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Epidemia

Transmissão de ebola é menos expansiva do que se pensava

Pesquisa liderada por brasileiro comprova que a doença se espalha por grupos e não aleatoriamente, como a gripe

Transmissão de ebola é menos expansiva do que se pensava
Esta é a primeira pesquisa a comparar o DNA do vírus com informações de campo (Reprodução / Internet)

Uma pesquisa liderada pelo biólogo Atila Iamarino, da USP, e por Sam Scarpino, do Instituto Santa Fé (Novo México, EUA) sugere que a epidemia de ebola é menos expansiva nos estágios iniciais do que se imaginava anteriormente.  O estudo compara o DNA do vírus com dados dos locais onde houve surto da doença.  As informações obtidas comprovam que a epidemia acontece concentrada em grupos. Alguns doentes transmitem a doença para pessoas próximas, mas muitos destes não a passam para mais ninguém.

Esta é a primeira pesquisa a comparar o DNA do vírus com informações de campo e que leva em consideração a transmissão por agrupamento. O estudo mapeou o DNA do vírus de 78 pessoas infectadas em Serra Leoa na fase inicial da epidemia no país. Com isso, é possível também estimar a quantidade de casos ocultos da doença, a partir da variação genética do vírus em circulação. Os casos não registrados da doença chegariam a 70% do número de casos oficiais. Apesar de alta, esta estimativa é uma boa notícia, já que antes o número  era de 250%. Até o momento foram registrados 18,5 mil casos de ebola em todo o mundo.

Os Estados Unidos previam que o número de infectados pelo ebola até janeiro chegaria a 1,4 milhão, o que não deve se confirmar. A estimativa inicial levava em conta o crescimento aleatório da doença, como a gripe, e colocava a média da infecção em duas novas vítimas por doente. Para Iamarino, se tivesse sido feito um rastreamento de contatos, uma busca de pessoas que interagem com doentes, a epidemia já teria sido erradicada.

Esta é uma boa notícia no que se refere às vacinas. Caso a infecção fosse aleatória, seria necessário vacinar metade da população mundial, com a confirmação de que a doença se espalha por grupos é possível vacinar um grupo menor de pessoas, como quem tem contato mais próximo com os doentes.

Fontes:
Folha - epidemia de ebola é menos agressiva do que se imaginava

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    “se tivesse sido feito um rastreamento de contatos, uma busca de pessoas que interagem com doentes, a epidemia já teria sido erradicada”.
    Essa é a verdade?!

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