Tecnologia na sala de aula

Redução de pena

Governo quer tornar presos devoradores de livros

Leitura dos livros da série 'Crepúsculo' vai valer a detentos alguns dias a menos na prisão

Tratamento para Anorexia

Muitas ou poucas calorias, eis a questão!

Estudos sugerem que pacientes poderiam ser alimentados de forma mais agressiva

Coluna Esplanada

Lupi e Dilma vão escolher novo ministro

Lupi deve conversar na sexta com a presidente Dilma e levar uma lista com três nomes

Tecnologia

A eternidade do livro impresso

Avanços não significam a morte de tecnologias anteriores

Nesta Data

Mandela: primeiro presidente negro da África do Sul

Nelson Mandela assumiu o cargo em 9 de fevereiro de 1994

Turismo

A Santorini dos apaixonados

Ponto alto da visita é assistir o pôr do sol. Por Fernanda Costta*

Cinema

Trilogia 'Millenium' em todos os formatos

Além de filme, livros de Stieg Larsson também viraram minissérie

Opinião Pública

Leitor comenta conflitos no Oriente Médio

A Opinião Pública da semana é de Vanderlei Alves P. Junior

Desabamento no Rio

Obras deveriam ser fiscalizadas pela prefeitura

Tragédia provoca debate sobre a eficiência dos processos de licenciamento e fiscalização

Economês

O mercado fala, mas o consumidor nem sempre ouve

Sinais não-verbais podem nos ajudar se os identificarmos

Cinema

Estreias dos filmes da semana

Veja os trailers e as sinopses dos lançamentos nos cinemas

Crítica de Cinema

A Música Segundo Tom Jobim

Documentário é uma emocionante sinfonia de som e imagem

Grita Brasil

Ai, ai se eu te pego!

Obras no Rio se tornaram caso de polícia. E achar um culpado vai ser difícil. Ai se eu te pego!

Educação

Escolas fazem da tecnologia uma boa aliada para atrair a atenção dos alunos

Instituições de ensino usam páginas próprias e até redes sociais como ferramentas de ensino. Por Fernanda Dias

8/02/2010 | Enviar | Imprimir | Comentários: 2 | A A A

Nenhum pai reclama se o filho estuda demais. Porém, se o tempo for gasto com computador lá vem a bronca… Mas, antes de chamar atenção dos jovens que estão conectados em páginas como Twitter e Facebook, é preciso ter cuidado. Por incrível que pareça, eles podem estar fazendo o dever de casa. Essas e outras ferramentas tecnológicas têm sido usadas pelas escolas para atrair a atenção dos alunos, levando os conceitos acadêmicos para um mundo que os adolescentes dominam com o pé nas costas. Para os educadores dessa geração, já não basta mais incluir aulas de informática no currículo. Inserir a tecnologia em sala de aula e mostrar aos alunos como utilizar esses novos recursos de maneira crítica têm sido o grande desafio dos professores.

“Saber como usar a tecnologia disponível é, realmente, um desafio para os próximos anos. Colocar computadores nas mãos dos professores não surtirá os efeitos esperados se estes não tiverem conhecimento sobre o uso pedagógico desta ferramenta educacional”, ressalta a pedagoga Bertha do Valle, doutora em Política e Planejamento da Educação e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Nas aulas de geografia, mapas virtuais de vários lugares do mundo captam a atenção e incitam a curiosidade da turma por seu caráter interativo. Sites como o Google Maps e programas como o Google Earth permitem que os alunos confiram a versão cartográfica de diversas regiões ou imagens de satélite com mobilidade de observação (para cima ou para baixo, para a direita ou esquerda). Os podcasts (programas de áudio) também são uma boa alternativa: além do próprio conteúdo, eles ajudam os alunos a perceber as diferenças entre a oralidade e o texto escrito. Já com o microblog Twitter, por exemplo, é possível treinar concisão.

Alguns colégios estimulam até mesmo os estudantes a frequentar os sites da própria instituição de ensino, nos quais os professores postam tarefas de aula, textos para leitura, sugestões de filmes e livros e até lições de casa. Todo esse esforço não é em vão. Para Bertha Valle, a concorrência das salas de aula comuns com o mundo externo tornou muito difícil, para a maior parte dos professores, despertar a atenção dos alunos. “A motivação das crianças e adolescentes está nas últimas inovações tecnológicas e no dinamismo social que vivemos hoje”, defende Bertha.

O objetivo das instituições de ensino do século XXI é fazer uso da tecnologia em todas as disciplinas. No tradicional Colégio Santo Inácio, que funciona em Botafogo, na Zona Sul do Rio, no lugar de aulas de computação, há um departamento de Informática Educativa, que apoia os professores de todas as matérias.

“Os alunos utilizam os laboratórios e os recursos de mídia. Isso tudo faz parte do cotidiano. É colmo usar lápis, caderno. Mas, como a internet é terra de ninguém e nós trabalhamos com crianças e adolescentes, temos que ter atenção redobrada. Estamos inserindo frequentemente o uso responsável dos meios digitais. E isso também é feito com as famílias, ainda que de maneira incipiente”, explica a professora Elisabeth Bastos, coordenadora de Informática Educativa do Colégio Santo Inácio.

O trabalho com as famílias é importante para não haver divergências de posturas. Segundo Elisabeth, não adianta os pais bloquearem determinados sites, enquanto na escola o aluno tem acesso irrestrito a eles: “Tem que ser uma ação em conjunto, com o apoio da família em casa. A informação está disponível. O importante é saber o que fazer com ela”, ressalta Elisabeth.

