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“A internet no Brasil é uma experiência coletiva”. A afirmação é de Julien Turri, executivo-chefe da agência de marketing digital Hi-Mídia, localizada no Rio de Janeiro. Turri esteve no primeiro dia de palestras do seminário Marketing 360º, promovido pelo site Mundo do Marketing nesta quinta, 4, e sexta, 5 de junho.
No Brasil, a internet é utilizada basicamente para conversar, trocar ideias com amigos e familiares e conhecer pessoas. Entre todos os internautas do mundo, o brasileiro é o que passa mais tempo navegando em comunidades. Os sites que têm o recurso da troca de mensagens instantâneas consomem nada menos que 70% do tempo que os internautas do país passam conectados. Os seis maiores portais do Brasil, entre eles o da Globo e a UOL, respondem por 20% desse tempo. Outros 5% do tempo dos internautas são dedicados aos sites de buscas — mas nesses o tempo curto é compreensível, já que são sites de passagem que funcionam como portas de entrada para outros endereços e não retêm usuários, o que inclusive levou o Google a desenvolver outros sites e recursos.
Esse comportamento reflete no mundo online a espontaneidade e a capacidade de comunicação dos brasileiros na vida offline, e pode ser mais um fator a estimular a propagação dos chamados “virais”, que fazem absoluto sucesso na web, sendo transmitidos de um usuário a outro num tempo recorde.
O poder dos usuários, por outro lado, cresce cada vez mais com o uso também ascendente das redes sociais. Cada vez mais eles trocam informações nessas comunidades, aumentando a necessidade de as empresas estarem atentas ao que eles falam e à maneira como se referem a elas. Muito se pode saber sobre a reputação de uma empresa e sobre como os internautas vêem sua marca por meio da análise do que é conversado nas redes sociais. O tempo, no entanto, depõe contra essa análise: é tudo instantâneo, e assim devem ser as respostas das companhias. Além disso, todo cuidado é pouco ao se fazer uso dos fóruns dessas comunidades com o objetivo de bem posicionar um produto ou serviço.
Nas redes sociais, clareza e honestidade: nada de máscaras
Julien Turri alerta que é fundamental que a empresa monitore as redes para não perder de vista o que está sendo comentado. Os internautas podem, por exemplo, estar neste momento conversando sobre uma falha em certo produto que encontraram antes mesmo de a empresa detectar. Diante de uma situação desse tipo, e sempre — em se tratando de redes sociais, Turri defende que o melhor é que a empresa seja franca e honesta, colocando-se à disposição dos internautas para esclarecer dúvidas, ouvir sugestões e contribuir com o que eles precisarem para ter um melhor atendimento.
O especialista lembrou um caso em que uma empresa tentou utilizar as redes sociais a seu favor e o tiro saiu pela culatra, pois com tantos elogios deixados no campo de comentários de um blog sobre determinado produto os internautas chegaram a duvidar de que o autor das mensagens fosse realmente um usuário comum e não um membro da companhia em questão assinando com nomes e e-mails fictícios no intuito de defendê-la de acusações.
Twitter é o grande futuro das redes sociais
Na visão de Turri, o site de microblogging tem tudo para ser o site de relacionamentos do futuro porque é simples, fácil de ser utilizado e, como destaca também a jornalista Cristina Dissat, que estava presente no evento, não exige grandes recursos técnicos de seus usuários.