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Aviões-robô são uma ameaça nas mãos de criminosos

As autoridades precisam encontrar uma solução para restringir o seu uso, mas 'detectar e derrotar' um pequeno avião-robô não é fácil

Aviões-robô são uma ameaça nas mãos de criminosos
O uso mal-intencionado de aviões-robô, ou potencialmente prejudicial, tem se intensificado (Reprodução/Internet)

Em 22 de abril um avião-robô carregado de areia radioativa aterrissou no telhado do gabinete do primeiro-ministro do Japão, em Tóquio. Este foi o último de uma série de incidentes causados por pequenos aviões-robô em diversos lugares do mundo. No ano passado, aviões-robô sobrevoaram mais de doze usinas nucleares francesas. Em janeiro um aparelho caiu no gramado da Casa Branca. Em fevereiro e início de março vários aviões-robô foram vistos voando perto da torre Eiffel e de outros monumentos parisienses. No final de março alguém tentou entrar em uma prisão inglesa com um avião-robô cheio de drogas (além de uma chave de fenda e um celular).

O uso mal-intencionado de aviões-robô, ou potencialmente prejudicial, tem se intensificado. É só uma questão de tempo até que alguém tente usar um avião-robô, talvez com uma carga explosiva, para causar um sério prejuízo ou ferimentos. Agora, as autoridades precisam encontrar uma solução para restringir o seu uso.

Em março o governo francês testou sistemas para “detectar e derrotar” aviões-robô. Esses testes usaram dois tipos de aparelhos como alvos. Um deles foram aviões com uma asa fixa e uma envergadura de até dois metros. O outro usou como alvo quadricópteros em miniatura com quatro motores, um de cada lado para dar estabilidade. Os resultados ainda não foram divulgados.

A detecção de um pequeno avião-robô não é fácil. Esses aviões voam devagar e em baixa altitude, o que dificulta o alcance dos radares, sobretudo, em ambientes urbanos movimentados. “Derrotar” um avião-robô detectado também é difícil. É possível bloquear seus sinais de controle, enviar outro avião-robô para pegá-lo ou para causar uma colisão, ou encontrar seu operador por meio dos sinais de controle e “derrotá-lo”. Mas tudo isso teria de ser feito, na medida do possível, sem interferir nos sistemas locais de Wi-Fi (os aviões-robô são em geral controlados por Wi-Fi) e, é claro, com a máxima precaução para evitar qualquer acidente com um espectador inocente.

Fontes:
The Economist-Copping a ’copter

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