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Ciberataque

As novas tecnologias contra ataques virtuais

As técnicas dos serviços de inteligência, que detectam possíveis ameaças à segurança do Estado, podem ajudar as empresas a se protegerem de ataques cibernéticos

As novas tecnologias contra ataques virtuais
Os agentes dos serviços de inteligência presumem que seus adversários estão sempre pesquisando e tentando explorar os pontos fracos em seus sistemas de segurança (Foto: Pixabay)

Até há pouco tempo, as medidas de segurança adotadas pela maioria das empresas limitavam-se a comprar boas fechaduras, assim como portas e janelas resistentes, e a instalar um sistema de CCTV, para monitorar a entrada e saída de visitantes, além do cuidado de não deixar papéis confidenciais na máquina xerox. Porém os ataques virtuais às redes de computadores de concorrentes, ativistas políticos, criminosos ou de governos estrangeiros, são muito mais difíceis de evitar e podem ter consequências bem mais graves do que uma agressão física, como um roubo ou um arrombamento. Uma empresa pode sofrer um duro golpe em sua reputação, em sua propriedade intelectual, na capacidade de atender aos clientes ou da quebra de privacidade de dados bancários. É possível que nunca descubra a origem do ataque, ou o motivo e a extensão da informação violada; por isso, é impossível avaliar se as empresas têm certeza de que adotaram todas as medidas possíveis para evitar um novo ciberataque.

Mas agora a cibersegurança está investindo maciçamente na pesquisa e na aquisição de novas tecnologias de segurança. Antes da violação recente da rede de computadores de Ashley Madison, um corretor online de locais de encontro para casos de adultério, o exemplo mais conhecido de ciberataque no ano passado foi o da Sony Pictures Entertainment, que violou o conteúdo de e-mails constrangedores, informações pessoais de funcionários e divulgação de cópias de filmes inéditos na internet por hackers desconhecidos. Porém há um fluxo constante de casos menos importantes, em que as empresas sofrem prejuízos sérios. No início deste mês o FBI descobriu o ataque de hackers na rede de computadores de três empresas, que distribuem comunicados corporativos e que ganharam muito dinheiro com a divulgação de informações importantes, antes de terem sido oficialmente liberadas.

Muitas empresas estão contratando especialistas em “testes de penetração” (pentests), que avaliam a segurança de um computador ou de uma rede de computadores, com a simulação de um ciberataque. Esses testes podem ajudar a identificar pontos vulneráveis inesperados e protegê-los. Mas os hackers estão sempre em busca de falhas existentes em sistemas operacionais. Por isso, é importante que as empresas adotem algumas técnicas do mundo da espionagem.

Os agentes dos serviços de inteligência presumem que seus adversários estão sempre pesquisando e tentando explorar os pontos fracos em seus sistemas de segurança. Em vez de tentar identificar as fontes potenciais de ataque, a estratégia dos serviços de contrainteligência visa minimizar o prejuízo de ciberataques e, se possível, reverter a situação em seu proveito.

 

Fontes:
The Economist-Manage like a spymaster

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