos e rejeitados – o que acontece porque, quando se trata de TDAH, falta informação e sobra preconceito.
Com um ano e quatro meses de idade, em 1986, Fernando começou a andar. A partir daí, ficar parado tornou-se algo simplesmente impossível para ele. Um ano e dois meses depois, sua mãe, Mara Narciso – endocrinologista, acadêmica de jornalismo e autora do livro Segurando a hiperatividade – decidiu levá-lo a uma psicóloga. Por ser “acelerado” e “incapaz de sossegar um minuto que fosse”, Fernando ficava sujeito a toda sorte de acidentes. “Machucava a toda hora, e demorou muitos anos para entender que buraco era buraco e que pular dentro dele como se não existisse o faria machucar. Corria na direção de uma escada como se não houvesse desníveis”, relata Mara.
Quando Fernando tinha quatro anos, sua mãe o levou a um neuropediatra em Belo Horizonte que definiu o que ele tinha como Disfunção Cerebral Mínima, problema que se caracterizava exatamente pela hiperatividade. O médico disse a Mara que Fernando era o “segundo caso mais grave” que ele já havia visto em 25 anos.
Hoje, cerca de 3% das crianças e de 1% a 1,5% dos adultos de todo o mundo apresentam o TDAH, que também é conhecido como DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) ou, em inglês, ADD, ADHD ou AD/HD. A incidência parece ser maior entre o sexo masculino, mas os especialistas consideram esse dado ainda em discussão. Essas informações foram reveladas pelo psiquiatra Mario Louzã Neto, coordenador do Projeto Déficit de Atenção e Hiperatividade no Adulto (PRODATH) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – Universidade de São Paulo, em entrevista divulgada neste site.
Conforme explica a neurologista Lais Pires, a causa do TDAH está relacionada a uma predisposição genética – o que já foi comprovado através de estudos, inclusive com a análise comportamental de gêmeos univitelinos que viveram em ambientes separados e apresentaram, ambos, características de TDAH – e também a fatores ambientais: bebês prematuros podem ter uma chance maior de apresentar o Transtorno, que nesse caso estaria relacionado ao sofrimento ao nascer.
A hiperatividade é apenas uma das três principais características associadas ao TDAH. As outras duas são a facilidade para se distrair e a impulsividade. Nas meninas, é mais comum a forma do TDAH em que predomina a desatenção: elas parecem tranqüilas, e na sala de aula muitas vezes se mostram quietas, sem perturbar o ambiente como os meninos. No entanto, essa aparente calma esconde um pensamento que voa e se distrai com ele mesmo, e a falta de aproveitamento escolar é refletida nas notas do boletim. Já nos meninos é mais comum a forma de TDAH que une a hiperatividade com a impulsividade, podendo ou não ser acompanhadas da tendência à distração. O aparecimento das três formas juntas configura a forma mista de TDAH.
A dopamina, estimulante que ajuda a fixar a atenção, está presente em menor quantidade no cérebro de quem apresenta o TDAH. Uma sensação de prazer é capaz de aumentar a produção e o aproveitamento da dopamina pelo cérebro – por isso quem tem TDAH, quando faz uma atividade de que gosta, é capaz de se concentrar melhor nela do que numa outra que não lhe é tão aprazível. Isso explica queixas constantes de pais com filhos agitadíssimos e com dificuldade para se concentrar nos estudos, mas que se saem bem no videogame: enquanto a tecnologia evolui a passos largos e os estímulos nesse sentido se tornam cada vez maiores às crianças, a escola permanece no mesmo formato e se torna pouco atraente em comparação com outros estímulos. Apesar de o nome do Transtorno ser constituído da expressão “déficit de atenção”, a Dra. Lais destaca que na verdade os portadores do TDAH têm “excesso de atenção”. “Eles não conseguem evitar que os estímulos competitivos entrem naquele momento em que eles têm que prestar atenção numa outra coisa; é como se fosse uma antena que estivesse captando interferências de outras”, define. E não apenas fatores externos funcionam como estímulos: os próprios pensamentos também.
O ambiente agitado que marca os dias de hoje, com a grande quantidade de estímulos que o constituem, é um fator que propicia a detecção da presença do TDAH num indivíduo. Dra. Lais destaca que, em outros tempos, os estímulos eram menos variados e as possibilidades de “perder o foco” eram também menores. Com isso, menos casos eram observados. Com o passar dos anos, cada vez mais casos de TDAH têm sido reconhecidos por pais, professores e especialistas.
