Dados secretos do setor mostram que a frota de aviões Airbus da companhia francesa já se envolveu em quatro vezes mais acidentes do que a média.
A informação foi divulgada pela revista alemã Der Spiegel, levantando dúvidas sobre a cultura de segurança da Air France, cuja imagem foi abalada pela queda do voo 447 no Oceano Atlântico no dia 1º de junho, deixando 288 mortos.
A divulgação destes dados secretos coincide com um debate na França sobre se o acidente pode ter sido causado, em parte, por imprudência dos pilotos. Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, o CEO da Air France reagiu a especulações de que os pilotos do Airbus seguiram em direção a uma tempestade porque queriam economizar combustível ou evitar um atraso.
Três Airbus da companhia aérea francesa se acidentaram desde 1988, além de um quarto avião deste tipo pertencente a uma antiga subsidiária da Air France, a Air Inter.

Tenho ouvido de todos os lados que a prioridade da Air France é poupar combustível. Os pilotos são punidos se não colaboraram com isso. Por exemplo, os aviões não saem daqui com o tanque totalmente cheio. Saem com o calculado para o trajeto normal, mais uma pequena margem. Se o piloto fizer um desvio grande para evitar uma grande zona de tempestade ele pode ter de ir a Dacar para se abastecer. Isso causa um atraso de horas, com prejuízo para a empresa.
@Evandro Correia, e por que será , que os aviões só abastecem o necessário , e mais umas toneladas ( poucas ) ?
FErnando, a resposta é clara. Se o avião pesar umas tantas toneladas a mais isso causa maior consumo de combustível tanto para levantar voo quanto para manter a velocidade ideal.
Caramba. Se tudo isso for verdade, estamos diante de uma inconcebivel monstruosidade a que levaria o afã da maximização do lucro, como norma operacional.
E aqui no Brasil dizem que o mesmo se dá com a TAM que é tida como a empresa mais perigosa para se viajar. Há dados sobre isso?
Pois é, Lino, eu acho que a Tam não tem uma preocupação com segurança. O primeiro acidente sério dela foi com o Fokker, um avião obsoleto que o mundo estava abandonando, mas ela usava porque era barato.
O segundo foi pela decisão de continuar voando um avião com o reverso quebrado. Realmente, eles têm culpa no cartório.