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Empresas de tecnologia fecham o cerco a contas falsas

Facebook, Twitter e até o YouTube suspenderam centenas de contas nesta última semana

Empresas de tecnologia fecham o cerco a contas falsas
Ao todo, quase mil contas falsas foram suspensas das redes sociais (Foto: PxHere)

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As empresas de tecnologia americanas, responsáveis pelas principais redes sociais do mundo, estão mais atentas aos conteúdos falsos veiculados na internet. O Facebook, na última terça-feira, 21, anunciou que excluiu 652 páginas, grupos e contas, que compartilhavam informações falsas.

A maioria das contas, segundo a empresa, tinha origem no Irã. Da mesma forma, o Twitter anunciou, também na última terça-feira, que suspendeu 284 contas pelo mesmo motivo do Facebook.

De acordo com uma postagem do Twitter, a maior parte dessas contas também tinha origem no Irã. O YouTube, por outro lado, apagou somente um canal, o “Liberty Front Press”, que é ligado a algumas contas deletadas no Facebook.

A “Liberty Front Press” seria, segundo denúncias da empresa de segurança cibernética FireEye ao Facebook, uma rede de páginas nas redes sociais, ligada à mídia iraniana, que compartilhava postagens com o objetivo de influenciar a política em outros países, principalmente no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Em seu blog, o Facebook apresentou diferentes exemplos de postagens compartilhadas por páginas conectadas à “Liberty Front Press”, entre elas críticas ao Brexit e à política migratória dos Estados Unidos. Em uma delas, é possível notar a ex-primeira dama Michelle Obama segurando um cartaz escrito: “Uma imigrante pegou meu emprego”.

“Ainda estamos investigando e compartilhamos o que sabemos com os governos dos EUA e do Reino Unido. Como há sanções dos EUA envolvendo o Irã, também informamos o Departamento do Tesouro e do Estado dos EUA. Essas sanções permitem que as empresas ofereçam serviços de internet para comunicações pessoais, incluindo o governo e suas afiliadas”, afirmou o texto do Facebook.

As contas no Facebook foram criadas em diferentes momentos, com as mais antigas datando de 2011. Algumas páginas de 2013 começaram postando conteúdos voltados para a região do Oriente Médio, mas, em 2017, intensificaram as postagens envolvendo os Estados Unidos e o Reino Unido. Outras, de 2016, focavam em ataques cibernéticos e tentativas de espalhar malwares (vírus).

Além do Irã, o Facebook também encontrou páginas originárias da Rússia que agiam da mesma forma. Também na última terça-feira, a Microsoft, uma das maiores empresas de software do mundo, revelou que encontrou sites russos que tentavam influenciar a política interna dos Estados Unidos, com o foco nos grupos republicanos, em favor da Rússia.

“Removemos páginas, grupos e contas que podem ser vinculados a fontes que o governo dos EUA identificou anteriormente como serviços de inteligência militar russos”, informou o Facebook.

 

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Fontes:
The New York Times-Facebook Identifies New Influence Operations Spanning Globe

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1 Opinião

  1. André Vinícius Vieites disse:

    A verdade não vive o seu melhor momento, óbvio essencialmente há uma crise financeira poderosa e verdadeiramente falsas idéias construtivistas. Na sociedade da informação e dos conteúdos virais, as inverdades aparecem como recomendações de ignorantes – ou completas mentiras, para ser mais claro o desconcentrador de cenários populares, os salvadores da pátria; – Isso ganha força nas redes sociais e apps de mensagem, como o WhatsApp. É o que especialistas chamam de a “era da pós-verdade”, onde a fake news – notícia falsa, em inglês – reina em texto, em organismos sociais dúbios e até sobre as métricas de união pública e privada junto de receptivos despreocupados, onde muitas situações são particularidades de uma resposta variada com mistos de verdade e uma grande mentira no tema central, é perigoso mesmo.

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