Diagnóstico requer cuidado; tratamento é indispensável
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o consumo de metilfenidato -anfetamínico potente usado no controle do TDAH, por agir aumentando a dopamina no cérebro – passou de 23 kg em 2000 para 93 kg em 2003, no Brasil. é comum crianças com TDAH tomarem remédio com esse princípio ativo para, entre outros fins, conseguir a concentração necessária para evitar o baixo rendimento escolar. A partir de uma análise desse panorama, a psicóloga Helena Rego Monteiro acredita que esteja ocorrendo o que ela chama de “medicalização da vida escolar”.
“Hoje, o que parece existir como única opção é a lente da biomedicalização querendo ensinar que não só o ‘fracasso’ do escolar e suas condutas disruptivas, mas a vida como um todo tem um determinado remédio, uma pílula. Hoje, não é raro encontrar em mochilas escolares uma caixa de remédio dividindo o espaço com o lanche, os cadernos e as canetas, dando-nos a impressão de que, naturalmente, fazem parte do material escolar”.
É fato que muitas das ocorrências comuns ao comportamento de alguém que tem TDAH podem ser identificadas em pessoas que não têm o distúrbio. E isso exige atenção. “Quem, nos dias de hoje, não faz mais de uma coisa ao mesmo tempo, ou melhor, várias coisas ao mesmo tempo? Quem não sente medo, não sente uma demasiada tristeza em certos confrontos com as produções de subjetividades do mundo contemporâneo? Então somos todos desatentos, hiperativos, portadores do pânico ou deprimidos?”, questiona Helena, fazendo um alerta para que nem todos sejam taxados de TDAHs antecipada e equivocadamente.
Para o cuidado necessário ao diagnóstico do TDAH, Dra. Lais tem uma definição que segue à risca: só existe transtorno quando há prejuízo. “Tem pessoas que tiram partido da sua hiperatividade: elas conseguem fazer muitas coisas ao mesmo tempo e fazem bem. Então não tem transtorno, elas vivem muito bem com a hiperatividade delas”, diz, acrescentando que muitas vezes características de TDAH existentes num indivíduo não têm efeito significativo em sua vida e especificando que o maior problema do TDAH é atrapalhar as funções executivas.
Nas crianças, essas funções seriam atividades do dia-a-dia como almoçar ou tomar banho, por exemplo, que poderiam deixar de ser momentos simples para se tornar demorados ou complicados, mostrando a dificuldade – comum aos portadores de TDAH – de começar e terminar uma tarefa. Na escola, as funções poderiam ser escrever uma redação ou ler o enunciado de uma questão de prova. Muitas vezes quem tem TDAH se sai mal em testes simplesmente porque não teve paciência de ler um texto até o fim. O grau de inteligência que eles apresentam é igual ao dos demais alunos, mas como seu desempenho passa a ser sempre baixo, eles se sentem desestimulados e mais uma vez a escola perde para uma série de outras atividades mais interessantes em que eles se saem bem. À medida que um indivíduo cresce, o grau de dificuldade das tarefas que ele precisa realizar tende a aumentar e, com isso, a frustração por não terminar as atividades ou não obter sucesso ao realizá-las também aumenta.
Dra. Helena questiona a maneira como é feita a separação entre crianças “normais e anormais” e acredita que “o pior efeito do TDAH para a vida de crianças e adultos é ser rotulado pelo saber-poder médico como um ‘doente’”. A psicóloga explica que, para definir a existência do TDAH em indivíduos, os especialistas se baseiam em um manual, que ela não considera suficiente. “A partir do manual seremos capazes de separar doentes e sadios, normais e anormais; poderemos identificar aqueles que desviam do padrão. Nesse sentido, a pergunta que temos a fazer é: desviar do padrão não é bom para quem?”
Dra. Lais conta que, antes de receitar remédio para um paciente, faz uma análise completa de como ele se comporta na escola, mas não se limita a isso. Ela também procura saber, através de relatórios, como é seu paciente em todos os outros ambientes de sua vida – em casa e em momentos de socialização e brincadeiras, por exemplo. Somente quando constata que em todos os setores ele apresenta características de TDAH ela tem certeza da existência do Transtorno e prescreve a medicação. Se o problema se verificar em apenas uma das áreas, a solução é diferente, pois não se trata de TDAH e então receitar metilfenidato seria um equívoco.
