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Huawei reduz expectativa de vendas após pressão dos EUA

Redução é de US$ 30 bilhões em produção e mais de US$ 25 bilhões em expectativa de vendas. EUA incluíram a Huawei em ‘lista negra’

Huawei reduz expectativa de vendas após pressão dos EUA
EUA acusam a companhia de trabalhar para o governo chinês (Foto: Divulgação/Huawei)

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A gigante de tecnologia chinesa Huawei anunciou uma redução de mais de US$ 25 bilhões em expectativas de vendas e de US$ 30 bilhões em produções para o biênio 2019-2020. O motivo seria a pressão exercida pelos Estados Unidos, que acusam a companhia de trabalhar para o governo chinês.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 17, pelo fundador e CEO da empresa, Ren Zhengfei. A companhia de tecnologia chinesa tem enfrentado grandes dificuldades com vendas no exterior. Diante da pressão exercida pelos Estados Unidos, as vendas da Huawei caíram 40% fora da China apenas neste ano.

No entanto, Zhengfei mostra ciência das dificuldades, mas mantém-se confiante. Mesmo admitindo a redução nas vendas e na produção, o CEO prevê uma rápida recuperação para a companhia, afirmando que em 2021 os trabalhos irão se normalizar.

“Nos próximos dois anos, a empresa reduzirá sua produção em 30 bilhões de dólares. […] Em 2021, vamos recuperar nossa vitalidade para servir a humanidade”, garantiu Zhengfei em uma transmissão ao vivo na cidade chinesa de Shenzen, onde fica a sede da Huawei.

Em 2018, a Huawei faturou US$ 105 bilhões. Para 2019, a expectativa, divulgada em janeiro, era de um faturamento por volta dos US$ 125 bilhões. No entanto, diante da pressão exercida pelos Estados Unidos, a empresa chinesa reduziu a expectativa para US$ 100 bilhões para o biênio 2019-2020.

Entenda o caso

Desde o ano passado, os Estados Unidos e a China têm travado diferentes batalhas comerciais no cenário mundial. Uma delas ocorre no campo tecnológico. Os EUA acusam a empresa de tecnologia Huawei de espionar países estrangeiros para o governo chinês. A companhia, porém, nega todas as acusações.

Um dos principais momentos que marcou essa disputa entre EUA e Huawei ocorreu em dezembro do ano passado, quando a diretora financeira da empresa chinesa, Meng Wanzhou, foi presa no Canadá a pedido dos Estados Unidos.

Wanzhou, que é filha de Zhengfei, ficou presa temporariamente, mas, desde então, os Estados Unidos pressionam para tentar extraditá-la para o país. De acordo com os EUA, a Huawei teria violado sanções impostas ao Irã.

A partir de então, a pressão dos Estados Unidos sobre a Huawei começou a aumentar. Como pano de fundo, há a corrida pela liderança na tecnologia 5G, disputada por empresas americanas, sul-coreanas e pela chinesa Huawei.

A atuação dos Estados Unidos contra a Huawei levou aliados dos americanos a seguirem a mesma linha, reduzindo as compras ou banindo, em partes, a empresa chinesa. A Polônia, por exemplo, chegou a prender um diretor da Huawei, acusando-o de espionagem.

A Vodafone, reconhecida como segunda maior empresa de telefonia celular do mundo, suspendeu a instalação de parte dos equipamentos da Huawei. Mesmo com a limitação na cooperação entre as empresas, a Vodafone lançou, no último sábado, 15, a primeira rede 5G da Espanha. O lançamento ocorreu em parceria com a Huawei. A rede abrange 15 grandes cidades espanholas, como Madri e Barcelona.

No entanto, a ação dos EUA mais direta contra a Huawei ocorreu no último mês de maio. Através de dois comunicados emitidos pelo Departamento de Comércio dos EUA, a Huawei foi incluída em uma espécie de “lista negra”. Devido a isso, a Google suspendeu parte do acesso da empresa chinesa ao sistema Android, utilizado pelos smartphones da companhia.

Poucos dias depois, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, voltou a atacar diretamente a Huawei. Em uma entrevista à emissora americana Fox Business Network, Pompeo acusou a companhia chinesa de ser um “instrumento do governo chinês”.

Fontes:
The New York Times-Huawei Chief Predicts Sales Will Flatline After Trump Crackdown
AFP-Huawei anuncia queda nas vendas e reduzirá produção em US$ 30 bilhões em 2019-20

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