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Especial inverno

Tratamentos alternativos ajudam a reduzir os incômodos causados pelas doenças respiratórias

Natação, acupuntura e florais de Bach são algumas das técnicas que prometem melhorar as síndromes do inverno. Por Fernanda Dias.

Tratamentos alternativos ajudam a reduzir os incômodos causados pelas doenças respiratórias
A fitoterapia é um dos tratamentos alternativos

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Fernando Scherer, o Xuxa

Ele conquistou duas medalhas de bronze em Olimpíadas e sete de ouro em Jogos Panamericanos. O histórico de vitórias, no entanto, poderia nunca ter existido se não fosse uma recomendação médica. Fernando Scherer, o Xuxa, um dos maiores nomes da natação brasileira, começou no esporte para tratar um problema respiratório. O médico só não imaginava que o paciente mergulharia de cabeça no tratamento e acabaria se transformando em um atleta de ponta. Scherer, entretanto, não é uma exceção: o paraibano Kaio Márcio de Almeida, recordista mundial dos 200 metros borboleta em piscina curta, entrou na natação após recorrentes crises de asma. Os dois são expoentes de uma série de atletas que começam a fazer esportes para tratar disfunções respiratórias. Mas, além da prática de exercícios físicos, há outros tratamentos alternativos que também são indicados para diminuir os sintomas de doenças como bronquite, rinite e sinusite. A acupuntura e a homeopatia, por exemplo, têm sido muito utilizadas por quem busca reduzir o uso da medicação tradicional.

Embora as atividades físicas não sejam sozinhas capazes de curar pacientes com problemas respiratórios, a rotina regular de exercícios melhora os limites fisiológicos e faz com que os doentes fiquem mais resistentes às crises. A natação é comumente indicada por desenvolver a caixa torácica e fortalecer os músculos respiratórios.

Importância da prescrição médica

É preciso tomar certos cuidados antes de fazer a matrícula na primeira academia. A prática de forma inadequada pode fazer do exercício um vilão.

A prescrição de atividade física só deve ser realizada após uma avaliação do grau de capacidade respiratória. “Através de diferentes provas são determinados os níveis de aptidão do paciente. A partir disso é definido o que irá compor o treino”, afirma o professor de Fisiologia do Exercício da Faculdade de Educação Física da UERJ, José Silvio de Oliveira Barbosa.

Segundo o professor, são indicados exercícios que provocam algum tipo de esforço durante o ato de soprar, tais como simular o sopro da chama de uma vela ou soprar canudos de diferentes calibres: “No caso da natação, não é obrigatório o aprendizado das técnicas de nado, mas sim a realização de exercícios dentro da piscina. Respirar com o tronco submerso representa um esforço para os músculos respiratórios, que para expandir o tórax terão que vencer a pressão da água ao seu redor. No caso de pacientes com doença respiratória, mantendo sempre a cabeça fora d’água.”

O aumento da força dos músculos respiratórios facilita a entrada e saída do ar nos pulmões. Além disso, segundo Barbosa, ao se tornarem mais eficazes, os músculos do corpo conseguem realizar mais esforço. Isso diminui a necessidade de bombeamento de sangue pelo coração (reduz a frequência cardíaca) e de extração de oxigênio da atmosfera (diminui a frequência respiratória).

Ação da acupuntura pode ser tão rápida quanto uma injeção de medicamento

Outra técnica alternativa muito utilizada para melhorar os sintomas das doenças respiratórias é a acupuntura. Segundo o médico pneumologista e diretor de Comunicação da Associação Médica Brasileira de Acupuntura, Wilson Tadeu Ferreira, a prática oriental pode ser usada para tratar desde um resfriado comum até doenças alérgicas, como rinite, bronquite e sinusite. “A pneumonia é uma exceção. Nesse caso, em que é necessário o uso de antibiótico, a acupuntura entra como coadjuvante, e a medicina ocidental é melhor opção”, explica o especialista.

Assim como nas clínicas de alergia e imunologia, Ferreira também registra um aumento no número de atendimentos nesta época do ano. Ele ressalta, no entanto, que quem faz um tratamento anual consegue passar sem transtornos pelo inverno:

“Somos seres quentes. Para nós, o frio por si só é uma agressão mais forte. E ainda temos que conviver com a poluição e as alterações na umidade do ar. Isso agride muito as mucosas. Quem faz o tratamento anual recorre à acupuntura no sentido de melhorar a imunidade. Nós buscamos equilibrar um desequilíbrio interno. Ensinamos o sistema de defesa a se defender.”

A diminuição gradativa dos remédios e a consequente eliminação dos efeitos colaterais desconfortáveis são os principais benefícios da acupuntura. Outra vantagem é a rapidez para diminuir os sintomas incômodos. “Para tratar broncoespasmos, nós utilizamos ventosas (um recipiente capaz de fazer a sucção da pele). Com elas, é possível acabar com a crise na mesma rapidez de uma injeção de substância broncodilatadora”, afirma Ferreira. Já as agulhas liberam substâncias que atuam diretamente no sistema nervoso central e são capazes de rapidamente bloquear a tosse. “Os xaropes têm ação semelhante, mas a acupuntura é mais rápida. Pacientes que estão tossindo há 20 horas se espantam ao ver que, em poucos minutos, conseguimos acabar com esse reflexo”, completa Ferreira.

A homeopatia também tem sido muito usada por pacientes que não aguentam mais suas alergias. O sistema terapêutico criado há cerca de 200 anos na Europa é bastante indicado como forma de prevenção a males recorrentes, como as infecções respiratórias. As famosas bolinhas brancas são capazes de reduzir as crises, mas é importante não procurar um especialista só quando o primeiro espirro chega. Assim como a homeopatia, a medicina ortomolecular ajuda a aumentar a imunidade do corpo. Florais de Bach (essências de plantas) e fitoterapia (que utiliza plantas e alimentos) também são técnicas que buscam melhorias na qualidade de vida como um todo. Todos esses tratamentos auxiliam principalmente na prevenção, mas em alguns casos atuam apenas como complemento, não podendo ser substituídos pela alopatia.

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Leia amanhã, sábado, 17, como o brócolis e o leite materno são alimentos superpoderosos na prevenção de doenças respiratórias em adultos e bebês.

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1 Opinião

  1. Tony disse:

    O ar das grandes metrópoles não ajuda quem tem problemas respiratórios como asma, bronquite ou sinusite entre vários outros. Vírus, fungos e ácaros entram pelas vias respiratórias e afetam na saúde humana principalmente crianças e idosos. Procure colocar um purificador de ar em casa, particularmente no quarto e verá como poderá respirar melhor a noite. Mas tem que ser um bom purificador de verdade, se tiver o filtro HEPA melhor.
    Se precisar de mais informações me contate.
    tony@jathcom.com.br

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