Mara sempre achou Fernando diferente das outras crianças, levou-o a vários médicos até se certificar do que tinha e concorda com a Dra. Lais, afirmando que os prejuízos do TDAH são indiscutivelmente sentidos por ele em vários aspectos de sua vida. “Após quase cinco anos em duas faculdades, Turismo e Hotelaria, e depois Design, em que cursa o quinto período, meu filho pensa em largar tudo novamente. Está tentando entrar no mercado de trabalho fazendo Auto-Cad, é muito só e isolado, sofre muito com isso, e com todos os tratamentos que fez, ainda não se encontrou. Isso não é invencionice”.
Se ser taxado de “doente” é ruim, não ser diagnosticado e tratado pode trazer conseqüências ainda piores para quem tem TDAH. O site da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA) afirma que uma de suas grandes lutas é que “o TDAH seja identificado num grande numero de crianças e adolescentes que estão enfrentando grandes dificuldades na vida acadêmica, sem receber diagnóstico ou tratamento adequado”. A associação enfatiza ainda que, mesmo com o aumento de 940% das vendas de metilfenidato de 2000 para 2004, apenas 5% dos pacientes com TDAH no Brasil são tratados.
Um grande problema da atualidade seria o uso indevido do metilfenidato. Pessoas que não precisam de fato da substância, mas que sabem que o medicamento resulta num aumento de concentração e poder de foco, têm recorrido a ele para render mais no trabalho ou conseguir dar conta, com sucesso, de um grande número de atividades, pressões e responsabilidades.
Para cada caso, um tratamento
Conforme enfatiza a Dra. Lais, a neurologia, sozinha, é capaz de tratar casos em que o TDAH se apresenta isolado de alguma outra condição associada – as chamadas comorbidades. Para essas ocorrências, uma medicação baseada em metilfenidato seria suficiente. No entanto, 2/3 das pessoas que têm TDAH têm comorbidades, que exigem a associação de tratamentos diferentes à neurologia. Um transtorno de ansiedade, por exemplo, poderia ser acompanhado por uma terapia cognitivo-comportamental; o aparecimento de uma dislexia necessitaria do acompanhamento de uma fonoaudióloga; transtornos afetivos de humor bipolar exigiriam o suporte de um psiquiatra e até de uma outra medicação.
Fernando representa um caso em que foi necessário associar tratamentos diferentes. Hoje um estudante universitário de 23 anos de idade, ele já fez onze de psicoterapia e cinco de terapia cognitivo-comportamental. Só começou a tomar metilfenidato aos 16 anos de idade. Mara sentiu que o remédio, apesar de contribuir positivamente, não é suficiente sozinho e serve a um propósito específico: ajudá-lo a se concentrar nas aulas.
Dra. Lais admite que o metilfenidato, apesar de geralmente ser bem tolerado, pode ter efeitos colaterais, mas somente enquanto a substância ainda estiver no sangue de quem a ingeriu. Inibição do apetite é geralmente o primeiro efeito, mas também pode ocorrer um aumento da emotividade em crianças. Taquicardia e dor de cabeça muito raramente aparecem. Associado à perda de apetite está o temor dos pais quanto a problemas de crescimento geralmente ligados à medicação. Na verdade, o que acontece é que em algumas fases da vida de quem toma o remédio o crescimento fica menos acelerado do que poderia – mas a altura final do indivíduo não é afetada, conforme explica a neurologista.
A especialista explica ainda que o risco de o medicamento aumentar o uso de drogas é um mito que não procede, pois geralmente quem tem TDAH recorre às drogas procurando alívio e fuga após sofrer inúmeras e sucessivas frustrações, e o remédio serve justamente para ajudar a evitá-las e assim também diminuir a possibilidade de que as drogas sejam buscadas.
TDAH em família
Segundo a neuropsiquiatra Tania Almeida, especializada no atendimento a famílias que têm membros com TDAH, é importante que os portadores do Transtorno e as pessoas que convivem com eles conheçam a maneira como funcionam. “O TDAH é uma disfunção que se expressa por comportamentos peculiares que, se conhecidos, podem ser levados em conta pelo próprio portador – para criar mecanismos compensatórios – e pelos que o cercam – para adequarem suas cobranças e ampliarem suas manifestações de reconhecimento pelo esforço que os portadores fazem para se adaptarem a determinadas exigências sociais”.
