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Automedicação

Suplementos vitamínicos são líderes de venda de medicamentos

Apesar dos escândalos e do ceticismo, os americanos continuam consumindo vitaminas e suplementos nutricionais

Suplementos vitamínicos são líderes de venda de medicamentos
Suplementos nutricionais beneficiam-se de uma regulamentação pouco rígida, marketing poderoso e milhões de consumidores crédulos (Foto: Pixabay)

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De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor, de 2009 a 2014 as vendas mundiais de suplementos vitamínicos cresceram mais de 50% do que as de outros medicamentos, com uma receita de US$88 bilhões.

Esse resultado é excelente, não só para pequenos fabricantes de vitaminas e suplementos nutricionais de um setor fragmentado, como também para grandes empresas da indústria farmacêutica. A linha de complexos vitamínicos e nutricionais da Pharmavite, uma empresa comprada em 1989 pela companhia japonesa Otsuka Pharmaceuticals, vende 15 bilhões de comprimidos por ano. A Pfizer e a Bayer, as multinacionais da indústria farmacêutica dos Estados Unidos e da Alemanha também são grandes fabricantes de vitaminas.

Mas é um setor que está sendo muito pressionado. Nem sempre os benefícios que divulga de seus produtos são confiáveis. E as preocupações com a segurança são sérias. Em 1º de setembro a agência reguladora de alimentos e remédios dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), enviou cartas de advertência às empresas que vendiam cafeína pura, avisando-as que uma colher de chá do produto correspondia a 28 xícaras de café, uma quantidade excessiva de cafeína que podia ter consequências graves.

Em abril a FDA advertiu diversas empresas que haviam ilegalmente chamado de “suplementos” produtos que continham BMPEA, um estimulante semelhante à anfetamina. As agências reguladoras não são as únicas atentas à qualidade desses complexos vitamínicos e suplementos nutricionais. Inúmeras ações judiciais acusam as empresas de venderem desde pílulas dietéticas para perda de peso com graves efeitos colaterais a proteína em pó sem proteína.

No entanto, as empresas têm um bom sistema imunológico para se defenderem dos ataques. Os suplementos nutricionais beneficiam-se de uma regulamentação pouco rígida, de um marketing poderoso e de milhões de consumidores crédulos que depositam suas esperanças de uma vida mais saudável em um comprimido.

Fontes:
The Economist - Miracle healers

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