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Amazon prepara lançamento de nova versão do Kindle

Novo tablet usará sistema Android da Google, e pode representar uma ameaça à liderança do iPad

Amazon prepara lançamento de nova versão do Kindle
Kindle foi o primeiro e-reader a conquistar o mercado (reprodução/internet)

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A Amazon sacudiu o mercado literário duas vezes nos últimos anos. Quando surgiu, em 1995, a livraria virtual permitia que seus clientes encomendassem praticamente qualquer livro que quisessem, sem sair de casa. Depois, de maneira ainda mais impactante, a Amazon lançou o Kindle, o primeiro e-reader a conquistar o mercado, transformando para sempre um mercado que, desde a invenção da imprensa no século XV, dependeu do papel.

Rumores vêm se espalhando há algum tempo de que a Amazon estaria de olho em um outro nicho do mercado, dominado pela Apple. A livraria online, que com o passar do tempo deixou de se concentrar apenas em livros, apostando em praticamente todos os produtos possíveis, estaria preparando o lançamento de um tablet que operaria com o sistema Android, do Google. Agora a TechCrunch, um website de tecnologia, ofereceu uma análise detalhada do próximo Kindle, um tablet de 7 polegadas, supostamente em sua fase final de testes, pronto para chegar ao mercado em outubro, de olho nas vendas de natal, com um preço inicial de US$ 250.

Até agora as alternativas ao tablet da Apple não conquistaram muitos adeptos. A empresa ainda controla cerca de 2/3 do mercado, e algumas empresas rivais como a HP desistiram da competição. A força da Apple surge de vários fatores. Como a empresa usa o mesmo sistema operacional em seus vários diferentes aparelhos, a maior parte da gigantesca biblioteca de opções de aplicativos para o iPhone estava disponível para o iPad também.

Menos famoso, mas não menos importante, é o vasto catálogo da Apple de programas de TV e filmes, e a infraestrutura para entregá-los. Google, HP, RIM e outras empresas costumam reforçar o quão incrível é assistir vídeos em seus produtos, mas nenhuma delas oferece um acervo tão enorme ao conteúdo. O streaming é possível usando um aplicativo da Netflix em um número limitado de plataformas e modelos de telefone, mas ainda permanece difícil e caro. Para viagens, o download é uma prioridade.

Ao contrário dos outros rivais da Apple, a Amazon já tem acordos de streaming envolvendo milhares de filmes e séries de TV, e deve renegociar acordos semelhantes já existentes. Estúdios de cinema e redes de TV devem abraçar uma rival da Apple capaz de pressioná-los para assinar acordos e cortar preços.

O sistema operacional também pode se mostrar um desafio menor para a Amazon do que para os outros fabricantes de tablets, que apostaram nos mais diferentes sistemas operacionais. Como a Motorola (que está sendo comprada pelo Google) e a Samsung, a Amazon está se mantendo fiel ao Android, um sistema bastante semelhante a uma versão do Linux que a empresa usou por anos em seu famoso e-reader. Se as informações do TechCrunch estiverem certas, a Amazon irá se livrar de seu Linux e adotar uma versão livre do Android, de código-fonte aberto, e construirá um sistema operacional a partir dele, que não rodará tão facilmente em outros aparelhos.

Isso permitirá que a Amazon crie uma plataforma independente do Google, que permanece como principal fabricante do Android. O código-fonte pode ser livre, mas o ecossistema do Android é restrito, e o Google apenas permite que outras empresas usem a marca registrada do Android e qualquer outro dado associado se suas versões do software passarem em testes de certificação e aderirem a outros termos.

Com a Apple, a Amazon tem milhões de contas de usuários associados a cartões de créditos e uma reputação de serviços ao cliente sem grandes problemas. Segundo a Forrester, uma empresa de pesquisas, a Amazon deve vender cerca de 5 milhões de unidades do novo Kindle até o fim do ano, o que a colocaria atrás dos 9,25 milhões de iPads vendidos no último trimestre e dos 20 milhões vendidos anualmente. Mas esse número também deixaria a Amazon bem posicionada para disputar o mercado com a Apple e um dia superá-la.

Fontes:
The Economist - Forking Android

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1 Opinião

  1. André Vinícius Vieites disse:

    Não sei – eu tenho algumas restrições em relação a esse pessoal da Amazon, acho que eles atuam tanto do lado lícito quanto do lado ilícito, quando eu precisava das bases de streaming para 300 pontos eles me negaram, então eu fiz um dossiê e entreguei à polícia federal contando como eles fizeram para sufocar os grandes varejistas, até hoje eu não sei qual é o lado desses caras. Se eles querem selecionar quem é mais apto para as falcatruas deles, então estou fora. Se me pressionaram e pressionaram 238 pontos de comércio dentro da minha base de informações então respondo na mesma moeda, acho que podem estar até fora da lei. Eu vejo que eles não são pessoas integrantes de um projeto de relacionamento comercial distinto, acho que deve ter alguma outra coisa monstruosa por trás dos negócios deles.
    Ass: André Vinícius Vieites

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