Uma dica é evitar a cobrança excessiva, valorizando o que é realmente importante. “Eles (os portadores de TDAH), eventualmente, precisam de mais tempo e mais silêncio para fazerem exercícios escolares e provas; precisam ser auxiliados a criar mecanismos compensatórios para não esquecer, não perder, se organizar, se concentrar; precisam que nós selecionemos dentre as mil e uma incorreções de seu comportamento, poucas para chamarmos atenção, sob pena de serem repreendidos ininterruptamente e ampliarem seu comprometimento no relativo à auto-estima”, alerta Tania.
A neuropsiquiatra enfatiza o quanto pode ser lucrativo o resultado de uma maior compreensão do TDAH. “Pais e parentes esclarecidos, professores e cuidadores esclarecidos, portadores e amigos esclarecidos sobre o funcionamento da disfunção podem com ela lidar de maneira mais favorável, ajudando a sobressair as competências que esses indivíduos também têm – muitas vezes, especiais competências – e não as suas incompetências”.
Saiba mais:
Mitos sobre o TDAH

ESPECIALMENTE PARA A VISITANTE SUZANA CARNEIRO INDIVÍDUO COM HIPERATIVIDADE É HIPERATIVO EM QUALQUER CONTEXTO SEJA NA FAMÍLIA, ESCOLA E SOCIAL, NÃO EXISTE ESSA DE DIZER QUE O PORTADOR DE HIPERATIVIDADE É NOTA 10 NO CONTEXTO ESCOLAR OU SOCIAL E HIPERATIVO APENOS NO COBNTESTO FAMLIAR, ACHO Q VC DEVE REVER ESSE DIAGNÓSTICO OK SE QUIZER MAIS INFOMAÇÕES ENTRE NO MEU BLOG http://www.psicolucia.blogspot.com
Participo de uma associação Instituto Apoio Social e temos um trabalho voltado para o TDAH.
@Maria Aparecida Nunes, Gostaria de receber estas explicações. Tenho uma filha de 5 anos, e a neuro deu um laudo como caracteristicas, nçasei se não quero aceitar ou é complexo mesmo o caso
Fico muito feliz ao ler sobre este assunto. tenho dois filhos,onde um é portador de TDA e o outro TDAH. Sei o quanto é difícil o convívio familiar. Mas enfrento grandes dificuldades na escola onde os dois estudam. Fico triste que as mesmas ainda não estão preparadas para lidar com essa crianças. Principalmente quando a orintadora ou psicopedagoga é uma pessoa que se diz saber sobre o assunto, mas não age como tal.
Deveria se ter leis, em que os pais pudessem se ampara, principalmente no que se diz respeito das escolas.
Porque infelizmente os professores não estão sabendo como lidar com essas crianças.
Eu falo de escola particular.
Meu filho é portador de TDAH,faz tratamento neurológoco há 5 anos por toda escola que passa
é taxado por preguiçoso,sem limites…Em todas as escolas inclusive na atual já ouvi muitas palavras ofencivas,do tipo que devo colocar limites,regras,há 30 alunos em sala,ele vive sendo retirado da aula,fala com ele mais não escuta,porque a educação vem de berço,parece que eu não o educo nunca ensinei a ele o que são regras e limites,falo pra ele o tempo todo.
Hoje ouvi se ele não tiver limites ficar quieto,fazer tarefas,parar de ficar sem fazer nada será expulso,eu estou sempre procurando informações sobre TDAH porque as redes de ensino não se enformão,porque eu tenho dois filhos um é portador,em uma escola quantos alunos são julgados como sem educação de berço,limites,preguiçosos,inquietos,etc…
Gostaria de saber quais o direitos meu filho tem de permanecer na escola porque ja levei todos os laudos médicos comprovando seu TDAH,deve haver uma lei que ampara essas crianças,acho que não é livrando do problema que resolve tem que tentar ao menos resolve-lo
@Leilcia,
Vi a msg que postou pedindo informações sobre TDAH.
Sou licenciada em matemática e estou esrevendo um artigo para TCC sobre TDAH e matemática. Como vi que escreveu para tua monografia, gostaria de pedir que me envie material relacionado ao tema , caso ainda tenha alguma coisa.
Te agradeço,
Bárbara
SEU TEXTO ESTA MUITO FACIL P QUALQUER MÃE E PRO COMPPREENDER O TRANSTORNO.