No Santo Inácio, o contato com a tecnologia começa cedo. Nas salas do Jardim de Infância, já existem computadores com jogos de raciocínio lógico. “Temos alunos de cinco anos que já têm celular. Isso já está incorporado na vida deles, não há como separar”, relata Elisabeth.


Uso da tecnologia nas escolas não é consenso entre as diferentes linhas pedagógicas

Veja na próxima página

Uso da tecnologia nas escolas não é consenso entre as diferentes linhas pedagógicas

A relação entre a tecnologia e a escola, no entanto, ainda é confusa e conflituosa. Na contramão da onda tecnológica, há instituições de ensino que preferem evitar o uso de computador principalmente entre crianças muito novas. No Jardim-Escola Michaelis, que funciona no Humaitá e segue a corrente pedagógica Waldorf, no lugar de computadores estão cera de abelha, brinquedos de madeira, árvores e música.

“A linha Waldorf segue uma perspectiva de preservação da infância, do vínculo com a natureza e com as épocas do ano. Buscamos fazer brincadeiras de rua, estimular as crianças a subir em árvores, a fazer culinária. Colocando a criança em contato direto com a tecnologia, eu estou acelerando um processo. Eu tiro dela o tempo da força do corpo. A crítica não é com relação ao computador e sim à falta de consciência deste ato”, explica a professora e coordenadora do Jardim-Escola Michaelis, Ana Carina Cohen.

No Michaelis, há uma turma de Euritmia (a arte do movimento), que mistura crianças de 2 a 6 anos. Seguno Ana Carina, o intuito é fazer com que as mais novas venerem as mais velhas e consigam as coisas a partir do outro e não sozinhas. “As mais velhas têm gratidão porque já passaram por aquele momento. Veneração e gratidão se desdobram na nossa vida futura. Isso é muito difícil no âmbito virtual”, defende Ana Carina. O computador, na pedagogia Waldorf só entra no Ensino Médio. “Nosso currículo se desenvolve em três setênios: corporais, vínculos afetivos e mental, e intelectual. Até chegar nesse conteúdo intelectual, tem todo o desenvolvimento físico”, explica a professora.

Já Bertha não vê uma idade definida para que as crianças comecem a usar o computador. Ela ressalta que fatores como condições familiares, situação econômica da comunidade em que a criança vive e a participação dos pais no mundo tecnológico acabam sendo limitadores. “Em residências em que todos utilizam computadores, onde há mais de uma aparelho atualizadíssimo com as evoluções tecnológicas, onde irmãos mais velhos já utilizam o computador para se divertir, estudar, conversar com amigos, a tendência será de a criancinha querer participar deste cenário logo que começa a andar e falar.”

Foi assim que aconteceu com João Cláudio, de 6 anos, e Manoela, de 4: eles começaram a usar o computador em casa, com os pais, antes de a tecnologia estar disponível em suas salas de aula. Foi por causa do interesse do filho pelo desenho animado “Thomas e Seus Amigos”, que a advogada Flávia Braga entrou no site oficial e começou a navegar com ele. Pouco tempo depois, João Cláudio já pedia para entrar sozinho na página, que tem vários jogos educativos. “Se eles não tiverem acesso desde pequenos, vão acabar ficando para trás. Eu entro pouco no Facebook, por exemplo, porque isso não fazia parte da minha rotina. Sei que com eles será diferente”, afirma Flávia.

No colégio onde os dois estudam já há ensino de informática a partir do Jardim 2. Mas, na hora de escolher a escola dos filhos, Flávia não olhou somente se a instituição tinha os equipamentos mais modernos. Para ela, o uso da tecnologia é importante, mas não deve ser a prioridade. “É fundamental aliar as duas coisas: a escola deve oferecer tecnologia, mas tem que ter conteúdo.”

Escrito por: Fernanda Dias

Compartilhe

Tópicos Relacionados

,

 

Sua Opinião

Nome (obrigatório)

E-mail (obrigatório)

Estado

Cidade

Todas as Opiniões

2 opiniões para o artigo: Escolas fazem da tecnologia uma boa aliada para atrair a atenção dos alunos

Gravatar
Opinião de Markut
Na data: 10 de fevereiro de 2010 as 12:27

Positivamente, o que acontece no Santo Inácio não serve de padrão para resolver o grave problema social do nosso país, no que concerne à adequada escolaridade básica.
O computador e o mundo cibernético são maravilhosas ferramentas, mas o seu efetivo aproveitamento tem que passar, neccessariamente, pela outra ferramenta, mais simples, barata e elementar: o lapis, o caderno,o professor motivado e a interação obrigatória da família com o educando, a fim de formar o conjunto harmonioso , que, esse sim, conduzirá, à formação do cidadão consciente dos seus direitos e deveres.
É só com esse padrão cívico que se conseguirá o nivel educacional, capaz de enfrentar os desafios de um país emergente, como o nosso,no contexto da globalização.

Gravatar
Opinião de adriano
Na data: 9 de fevereiro de 2010 as 8:35

Acho que a concentração de jovens que estudam pelo computador pode ser menor..Pois duvido que eles não entrem no msn para falar com os amigos…entrem no orkut para outras coisas. É complicado estudar assim. Acho que tem que ser um complemento, mas não a única forma de dever de casa