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Internet provoca desigualdade social, egoísmo e narcisismo, diz livro

Andrew Keen, autor de 'The Internet is Not the Answer', não está contente com a evolução da Rede

Internet provoca desigualdade social, egoísmo e narcisismo, diz livro
Autor com certeza se considera um provocador espirituoso (Reprodução/Internet)

A história da internet, sugere Andrew Keen, poderia ser dividida em duas histórias. A primeira, um relato dos seus primórdios, quando dois tecnólogos e visionários deram os primeiros passos para sua criação. Vannevar Bush, um renomado engenheiro americano cuja invenção do dispositivo Memex profetizou a criação da internet, e Tim Berners-Lee, um físico e cientista da computação britânico, que involuntariamente desenvolveu o conceito de supervia da informação, ou infobahn. Esses são apenas dois nomes entre muitos, disse Keen, que criaram a internet e demonstraram a utilidade de seu uso.

A segunda história refere-se à permissão da National Science Foundation da entrada de parceiros comerciais na estrutura incipiente da internet. Sem dúvida, Andrew Keen, um empresário de nacionalidade inglesa e americana e autor de The Internet is Not the Answer, não está contente com a evolução dos acontecimentos desde então.

Sua principal preocupação é com a estrutura da economia online, que enriqueceu poucas pessoas de uma maneira fabulosa (quase todas jovens e brancas), sem criar muitos postos de trabalho. A cada menção a TomPerkins, um investidor em capital de risco, Keen não resiste em citar seu iate de US$130 milhões, do comprimento de um campo de futebol. No entanto, toda essa riqueza é autocentrada; “temos uma nova nobreza”, lamentou, “sem noblesse oblige”.

Mas existem ainda mais problemas além de um consumo conspícuo. Aplicativos como Instagram e Snapchat causaram um “modismo de uma arrogância vulgar” e uma “epidemia de narcisismo e voyeurismo”, escreveu Keen. A realidade distorcida da cultura do Vale do Silício o desagrada. O autor com certeza se considera um provocador espirituoso, mas sua mensagem é lúgubre. É difícil, por exemplo, discordar que as interações de muitas pessoas com as mídias sociais são “ególatras”. Entre outras recomendações, Andrew Keen sugere um controle mais rigoroso “para obrigar a Internet a sair de sua adolescência prolongada”.

 

 

Fontes:
The Economist-Net costs

3 Opiniões

  1. Regina Caldas disse:

    Ele escreveu um livro só para documentar sua riqueza manifesta através de um iate no valor de US$130 milhões.

  2. ceiça alles disse:

    o escritor parece só enxergar um lado da internet, quando essa tem muitas facetas. o narcisismo, muitas vezes, tem a ver com a faixa etária e, como mencionou o comentarista Olbe, pode-se conhecer melhor a personalidade de uma pessoa pelo Face, por exemplo, do que na vida real. portanto, ponto para a internet: sabemos melhor com quem estamos lidando. o instagram não causa ‘modismo de arrogância vulgar’, apenas o mostra com clareza.

    e, quando diz que a economia on-line enriqueceu a muitos sem criar postos de trabalho… bem, esses postos de trabalho não existiam de qualquer forma, antes da internet. por mais que possam ser poucos postos, certamente criou alguns. há inúmeras profissões que só existem em função de haver computadores e internet. se o autor julga que as pessoas ficaram ricas demais, que questione as leis tributárias de seu país.

  3. olbe disse:

    Incrível como dá para conhecer a personalidade de uma pessoa desconhecida só pelo o que ela posta no seu Face: os narcisistas,todos os dias colocam fotos suas e fotos de selfies..Os tímidos nunca colocam sua foto e procuram uma figura para colocarem em lugar de sua própria foto.

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