SOU MÃE DE UMA CRIANÇA Q TEM TDAH.E RESOLVI,FAZER MINHA MONOGRAFIA CUJO TEM É:a família no processo de ensino e aprendizagem da criança com Transtorno e Déficit de Atenção e Hiperatividade.SENDO ASSIM COMO MÃE E EDUCADORA RESOLVI ESCREVER SOBRE ESSE TEMA.SE TIVER ARTIGOS,LIVROS,TEXTOS,MONOGRAFIAS,QUE VENHA ME AJUDAR EU GOSTARIA MUITO Q ENVIACE P/ MIM.
DESDE JÁ AGRADEÇO SUA ATENÇÃO.
Elaine, você se diz educadora. Que tal melhorar seu português? Está muito ruim…
Ainda não ficou claro para mim, se existe uma lei, que ampara os portadores de DA na realização de provas escolares em tempo especial, já que eles tem dificuldades de se manterem concentrados por muito tempo. Qual a média adotada para eles? Como os pais devem proceder junto à escola?
Camila, excelente artigo!!!
Tenho TDAH e isso atrapalha muito meu desempenho acadêmico. Vc tem conhecimento de algum profissional, aqui em Fortaleza, especializado em tratamento de adultos com TDAH?
VOÇÊ PODE ME INDICAR ALGUM ESPECIALISTA em tdah EM BELEM / PA
Acho que o TDAH deveria ser mais divulgado e amparado legalmente. Tenho um filho portador de TDAH do tipo predominante/hiperativo impulsivo. Sofremos muito até descobrirmos que tudo o que estava acontecendo com ele, se tratava de uma doença!
gostaria q vc fizec contato comigo tenho TDAH e tenho coisas para partilhar com vc gostaria q me enformac psicologos em ES sou mtu agitado e tomo concerta um remedio q me faz ficar calmo e com vergonha ja estou cançado das pessoas d hog em dia so penssarem em coisas obscenas e gostaria q seu trabalho sobre TDAH foc publicado melhor e gostaria d compartilhar com as pessoas q TDAH naum eh burrice eh agitaçao q eh mtu diferente gostaria d ajuda tb em escolas para TDAH no ES para contato: 3344-6277
Sempre achei que o meu filho tinha algo diferente das outras crianças, e principalmente por o meu outro filho ter apenas um ano de diferença.Levei em vários medicos que me diziam que era mania de mãe achar doença no filho.Hoje em dia ele faz movimentos repetitivos mexendo as mãos e é super chato as pessoas perguntarem o que seu filho tem e você não saber. Até que uma pediatra detectou o problema vou começar o tratamento no final do mÊs.
Bom sou mãe de um portador de TDAH, tento entende-lo cada vez mais, passamos por várias humilhações, mas decidi enfrentar, pois sou profesora e nesse ano termino a faculdade de pedagogia que estou fazendo para me aprofundar mais sobre esse assunto, tanto para meu filho quanto para ajudar alunos e suas famílias da forma correta, sem punições ou taxar esses alunos, realmente precisamos concientizar as pessoas sobre o TDAH, pelos portadores..
Eles sofrem demais essa exclusão do mundo em cima deles. Adorei as informações que achei aqui , e tenho certeza que vão enriquecer muito minha pesquisa, que também quero apresentar a todas as escolas e famílias da minha cidade possível, para unidos ajudar nossos filhos e alunos.
Obrigada.
Gostaria de receber mais informações se possível.
Sou mãe de dois crianças com TDAH de 6 e 9 anos.
Agora em Fortaleza a uma nova Unidade TDAH com profissionais especializados.
Tem um tratamento da impulsividade e habilidades sócioemocionais a través do esporte
As crianças participam felizes e eu e visto melhoras. Foi um alivio achar profissionais especializados aqui em Fortaleza
http://tdah-fortaleza.blogspot.com/
Anna Rita de Fortaleza, Ceara
Olá,tem um filho de 10 anos q foi diagnosticado TDAH,com 4 anos.Ele era bem agitado e quase ñ dormia,eu largeui até a faculdade p cuidar dele.Nessa é poca ele ppassou a tomar remédio e melhorou muito,na escola ele parecia outro.
