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A agência militar norte-americana que ajudou a inventar a internet agora se debruça também sobre as tecnologias limpas.
O grande esforço para criar alternativas viáveis em matéria de energia já é bem conhecido, tendo à frente o setor automobilístico, multinacionais como IBM e BP e empresas do Vale do Silício. Mas há um outro protagonista nesta empreitada: o setor militar norte-americano, especialmente a DARPA, agência do Departamento de Defesa dos EUA.
Criada no auge da Guerra Fria para reforçar a tecnologia militar norte-americana na sequência do lançamento do satélite soviético Sputnik, a agência tem uma longa história de inovações. Além de contribuir para o surgimento da internet, os avanços conseguidos no âmbito da DARPA ajudaram no desenvolvimento de semicondutores, GPS e do sistema operacional Unix.
Seu primeiro objetivo é sempre o de ampliar o poder das forças armadas dos EUA, mas suas inovações chegam posteriormente ao mercado. Atualmente, a agência reserva US$ 100 milhões do seu orçamento anual de US$ 3 bilhões para a pesquisa e desenvolvimento na área de energias alternativas.