Sempre bem humorado e com muitos amigos na escola,as vezes tinha ma certa alteração qnd era contrariado,mas nada demais.Aos 7 anos a médica suspendeu o medicamento ,até aos 9 anos ele viveu muito bem.Mas esse ano ele teve uma piora muito grande,suas notas cairam muito,vive brigando na escola chegando a agredir os colegas e as professoras.Logo depois ele se arrepende e chora,o q me causa muita dor…eu o levei á um outro médico q passou os exames necessários e amanhã tem a tão esperada consulta ,para ver qual o medicamento ele vai tomar.
Em partes fico feliz em encontras vcs ,e ver q eu ñ sou a única .Choro quase sempre prq vejo pessoas julgando ele sem saber do problema,ele é muito carinhoso e alegre.Só esses dias q ele tem s irritado atoa.
Torço pela melhora de todos vcs.Obrigado por compartilhar conosco esse nosso problema.
Boa tarde,
Meu nome é Denise, tenho 45 anos e depois de muito pesquisar e procurar ajuda, obtive o diagnótico de TDAH, há menos de um ano. Ao mesmo tempo que foi um alívio poder entender o que tenho, conviver com as sequelas deixadas por todos os anos em que vivi, incapaz de concluir as coisas que começava e consequentemente incompreendida e rejeitada pelas pessoas que me cercavam, sei que ainda tenho um longo caminho pela frente para resgatar a auto estima perdida e reorganizar a minha vida. O remédio me deixa mais atenta e concentrada nas tarefas, mas a organização é algo em que ainda preciso me esforçar muito e acredito que o problema maior esteja na falta de informação das pessoas com quem convivemos, principalmente no trabalho, como é o meu caso. Para um TDAH, ser constantemente criticado por seu comportamento em nada ajuda o nosso tratamento pois somos sempre vistos como preguiçosos, atrapalhados, desinteressados e etc… Tenho conversado muito com meus pais a respeito do assunto e tenho tido o total apoio deles, pois pude perceber que é um problema genético. Passei por um período de depressão e de vez em quando, ainda tenho tido muita vontade de chorar por não ter tido o diagnóstico há mais tempo. Pensar em tudo o que já passei não é fácil, mas mesmo assim sinto forças e estou mais focada para canalizar os meus pontos fortes, pois um TDAH também os tem, para uma vida mais satisfatória. Espero ter ajudado alguém que passa pelos mesmos conflitos que eu e que se descobriu TDAH depois dos 40.
Denise
Bom Dia!!!
Comecei a me interessar pelo TDAH porque tenho um filho de 07 anos com sintomas de TDAH , com problemas de comportamento na escola, muito agitado, que chupa o dedo e faz xixi na cama quase toda as noites. Tem dificuldade de concentraççao e tem que ficar o tempo todo atento a ele porque perde constantemente material escolar, calçados, brinquedos e nao consegue terminar nunca o que começa.
Apos, o diagnostico do Neurologista para meu filho, comecei a observar a minha adolescencia , minha infancia e a minha vida adulta e por todos os problemas que passei por ser inquieta, fazer as coisas sem pensar, tomar decisoes prescipitadas, falar demais, ser desorganizada, e nao cumprir as minhas tarefas.
Faço tudo sem perceber e sofro muito com isso porque sou cobrada pelas minhas reaçoes e atitudes. Meu marido e meu maior incentivador para que eu procure um diagnostico e um possivel tratamento, mas tenho medo das mudanças que poderao ocorrer .
Tenho uma menina q.aos 6 anos eu suspeitei tdah..sou fonoaudiologa, procurei urgente uma neurologista, hoje ela faz terapia comportamental e esta com 9 anos, a escola nao quer dar a medicaçao, vai de vam e vomita o medicamento na escola.Tenho q. sair do hospital p. ir ate a escola dar a medicaçao, agora colocamos o cel. um despertador pra ver se da certo..me sinto exausta de tanto buscar ajuda dentro da escola. Me sinto só e ninguem me da respostas no ano q.veem ira p. outra escola q. ja investiguei, tem outra visao sobre o assunto. Acredito q. as escolas principalmente as particulares no meu caso nao sabem como lidar com o assunto..imaginem as publicas??? Obrigada pela atençao..
CONHEÇI UMA CRIANÇA DE APENAS TRES ANOS COM HIPERATIVIDADE,E´IMPRESSIONANTE, ELE FOI CONSIDERADO PELOS MEDICOS COMO UMA CRIANÇA DE ALTO RISCO, NESSA IDADE E ELE JÁ FRATUROU O CRANIO POR DUAS VEZES E QUEBROU O NARIZ, SEM CONTAR AS LESÕES EM OUTRAS PARTES DO CORPO. SE ALGUEM CONHECER ALGUMA INSTITUIÇÃO PUBLICA OU ONG, QUE POSSA DAR ATENDIMENTO GRATUITO, POR FAVOR ME ORINTEM PARA QUE EU POSSA ENCAMINHAR OS PAIS. pantaclever@hotmail.com obrigado.Belo Horizonte mg
Bom dia amigas, Hoje pesquisando para fazer um trabalho da faculdade, estou cursando Pedagogia,a minha opção depois de me aposentar eé que tenho uma filha de 10 anos, e já passei por todos os desafios que se pode imaginar, depois de ter meus filhos crescidos, netos e ganharei uma bisneta em dezembro me depareicom o TDAH, ha 5 anos atraz, e foi surpresa, pois apesar de ter feito faculdades anteriores nunca me detive em pensar em Dificuldade de aprendizagem, pois todos os meus eram “normais” como falam os que desconhecem o pequeno presente que Deus nos dá para entendermos melhor a vida.Quase sofri com preconceitos, mais conhecedora das Leis, nas escolas, (3) pelas quais minha filha passou, e a qual esta atualmente, Particular, só tenho a elogiar as municipais, pois sempre a trataram com carinho, e a que mais tentou descrimina-la foi esta que ela esta, e pensando nas outras crianças que ja passaram por lá é que resolvi com “calma e usando meu conhecimento” mostrar para a diretora que ela não poderia simplesmente chamar a mãe de determinado aluno e dizer:” sua filha pertuba a classe(12 alunos) e não pode continuar aqui porque é doente, lhe devolvo a mensalidade”. Ela ainda não sabia das leis ou pensava que eu desconhecia. Passado o incidente e Graças a nosso entendimento, minha filha fez exames no Centro de Diagnostico multidisciplinar, foi elaborado um plano de ensino para a escola e para a familia, reforço pedagogico, acompanhamento psicoterapeutico, e com a neuropediatra a medicação, ficou determinado um defict cognitivo leve em matematica, além dos estudos ela faz jazz, estrpt dance, capoeira, pintura, participa do coral, gosta de ler, e de inglês.Só este ano descancei, foi quando consegui o diagnostico certo. Não foi milagres, mais me ajudou a entender suas dificuldades e a valorisar suas vitorias. Minha filha não é uma doente, é normal como todos nós, apenas demonstra uma realidade que nos os normais fomos educados para esconder.Estou feliz por conhecer voces e espero estar sempre aqui. Obrigada por todos existirem. Feliz dias dos pais.
O livro infantil JOÃO AGITADÃO de Lia de Paula Moraes, Editora Caravansarai, ilustração de Ney Megale, ajuda a elevar a autoestima das crianças portadoras de TDAH.
andrea -belo horizonte
bom sou mãe de um agarotinha linda e muito inteligente, portadora de deficite de atençaõ e hiperatividade, ela é prematura de 28 semanas o que ja é um milagre, mas a luta de mãe de um portador de tdah é um aluta muito solitaria, parece que todas dizem “você fracassou e seu filho agora sofre e voce vai ser punida.” onde se pode achar ajuda??? ela trata com uma otima neuropediatra, faz terapia ocupacional, aogra vai par psicologa tambem, mas sempre acho que falta algo, que poderia faze mais. quero um colo para poder chorar e um afago para acalentar minha dor e medos.. andrea
eu tenho tda eu preciso muito de ajuda
Boa noite,sou mãe de um menino com tdah com 13 anos,apesar dos tratamentos comportamentais com psicólogo,ainda não vejo melhorias.atualmente estou a procura de um psiquiatra para ajuda-lo,pois nunca tomou nenhuma medicação,mas agora parece ser inevitável.Ele anda muito nervoso,agressivo,fala muito em morrer…,não confio em deixá-lo só.Não somos compreendido por parte da família(QUE O ROTULA COMO DOIDO).
Tenho um afilhado que eu crei muito bem na 3 serie ele teve bronca da professora ue o deixou de cantop quando ele perguntva algo ela chamava de burro mais hoje ele tem 12 anos e não consgue ler, fez trtamento psicologico, mas até o momento nada a mae sempre o rjeitou, e agora esta com o pai o neurologista passou um remedio tegratol para ela, mas as vezes, ele fica meio agressivo comigo que sempre enchi de amor, não sei o que fazer me ajude.
Queridos,
Tenho gemeos de 11 anos de idade que tem TDAH, nasceram prematuros, e talvez por causa disso, apresentaram isso. mas o que eu quero deixar bem enfatizado para os leitores, é que não amo menos os meus filhos por isso. E nem acho els uns coitadinhos. No inicio da decoberta, chorei sozinha, perguntei a Deus porque, mas acabei entendendo que p/ tudo há um propósito. Hoje , eu ainda não sei qual, mas trenho certeza que Deus sempre quer o melhor para nós, e para os meus filhos não será diferente. Não deixei de sonhar os sonhos deles, e nem de crer que os seus projetos serão TODOS realizados, quer tenham esse transtorno ou não.
TENHO UM FILHO DE 7 ANOS DESCOBRI QUE ELE TEM TDAH FAZ POUCO TEMPO E TAMBEM EPILEPSIA. ELE FAZ USO DE MEDICAMENTO POR ENQUANTO ESTOU FAZENDO SO ACOMPANHAMENTO COM NEUROLOGISTA, TEM DIAS QUE ELE ESTÁ MUITO TRANQUILO E OUTROS QUE ELE ESTÁ ESTREMAMENTE AGITADO COMO ESTAMOS TENTANDO ACERTAR NA MEDICAÇÃO AINDA, SEMPRE QUE MEXEMOS NO MEDICAMENTO ELE MUDA SEU COMPORTAMENTO VAI DE AGRESSIVIDADE A SERENIDADE CONSTANTIMENTE. MAS ELE É ESTREMAMENTE INTELIGENTE GOSTA MUITO DE ESPORTES RADICAIS EU NÃO PRIVO ELE DE NADA AMO MUITO MEU FILHO LOUVO A DEUS POR ELE NA MINHA VIDA!
Eu tenho 39 anos. Sou casada ha 15. Tenho dois filhos lindos de 10 e 14 anos. Ambos apresentam uma certa agitação, dificuldades para se concentrar, demoram 4 horas para fazer tarefas de casa que poderiam ser feitas em 30 minutos, apesar de acordarem sozinhos para ir a escola, todos os dias, no cafe da manha a rotina é a mesma, esqueceram de amarrar os sapatos, de fechar o ziper, de pentear os cabelos, e assim vai, ha alguns anos a psicologa do colegio me disse que deveriamos procurar ajuda, na época levei-os a psicopedagoga e ao neurologista e nada foi detectado.
Semana passada meu diretor esteve trabalhando comigo por uma semana, no final desse acompanhamento ele chamou minha atenção para o fato de eu querer resolver milhares de coisas ao mesmo tempo e no final não conseguir terminar nada. Segundo ele falta foco para os meus pensamentos.
Aproveitando o ensejo meu marido tambem se abriu comigo, disse que a muito ele e as crianças tentam me falar as coisas e sem que ao menos terminem, eu ja tenho a resposta para tudo, falou sobre minha imensa dificuldade em pedir desculpas, sobre a minha falta de interesse pelo o dia a dia, sobre o fato de eu fazer tudo em cima da hora quase me atrasando, falou do fato de eu nunca saber onde esta nada, sobre o problema nao tirar do papel nenhum dos meus projetos, e das poucas vezes que os colocados em prática não foram finalizados, a principio eu dei muita risada, mas analisando com calma percebi que tudo isso não passa da mais absoluta realidade, minha impulsividade vive me colocando em apuros, meu antigo patrão me disse um dia que minha lingua é diretamente ligada ao cérebro, isso sem falar do sono que eu sinto quanto tenho que resolver algo importante. Eu realmente não sei o que fazer a quem procurar, será que meu problema pode estar agravando a vida dos meus filhos, e será que meu caso se trata de déficit de atenção???
[...] reportagem “TDAH: quando não compreendido, um transtorno”, que escrevi e publiquei neste site no ano de 2007, conquistou dois prêmios de jornalismo de [...]
Boa Tarde! Estou começando a me interar sobre o assunto, curso Matemática e penso usar o tdah como tema de meu TCC, relacionando-o com matemática. Gostei de seu artigo e gostaria de, se possível, me enviasse artigos ou nome de livros. Estou lendo Mentes incansáveis. Desde já muito obrigada! Abraços Luciana